A Shineray anunciou em outubro de 2025 a adoção de uma nova política de preços para o mercado brasileiro. A partir de agora, os preços das motos Shineray serão fixados em todo o território nacional, com valores iguais para pagamento à vista.
Segundo a empresa, o Preço Público Sugerido (PPS), somado aos custos adicionais como frete e seguro de frete, será o mesmo em todas as regiões. Com isso, a marca busca padronizar a comunicação entre concessionárias e clientes, além de reforçar sua competitividade no mercado de duas rodas.
Preços das motos Shineray ganharam uma tabela fixa de custos – Divulgação
Os custos adicionais foram definidos entre R$ 880 e R$ 1.499, variando de acordo com o modelo.
De acordo com Wendel Lazko, Gerente Geral de Negócios da Shineray do Brasil, a política de preço fixo representa um passo estratégico. Ele destacou que a iniciativa amplia a transparência e fortalece a relação entre consumidores, concessionárias e a empresa.
Preços das motos Shineray – Phoenix S EFI – Divulgação
Essa primeira tabela reúne modelos de 50 a 250 cilindradas, com valores finais que variam de R$ 9.670,99 a R$ 26.989,00. Entre os principais estão Phoenix 50 S, Jet 125 EFI, Storm 200 e as custom Titanium e Denver.
Os preços das motos Shineray definidos na nova política entraram em vigor neste mês de outubro de 2025 e devem ser aplicados de forma obrigatória em todas as lojas da rede nacional.
Tabela de Preços das motos Shineray – Outubro 2025
A CB1000 Hornet SP foi confirmada oficialmente para o mercado brasileiro. A revelação aconteceu durante a convenção anual da Honda no país, evento em que a fabricante costuma antecipar modelos que chegam às concessionárias nos meses seguintes.
Lançada na Europa há um ano atrás, a CB1000 Hornet SP traz atualizações em relação à versão padrão. O motor de quatro cilindros em linha entrega 157 cavalos a 11.000 rpm, cinco a mais do que a configuração convencional, que oferece 152 cv na mesma faixa de rotação.
CB1000 Hornet SP foi confirmada oficialmente para o mercado brasileiro – Divulgação
Além da potência superior, a motocicleta se destaca por componentes voltados à performance. A suspensão traseira ajustável é fornecida pela Öhlins, enquanto os freios dianteiros são assinados pela Brembo, no modelo Stylema.
O conjunto inclui ainda um chassi “twin spar” e relações de marcha mais curtas, que contribuem para respostas rápidas e condução mais precisa.
A Honda configurou a CB1000 Hornet SP com pintura especial Mat Ballistic Black Metallic. O acabamento se completa com garfos dianteiros dourados e rodas no tom desert gold, elementos que diferenciam a versão em relação à Hornet padrão.
Hornet SP – apresentada durante a convenção da Honda Brasil – Divulgação
Antecipações da convenção
O encontro da marca no Brasil já foi palco de anúncios importantes, como a Sahara 300 e a CG 160 com sistema ABS (na Titan). Agora, a inclusão da CB1000 Hornet SP reforça a estratégia da fabricante em trazer para o país motocicletas de maior cilindrada e tecnologias de ponta.
A Hornet 1.000 topo de linha deverá chegar às lojas brasileiras no primeiro trimestre de 2026, juntamente com a versão “standard”, já confirmada pela marca durante o Festival Interlagos 2025. Os valores e prazos de início das vendas ainda deverão ser comunicados pela Honda.
A BMW G 310 RR acaba de ganhar uma edição especial para comemorar as 10.000 unidades vendidas do modelo esportivo na Índia. Serão 310 unidades numeradas, todas destinadas ao mercado local.
A moto chega somente ao mercado indiano com pintura exclusiva nas cores Cosmic Black e Polar White, além de adesivos inspirados na superesportiva S 1000 RR. O tanque traz a marcação de numeração e um adesivo referente ao título mundial do piloto turco Toprak Razgatlıoğlu no campeonato Mundial de Superbikes.
BMW G 310 RR – edição limitada de 310 unidades – Divulgação
O preço sugerido é de 299.000 rúpias, valor na conversão direta de R$ 17.945, mas sem considerar taxas ou variações de mercado. Lembrando que BMW G 310 RR nunca chegou a ser lançada por aqui.
A edição limitada da BMW G 310 RR mantém o motor monocilíndrico de 312 cm³, refrigerado a líquido. O conjunto entrega 34 cv a 9.700 rpm e torque máximo de 2,78 kgf.m a 7.700 rpm.
O câmbio de seis marchas conta com embreagem assistida e deslizante, recurso que evita travamento da roda traseira em reduções rápidas e aumenta a segurança em frenagens esportivas.
BMW G 310 RR – edição limitada de 310 unidades – Divulgação
Tecnologia
A moto oferece quatro modos de condução: Track, Sport, Urban e Rain. Cada ajuste modifica o comportamento do acelerador eletrônico Ride by Wire e a resposta do ABS, adaptando o desempenho a diferentes situações de pilotagem.
O painel de instrumentos é uma tela TFT de 5 polegadas, que exibe velocidade, estatísticas de uso, modo selecionado e outras informações detalhadas. O sistema pode ser controlado por um botão no guidão, facilitando a personalização durante a pilotagem.
BMW G 310 RR – indicação de numeração limitada – Divulgação
Estrutura e equipamentos
O chassi tubular em aço reforçado da BMW G 310 RR trabalha em conjunto com garfo dianteiro invertido dourado e monoamortecedor traseiro. O braço oscilante em é alumínio e ajuda a reduzir o peso.
O conjunto de pneus Michelin Pilot Street e os freios a disco em ambas as rodas, com ABS de dois canais e função anti-wheelie, completam a lista de equipamentos, garantindo estabilidade e controle em diferentes condições.
BMW G 310 RR Limited Edition – Divulgação
Exclusividade
A BMW G 310 RR Limited Edition é voltada apenas ao mercado indiano e não tem previsão de lançamento em outros mercados, inclusive no Brasil. Por aqui, a marca mantém à venda apenas a naked G 310 R e a aventureira G 310 GS, usando essa mesma plataforma.
BMW G 310 RR Limited Edition – detalhe do adesivo comemorativo do “El Turco” – Divulgação
A Honda CB 350 recebeu uma nova edição especial super clássica lançada na Índia. A nova versão é “quase” uma Royal. Ficamos na expectativa ainda do modelo principal, que já está disponível em países da América do Sul, como Colômbia e Paraguai, mas segue sem previsão de chegada ao Brasil.
Apresentada inicialmente no Japão com o nome GB350, a moto foi desenvolvida para competir com rivais diretos do segmento retrô, como a Royal Enfield Classic 350. Na Índia e em outros mercados, o modelo é comercializado como CB350C. Agora, a fabricante anunciou a CB350C Special Edition, versão com novos elementos de design.
Honda CB 350 ganhou a versão CB350C Special Edition – Divulgação
De acordo com a imprensa especializada indiana, a edição especial traz grafismos listrados no tanque, paralamas dianteiro e traseiro pintados na cor da moto e um trilho cromado na parte traseira. O assento pode ser configurado em preto ou marrom. A Honda disponibilizou duas opções de cores: Rebel Red Metallic e Matt Dune Brown.
CB350C Special Edition – Divulgação
Especificações e motor
Do ponto de vista de motorização, CB350C Special Edition carrega a mesma da Honda CB 350: um motor monocilíndrico de 348 cc, refrigerado a ar e com injeção eletrônica. O conjunto gera 20 cavalos de potência a 5.500 rpm e torque de 3 kgfm a 3.000 rpm, associado a um câmbio de cinco marchas. Segundo dados de fábrica, o consumo médio no ciclo WMTC é de 38,6 km/l, podendo alcançar 47 km/l em velocidade constante de 60 km/h.
Na Índia, o preço da CB350C Special Edition ultrapassa 200 mil rúpias indianas, equivalente a cerca de R$ 12 mil na conversão direta. Esse valor, entretanto, não pode ser tomado como referência para o mercado brasileiro, devido a diferenças de tributação e custos do mercado brasileiro, coisa que já vemos bastante por aqui.
Embora a Honda CB 350 já esteja disponível em países vizinhos, como Paraguai e Colômbia, o modelo não foi lançado no Brasil. A fabricante registrou a patente da moto junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), mas isso não representa confirmação de comercialização.
Desenho do INPI – Reprodução
Honda CB 350C Special Edition
Comparando com os desenhos que temos do INPI, temos a nítida impressão de que o que foi registrado por aqui é o desenho exatamente da CB350C.
Enquanto a Índia recebe a versão especial CB350C, o público brasileiro segue aguardando definições da Honda Brasil. Será que Honda CB 350 vem algum dia?
Marc Márquez conquistou neste domingo (28), no GP do Japão, seu nono título mundial no motociclismo, sendo o sétimo na MotoGP. Com o resultado, o espanhol iguala a marca de Valentino Rossi e coloca fim a um período de seis anos sem títulos, interrompido por uma série de lesões e cirurgias que comprometeram sua carreira desde 2020.
O piloto espanhol de número 93 precisou apenas da segunda colocação em Motegi para assegurar o campeonato de 2025. A vitória representa também o retorno de Márquez ao topo da categoria, consolidando sua trajetória de recuperação após quase três temporadas fora da disputa direta.
Marc Márquez conquista 9º título e iguala recorde de Valentino Rossi – Divulgação
Entre 2013 e 2019, Márquez dominou a MotoGP, acumulando seis títulos, 56 vitórias, 95 pódios e 62 poles. No entanto, a fratura no braço sofrida em 2020 forçou uma longa pausa e alterou sua trajetória. O triunfo no Japão fecha um ciclo de superação e recoloca o piloto espanhol no patamar mais alto do esporte.
Igualdade histórica com Valentino Rossi
Com a conquista em Motegi, Marc Márquez passa a dividir com Valentino Rossi o status de maior campeão da era moderna. Ambos somam nove títulos mundiais, sendo sete na categoria principal. A marca reforça a rivalidade histórica entre os dois e projeta o espanhol como um dos pilotos mais vitoriosos da história do motociclismo.
Festa vermelha da Ducati – Divulgação
“Cometi muitos erros na minha carreira, como voltar cedo demais após uma lesão, mas lutei e agora estou em paz comigo mesmo”, declarou Márquez após a prova, emocionado ao lado do irmão, Álex Márquez, e da equipe Ducati.
O italiano Francesco Bagnaia, que também subiu ao pódio no Japão, fez questão de parabenizar o campeão: “Parabéns a Marc, ele merece este título”.
Márquez só não é muito bom de “quebra-cabeças”. Alguma dificuldade para encaixar a nova peça, veja a publicação no Instagram.
O clima de celebração também atingiu a Ducati. A fabricante anunciou que o Museu Ducati, em Bolonha, terá entrada gratuita em um “dia especial” para marcar o título do espanhol. O gesto reforça a importância da conquista para a equipe e para os torcedores.
No GP do Japão, além de Márquez, Joan Mir (Honda) completou o pódio na terceira colocação, seguido por Marco Bezzecchi (Aprilia) e Franco Morbidelli (Ducati). Álex Márquez (Ducati-Gresini), irmão do campeão, finalizou em sexto lugar.
Marc Márquez e a companheira da jornada 2025 – Divulgação
O retorno ao topo após seis anos
O título de 2025 encerra uma espera de seis temporadas desde a última vez em que Marc Márquez havia conquistado a MotoGP, ainda pela Honda. Nesse período, o espanhol enfrentou dificuldades médicas, múltiplas operações e desafios dentro das pistas.
Agora, ao lado da Ducati, ele escreve um novo capítulo de sua carreira e retoma o protagonismo em uma das categorias mais competitivas do esporte mundial.
Marc Márquez conquista seu 7º título da MotoGP – Divulgação
Marc Márquez deixa Motegi não apenas como campeão, mas como um dos nomes mais marcantes da história do motociclismo, consolidando sua posição ao lado de Valentino Rossi no topo das estatísticas da MotoGP.
A Yamaha YZ450F 2026 acaba de ser lançada no Brasil e já está disponível nas concessionárias Racing Blue, especializadas no off-road da marca.
O modelo, que havia sido apresentado no exterior em julho, chega ao mercado nacional dois meses depois, trazendo motor redesenhado, melhorias estruturais e preço sugerido de R$ 88.990, sem frete incluso.
Yamaha YZ450F 2026 acaba de ser lançada no Brasil – Divulgação
O principal destaque da nova geração da Yamaha YZ450F está no motor. O conjunto foi atualizado para oferecer maior eficiência, com sistema de admissão redesenhado que garante fluxo de ar otimizado e combustão mais precisa. Combinado ao novo escape, o resultado é uma entrega de potência linear em todas as faixas de rotação, permitindo aceleração controlada e melhor desempenho em pistas de competição.
Outro ponto relevante é a substituição da antiga embreagem a cabo por uma versão hidráulica. O recurso promete acionamento mais suave, maior resistência em condições de uso intenso e engates mais consistentes. O chassi também recebeu mudanças: agora conta com suportes assimétricos que equilibram rigidez e flexibilidade, melhorando tanto a estabilidade nas frenagens quanto a agilidade nas curvas.
Yamaha YZ450F 2026 – Divulgação
Ergonomia e design atualizado
A Yamaha YZ450F 2026 vem equipada com suspensão KYB de última geração. O sistema tem ajustes refinados e permite calibragem manual, oferecendo a possibilidade de adaptação para diferentes pistas. Esse recurso amplia a tração, o controle e o conforto.
No aspecto visual, a motocicleta apresenta uma linha mais compacta e funcional. A placa frontal está mais fina, as tampas laterais foram divididas em duas peças e o para-lama traseiro ganhou formato reduzido. Os grafismos adotam tipografia invertida e mantêm o tradicional “Speed Block”, referência da Yamaha no motocross.
Yamaha YZ450F 2026 – Divulgação
A ergonomia também recebeu atenção. O banco traz textura antiderrapante em formato de favo de mel, que ajuda a reduzir o escorregamento em manobras. Além disso, o guidão, o assento e as pedaleiras oferecem ajustes para diferentes estilos de pilotagem, ampliando a mobilidade do piloto em provas de alta exigência.
Yamaha YZ450F 2026: banco com textura antiderrapante – Divulgação
Recursos de segurança e disponibilidade
Entre as inovações, destaca-se o sistema antifurto integrado ao smartphone, tecnologia ainda pouco comum em motocicletas off-road. Esse recurso adiciona uma camada extra de proteção no uso cotidiano.
A Yamaha YZ450F 2026 já pode ser encontrada nas concessionárias Racing Blue de todo o Brasil. O preço sugerido é de R$ 88.990, valor que não inclui o custo de frete. Com a chegada do novo modelo, a Yamaha reforça sua presença no segmento de 450cc, mantendo a tradição da linha YZ no motocross e consolidando sua posição entre os pilotos que priorizam desempenho.
Yamaha YZ450F 2026 – Divulgação
A estreia da Yamaha YZ450F confirma a estratégia da marca em oferecer atualizações constantes para o mercado nacional, aproximando o público brasileiro das mesmas tecnologias utilizadas em competições internacionais.
Diogo Moreira assinou contrato com a Honda para disputar a MotoGP a partir de 2026. O acordo, confirmado por Sky Sport e ESPN, tem duração de três anos e prevê a estreia do brasileiro na equipe satélite LCR. Apesar do acerto já realizado, o anúncio oficial ainda não foi marcado pela montadora japonesa.
O segundo as fontes citadas, o piloto brasileiro concretizou a negociação aproveitando o Grande Prêmio do Japão, em Motegi. Na ocasião, Diogo Moreira esteve na garagem da LCR, onde realizou medições de posição na moto, etapa fundamental para os testes pós-temporada. Esses treinos deverão acontecer em Valência, logo após a última corrida de 2025.
No Japão, Diogo Moreira já é piloto da Honda – Divulgação
A ascensão de Diogo Moreira vinha sendo acompanhada por outras fabricantes do Mundial de Motovelocidade. A Yamaha chegou a oferecer um contrato com passagem pela Moto2 na equipe Pramac antes de uma promoção à categoria rainha. A Honda, porém, apresentou uma alternativa mais direta, garantindo ao brasileiro a entrada imediata na MotoGP pela LCR.
O contrato com a Honda
Segundo a rede italiana Sky Sport e confirmação pela ESPN, o contrato de Diogo Moreira com a Honda tem validade até 2029. A equipe LCR será a responsável por sua estreia, reforçando a aposta da fabricante japonesa em novos talentos. Porém, ainda não há data definida para o anúncio oficial público entre piloto e equipe.
Diogo Moreira teria assina com a LCR Honda – Divulgação
Antes de iniciar a temporada 2026, Diogo Moreira participará dos testes de Valência em novembro de 2025. Esse momento é considerado fundamental para adaptação ao estilo de pilotagem da MotoGP e será a primeira oportunidade de o brasileiro guiar uma moto da categoria rainha.
Caminho até a MotoGP
A trajetória de Diogo Moreira inclui disputas em categorias de base e negociações com diferentes marcas. O acordo com a Honda consolida sua posição no cenário internacional e representa um marco para o motociclismo brasileiro, que volta a ter presença confirmada na principal competição do mundo.
Com o contrato assinado e os preparativos em andamento, resta apenas o anúncio oficial da LCR. Em 2026, Diogo Moreira será o representante brasileiro na MotoGP pela Honda, consolidando sua chegada à elite do esporte.
A nova versão da Panigale V4 R 2026 chega como a evolução mais radical da superbike da Ducati, reafirmando sua vocação para entregar performance extrema em pista ou fora dela. O modelo recebeu melhorias no motor, avanços na eletrônica e ajustes na aerodinâmica. O preço? Bem, isso é um assunto para o final do artigo.
A proposta é oferecer aos pilotos (felizardos!) uma experiência próxima à de uma moto de competição, mas disponível para clientes que buscam o que há de mais avançado em engenharia sobre duas rodas.
Panigale V4 R 2026: gerada diretamente das pistas de corrida – Divulgação
Assim como nas gerações anteriores, a Ducatitrabalhou em cada detalhe para aproximar ainda mais a Panigale V4 R 2026 do DNA das máquinas utilizadas no Mundial de Superbike.
O lançamento marca também um momento histórico para a Ducati: os 25 anos da primeira versão com o emblema “R”, a 996R, que revelou ao mundo o motor Testastretta e conquistou o título do Mundial de Superbike em 2001. Naquela época, a esportiva oferecia 135 cv. Hoje, a evolução é evidente — a Panigale V4 R 2026 entrega até 239 cv com kit de pista, superando em mais de 100 cv o modelo que abriu caminho para a linhagem.
Panigale V4 R 2026 – Divulgação
Mesmo na configuração homologada para ruas, a moto impressiona: são 218 cv e velocidade máxima de 317,8 km/h. Com o escapamento Akrapovič opcional e óleo especial Shell Advance, projetado em parceria, a potência chega ao limite (segundo a marca) de 239 cv, com máxima de 330 km/h.
Visualmente, a Panigale V4 R 2026 reforça o elo com as motos de MotoGP. As asas maiores na carenagem aumentam a força descendente em até 6 kg a 300 km/h, garantindo maior estabilidade em linha reta. Já a entrada Ram Air redesenhada, com borda inferior ampliada, acrescenta 1,3 cv em alta velocidade e melhora o fluxo de ar em frenagens intensas.
Panigale V4 R 2026: herdou as “asas” da MotoGP – Divulgação
O chassi também foi revisado. O novo braço oscilante duplo é 37% menos rígido que o antigo monobraço, além de 3,27 kg mais leve. A estrutura trabalha em conjunto com suspensões Öhlins de competição e amortecedor de direção SD20, proporcionando ajustes finos e comportamento estável. O peso total da moto ficou em 186,5 kg.
Sobre o Câmbio Ducati Racing Gearbox
Uma das grandes estreias da Panigale V4 R 2026 é a Ducati Racing Gearbox (DRG). Diferente dos sistemas tradicionais, o ponto morto fica abaixo da primeira marcha, evitando engates acidentais. A mudança também suaviza a transição entre as duas primeiras relações, algo essencial em pilotagem esportiva.
No pacote eletrônico, a Ducati adicionou o Vehicle Observer, software que simula até 70 sensores, aprimorando o funcionamento de assistências como controle de tração, derrapagem, empinada, freio-motor e assistente de largada. A moto ainda traz ABS em curva, modos de potência configuráveis e o sistema Racing Brake Control, que distribui automaticamente parte da frenagem para a roda traseira em situações críticas.
Panigale V4 R 2026 – Divulgação
O sistema de freios, fornecido pela Brembo, foi dimensionado para lidar com a potência extra do modelo, assegurando frenagens consistentes e progressivas mesmo sob condições extremas de uso em circuito.
Motor atualizado
O coração da Panigale V4 R 2026 continua sendo o motor Desmosedici Stradale R de 998 cm³, agora refinado para entregar potência superior e resposta mais linear. A Ducati implementou soluções inspiradas diretamente nos protótipos de corrida, como materiais mais leves e componentes internos revisados.
Panigale V4 R 2026 – máxima de 330 km/h – Divulgação
Para atender às normas Euro 5+ sem perder desempenho, a Ducati reposicionou injetores, desenvolveu pistões mais leves, bielas modificadas e árvores de cames redesenhadas. O resultado é uma entrega mais linear, com ganho médio de 4 cv em toda a faixa de rotação.
O torque agora é de 11,6 kgf.m a 12.000 rpm, com um acréscimo de 3% em relação à geração anterior. Uma das novidades é o uso de um virabrequim mais pesado, que melhora a tração e garante maior estabilidade na saída de curvas, sem comprometer a agilidade, graças ao funcionamento contra-rotativo.
Edição numerada, mas informação de limite – Divulgação
Versão anterior: a mais cara do Brasil
O preço oficial para a Europa é de 44 mil euros, valor que na conversão direta do dia, gira em torno de R$ 275 mil. Apesar de ser uma versão numerada, a Ducati não informou nada a respeito de limite de produção.
Há 2 anos atrás, a Panigale V4 R 2023 chegou a ser oferecida no Brasil por R$ 690 mil reais. Isso lhe rendeu o título de moto mais cara do país, desbancando até então a Rush 1000 da MV Agusta, vendida por R$ 589.990.
Panigale V4 R 2026 – Divulgação
Apenas dois exemplares da versão 2023 chegaram ao mercado nacional. A Ducati não deu maiores informações, se eles foram ou não vendidos. De todo jeito, caso essa nova versão chegue por aqui, podemos esperar dessa faixa de preço, para cima. A Ducati Brasil não confirmou a vinda do modelo 2026, pelo menos até o momento.
A CB500 Super Four foi revelada pela Honda como parte de uma estratégia ousada para renovar sua linha de médias cilindradas. A marca japonesa surpreendeu ao mostrar uma moto tetracilíndrica clássica, um projeto que, depois dos seus mais recentes lançamentos e atualizações, parecia descartado.
O modelo, exibido no CIMAMotor, na China, ao lado da esportiva CBR500R Four, resgata elementos clássicos da fabricante japonesa e, ao mesmo tempo, entrega recursos tecnológicos atualizados. A aposta da marca é unir passado e presente em uma naked que promete chamar atenção pelo visual e, principalmente, pelo inédito motor de quatro “canecos” em linha.
Tetracilindricas de 500cc: a retrô CB500 Super Four e esportiva CBR500R Four
O novo propulsor de 502 cm³ oferece aproximadamente 80 cv de potência, colocando a CB500 Super Four em uma categoria diferenciada dentro da linha 500 (ou 750) da Honda. Até então, a fabricante era associada às novas versões bicilíndricas, como as novas CB 750 Hornet ou NX 500. Mas surpreendentemente apresenta uma nova linha que resgata a tradição dos quatro cilindros e deve conquistar tanto pelo desempenho quanto pelo som característico.
Embora ainda não haja informações sobre os países que receberão o lançamento, a previsão é que a moto chegue a outros mercados a partir de 2026. No Japão, a Honda já registrou patentes de uma versão de 400 cm³, mostrando que a família Super Four poderá crescer.
CB500 Super Four: motor 4 cilindros e visual anos 80 – Divulgação
Tecnologia
Um dos destaques técnicos da CB500 Super Four é o sistema E-Clutch de segunda geração. Essa solução, já conhecida das versões 650 da Honda, foi redesenhada para funcionar junto ao acelerador eletrônico. Com isso, a moto é capaz de realizar reduções automáticas de marcha, dispensando o uso da embreagem em muitas situações e proporcionando uma condução mais fluida.
A naked ainda oferece cinco modos de pilotagem programáveis, ajustando respostas do motor e do acelerador conforme o estilo do condutor.
Visualmente, a CB500 Super Four aposta em um estilo retrô que lembra conceitos como o da CB1000F. O tanque de linhas arredondadas, o esquema de cores prateado com detalhes em azul e, principalmente, os quatro canos expostos reforçam a ligação com a herança das nakeds clássicas da marca.
Esse conjunto visual deve agradar especialmente quem busca uma moto com identidade própria, capaz de transmitir tanto esportividade quanto nostalgia. O design também destaca a ausência de carenagens, deixando em evidência o motor de quatro cilindros e o sistema de escape cromado.
CB500 Super Four – Divulgação
A base da CB500 Super Four é um chassi de aço em formato diamante, no qual o motor atua como parte integrante da estrutura. O conjunto de suspensão traz um garfo invertido na dianteira e, na traseira, um monoamortecedor conectado ao braço oscilante de alumínio através do sistema Pro-Link.
CB500 Super Four: detalhe do farol minimalista traseiro – Divulgação
Futuro da CB500 Super Four
Com previsão de detalhes adicionais em salões de motocicletas nos próximos meses, como o EICMA, a CB500 Super Four já gera grande expectativa entre motociclistas e especialistas do setor. Vamos aguardar os próximos passos da naked retrô. Será que chega ao Brasil?
Marc Márquez pode selar a conquista da MotoGP 2025 neste fim de semana, no circuito de Motegi. O espanhol da equipe oficial Ducati chega ao GP do Japão em posição privilegiada para conquistar seu nono título mundial, sendo o sétimo na classe rainha.
Marc Márquez pode conseguir o título neste final de semana – Divulgação
Com 512 pontos acumulados na temporada, Marc Márquez tem 182 de vantagem sobre o vice-líder, seu irmão Álex Márquez, que corre pela Gresini. A diferença matemática deixa o irmão mais velho a apenas três pontos de se tornar campeão de forma antecipada. Caso o título seja confirmado no domingo (28), será com cinco corridas de antecipação, um feito que praticamente o coloca como em seus melhores momentos há alguns anos, com a Honda.
Márquez x Márquez
Apesar do cenário favorável, Marc Márquez afirmou que não pretende alterar seu estilo de trabalho. “Chegamos aqui depois de mais uma boa corrida em Misano e de um teste positivo. Vou encarar o fim de semana da mesma maneira de sempre, passo a passo, desde a sexta-feira”, declarou o espanhol, reforçando o foco em manter o ritmo tanto para a sprint quanto para a corrida principal.
Marc e Álex Márquez dominaram a temporada 2025 da Moto GP – Divulgação
Além da chance de antecipar a decisão no Japão, o feito tem um peso simbólico. Depois do acidente em 2020 e das quatro cirurgias no braço, seguidas de outras intervenções, Marc Márquez conseguiu se reerguer e retornar ao topo do motociclismo mundial. A possibilidade de garantir um título com tanta antecedência reforça a dimensão da recuperação e do talento do piloto da Ducati.
O GP do Japão será disputado em horários que exigem madrugada para os fãs brasileiros acompanharem as corridas.
Classificação da MotoGP: sexta-feira, às 22h50 Sprint da MotoGP: sábado, às 3h GP do Japão: domingo, às 2h
Marc Márquez está diante de uma das maiores marcas de sua carreira. Se confirmar o título em Motegi, o piloto da Ducati entrará para a história da MotoGP 2025 como campeão com cinco etapas de antecedência.
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