Mottu chega perto dos 100 mil emplacamentos em 2025; modelo Sport 110i impulsiona crescimento, segundo Fenabrave

0

A Mottu cresceu em vendas 88% na comparação com 2024. A Sport 110i fabricada em Manaus em parceria com a TVS é um dos modelos mais emplacados do país.

A Mottu encerrou 2025 muito próxima da marca de 100 mil motos emplacadas no Brasil, consolidando mais um ano de crescimento acelerado.

Mottu chega perto dos 100 mil emplacamentos em 2025 - Divulgação
Mottu chega perto dos 100 mil emplacamentos em 2025 – Divulgação

As motocicletas emplacadas pela Mottu atendem o serviço de entregas por aplicativo, o que ajudou a sustentar a alta demanda pela frota.

O desempenho foi puxado principalmente pelo modelo Sport 110i, fabricado em Manaus em parceria com a indiana TVS, que concentrou praticamente todos os emplacamentos da marca no período. O dados são da Fenabrave.

Quer Ficar por dentro do mundo Duas Rodas?
Entre para o nosso Grupo de Whats!

Emplacamento recorde

Segundo dados da Fenabrave, até o dia 29 de dezembro de 2025 a Mottu havia registrado 99.454 emplacamentos da Sport 110i.

Mottu chega perto dos 100 mil emplacamentos em 2025 - Divulgação
Mottu chega perto dos 100 mil emplacamentos em 2025 – Divulgação

A contagem parou no dia 19 de dezembro, quando não houve novos registros, o que impediu a marca de ultrapassar oficialmente os 100 mil veículos, e a diferença exata foi de 546 unidades.

O volume representa um crescimento de 88% em relação a 2024, quando a Mottu emplacou 52.769 motos no Brasil, e um novo recorde de emplacamentos da empresa.

Sport 110i- Divulgação
Sport 110i- Divulgação

Trajetória de expansão

O avanço da Mottu é ainda mais evidente ao comparar com 2023, quando a empresa registrou 26.447 unidades emplacadas do mesmo modelo.

Esse crescimento contínuo começou em 2020, durante a pandemia, quando a Mottu se beneficiou da forte expansão dos serviços de delivery, e naquele período a empresa captou 2 milhões de dólares em investimentos.

Sport 110i- Divulgação
Sport 110i- Divulgação

Receita na casa do bilhão

Em abril de 2025, a empesa anunciou que já havia alcançado R$ 1 bilhão em receita anual recorrente, resultado obtido com uma frota chegando a 100 mil motos locadas à época.

Atualmente a Mottu atua no Brasil e no México, oferecendo além da Sport 110i, um modelo elétrico e até a Pop, embora nem todos os modelos estejam disponíveis em todas as praças.

Mais de 100 mil motos locadas no Brasil - Divulgação
Mais de 100 mil motos locadas no Brasil – Divulgação

Como funciona a locação

Todo o processo de locação é feito diretamente pelo aplicativo, tanto para Android quanto para Apple, com planos que partem de R$ 27 reais por dia, e opção de aquisição ao final do plano em 2 ou 3 anos.

Com a marca consolidada na quarta posição do ranking nacional desde 2023, a Mottu segue em franca expansão e se posiciona como uma das empresas que mais cresceram no mercado brasileiro de duas rodas.

Bajaj expande rede no Brasil em 2026, abre concessionárias em Itabuna, na Bahia e Ipatinga, em Minas Gerais

0

Itabuna e Ipatinga ganham unidades com vendas, pós-venda, test rides e peças originais, reforçando a presença da Bajaj no Nordeste e no Sudeste. A marca indiana conta agora com 62 lojas no Brasil.

A Bajaj iniciou 2026 com a inauguração de duas novas concessionárias no Brasil, ampliando sua rede oficial nas regiões Nordeste e Sudeste. As novas unidades, assim como o padrão do grupo oferecem vendas, atendimento e suporte técnico local.

Jade Bajaj Itabuna - BA - Divulgação
Jade Bajaj Itabuna – BA – Divulgação

A estratégia busca aumentar a capilaridade da marca e facilitar o acesso dos clientes a modelos, serviços de pós-venda e peças originais, em áreas consideradas estratégicas para o crescimento da operação nacional.

As lojas já estão em funcionamento com estrutura para test rides e fornecimento de peças, além de equipes técnicas treinadas pela marca.

Jade Bajaj Itabuna - BA - Divulgação Bajaj
Jade Itabuna – BA – Divulgação

Quer Ficar por dentro do mundo Duas Rodas?
Entre para o nosso Grupo de Whats!

Novas concessionárias

As unidades entregam estrutura de vendas e pós-venda seguindo os padrões da operação nacional, com ênfase em atendimento rápido e estoque de peças originais. Em ambas as concessionárias, clientes podem agendar test rides e contar com suporte técnico local.

O foco da rede é tornar mais acessíveis os modelos da marca e garantir presença técnica nas regiões, com equipes formadas pela própria fabricante para manutenção e peças.

Leva Bajaj Ipatinga - MG - Divulgação
Leva Ipatinga – MG – Divulgação

Detalhes das lojas em Itabuna e Ipatinga

No sul da Bahia, a unidade Jade Itabuna é administrada pelo grupo Itadil, com atuação no comércio de veículos desde 1970. A loja está localizada na Avenida José Soares Pinheiro, nº 1561, no Centro de Itabuna, e opera de segunda a sexta, das 8h às 18h, e aos sábados, das 8h às 12h, telefone (73) 3842-0030.

Em Minas Gerais, a Leva Ipatinga é administrada pelo grupo Leva, presente no setor desde 1994. A concessionária fica na Rua Calcedônia, nº 345, bairro Iguaçu, e atende de segunda a sexta, das 8h às 18h, e aos sábados, das 9h às 13h, telefone (31) 3616-7827.

Leva Ipatinga - MG - Divulgação
Leva Ipatinga – MG – Divulgação

Plano de expansão no Brasil

A Bajaj conta agora com 29 concessionárias na região Sudeste e 17 no Nordeste, totalizando 46 unidades nessas duas regiões. Segundo a marca, a ampliação da rede segue o planejamento iniciado em 2025, e novas ações estão previstas ao longo de 2026.

O Director da Bajaj do Brasil, Waldyr Ferreira, afirma que a empresa seguirá focada na expansão da rede ao longo de 2026, com o objetivo de ampliar o acesso aos produtos da marca.

Jade Itabuna - BA - Divulgação
Jade Itabuna – BA – Divulgação

Serviço:

Jade Itabuna
Endereço: Av. José Soares Pinheiro, 1561 – Centro, Itabuna (BA)
Telefone: 73 3842-0030
Horários de funcionamento: segunda a sexta, das 8h00 às 18h; sábado, das 8h00 às 12h

Leva Ipatinga
Endereço: Rua Calcedônia, 345 – Iguaçu – Ipatinga (MG)
Telefone: (31) 3616-7827
Horários de funcionamento: segunda a sexta, das 8h00 às 18h; sábado, das 9h00 às 13h

Lançamentos Honda 2026: quatro novas motos chegam ao Brasil incluindo a CG 160 Titan 50 Anos e a CB1000 Hornet SP

0

Entre os lançamentos Honda 2026 trazem quatro modelos, entre edições especiais e retornos de clássicos, previstos para o primeiro semestre, com foco em motos urbanas e de alta cilindrada

A Honda confirmou a chegada de quatro novidades às concessionárias brasileiras ainda no primeiro semestre de 2026, incluindo edições comemorativas e retornos de modelos consagrados.

lançamentos Honda 2026 - CG 160 Titan “50 Anos” - Divulgaçãov
lançamentos Honda 2026 – CG 160 Titan “50 Anos” – Divulgação

Entre as apostas da marca estão versões com apelo off-road, naked de alta cilindrada e uma edição de turismo de luxo, além de investimentos para ampliar a produção local.

As informações foram apresentadas durante a convenção nacional da marca em outubro de 2025, e já vinham acompanhadas de anúncio do aporte para a fábrica de Manaus.

CB1000 Hornet SP

A CB1000 Hornet SP marca o retorno da clássica Hornet com motor de quatro cilindros, agora com 1.000cc. A versão SP traz componentes de alta performance, como suspensão Ohlins, freios Brembo e quickshifter de série.

lançamentos Honda 2026 no Brasil - CB 1000 Hornet SP - Divulgação
lançamentos Honda 2026 no Brasil – CB 1000 Hornet SP – Divulgação

Prevista para o primeiro trimestre de 2026, a Hornet visa disputar espaço entre as naked esportivas de alta cilindrada no Brasil.

CG 160 Titan “50 Anos”, edição comemorativa

A tradicional moto de entrada ganha a versão CG 160 Titan “50 Anos”, em celebração ao cinquentenário da linha. A novidade traz cores e grafismos exclusivos, evocando a trajetória da família CG no País.

lançamentos Honda 2026 - CG 160 Titan “50 Anos” - Divulgação
lançamentos Honda 2026 – CG 160 Titan “50 Anos” – Divulgação

O modelo deve chegar no primeiro trimestre de 2026, mantendo o mesmo conjunto mecânico atual, com mudanças concentradas no acabamento e na identidade visual.

XR 300L Tornado Rally

A XR 300L Tornado Rally resgata o espírito das motos que competiram no Rally Paris-Dakar, com pintura tricolor e visual com foco no fora de estrada. A edição é derivada da Tornado relançada em 2024.

lançamentos Honda 2026 no Brasil - XR 300L Tornado Rally- Divulgação
lançamentos Honda 2026 no Brasil – XR 300L Tornado Rally- Divulgação

Projetada para quem busca aventura, a Tornado Rally chega ao mercado no primeiro semestre de 2026, fortalecendo a presença da marca no segmento trail e off-road.

Quer Ficar por dentro do mundo Duas Rodas?
Entre para o nosso Grupo de Whats!

Gold Wing Tour 50th Anniversary

Fechando a lista, a Gold Wing Tour 50th Anniversary chega como edição comemorativa dos 50 anos do modelo de turismo, com pintura especial, melhorias no sistema de áudio e avanços tecnológicos.

lançamentos Honda 2026 no Brasil - Gold Wing Tour 50th Anniversary - Divulgação
lançamentos Honda 2026 no Brasil – Gold Wing Tour 50th Anniversary – Divulgação

Investimento em produção

Além dos lançamentos, a Honda anunciou um investimento de R$ 1,6 bilhão para modernizar a fábrica de Manaus, com objetivo de ampliar a capacidade produtiva para 1,6 milhão de unidades anuais, preparando a planta para os próximos lançamentos.

Segundo o presidente da Moto Honda, Arata Ichinose, o novo ciclo de aportes reforça a confiança da marca no mercado nacional e na rede de parceiros.

Fábrica Honda Brasil - Divulgação
Fábrica Honda Brasil – Divulgação

Com presença ampla no Brasil, a marca opera com Com 1.100 concessionárias em operação, e pretende consolidar sua liderança com a diversidade dos Lançamentos Honda 2026.

MV Agusta Enduro Veloce 2026 ganha novas cores, equipamentos premium e edição limitada LXP Orioli com escape em titânio

0

Atualização 2026 da MV Agusta Enduro Veloce adiciona alforges laterais, pneus Bridgestone AT41, faróis revisados e pintura inspirada nas Lucky Explorer

A MV Agusta apresentou a Enduro Veloce 2026, nova aposta da marca italiana para o segmento de aventura, com atualizações pontuais e opções inéditas de cores, pouco antes do EICMA, o Salão de Milão 2025.

MV Agusta Enduro Veloce 2026 - Divulgação
MV Agusta Enduro Veloce 2026 – Divulgação

A versão mantém o motor tricilíndrico de 931 cc, com foco no uso misto, e recebe equipamentos pensados para ampliar sua vocação off-road, sem comprometer a esportividade.

As mudanças incluem alforges laterais, descanso central, barras redesenhadas, faróis de nevoeiro revisados e pneus Bridgestone AT41, voltados para uso em asfalto e terra, conforme informação divulgada pela MV Agusta.

MV Agusta Enduro Veloce 2026 - motor - Divulgação
MV Agusta Enduro Veloce 2026 – motor – Divulgação

Motor e desempenho

A Enduro Veloce segue equipada com o motor de três cilindros, de 931 cc, entregue com números claros, 124 cavalos de potência a 10.000 rpm e torque de 14 kgf.m a 7.000 rpm.

Segundo a Agusta, o motor mantém o peso declarado de 57 kg, e a transmissão de seis marchas inclui quickshifter de série, reforçando a proposta de agilidade em estradas e trilhas leves.

MV Agusta Enduro Veloce 2026 - Divulgação
MV Agusta Enduro Veloce 2026 – Divulgação

Quer Ficar por dentro do mundo Duas Rodas?
Entre para o nosso Grupo de Whats!

Suspensão, chassi e eletrônica

O conjunto de suspensão é assinado pela Sachs, com garfo dianteiro invertido de 48 mm totalmente ajustável e monoamortecedor traseiro também ajustável, ambos com curso de 210 mm.

A altura do assento varia entre 850 e 870 mm, e a distância do solo é de 230 mm, características que ressaltam a aptidão para trechos sem pavimentação.

Nos freios, a moto mantém pinças Brembo Stylema com discos duplos flutuantes de 320 mm na dianteira e disco de 265 mm na traseira, além de ABS em curva, RLM (Mitigação de Levantamento da Roda Traseira) e controle de tração ajustável, com cruise control e freio motor configurável.

MV Agusta Enduro Veloce 2026 - painel - Divulgação
MV Agusta Enduro Veloce 2026 – painel – Divulgação

O painel é um TFT de 7 polegadas, com conexão via Bluetooth ao aplicativo da marca, MV Ride App, e a moto oferece quatro modos de condução, Urbano, Touring, Off-Road e All-Terrain personalizado.

Novas cores e equipamento de série

A linha 2026 traz duas novas opções de cores, a primeira combinando Preto e Cinza Antracite, com acabamento sóbrio, a segunda em Branco Pérola RC e Azul Nórdico, com detalhes dourados no tanque e nas carenagens, homenagem às motos Lucky Explorer que participaram do Rally Dakar nos anos 1980 e 1990.

MV Agusta Enduro Veloce 2026 - Divulgação
MV Agusta Enduro Veloce 2026 – Divulgação

Entre os equipamentos que chegam como novidade estão os novos alforges laterais, o descanso central, barras de proteção redesenhadas e faróis de nevoeiro revisados, voltados a melhorar a praticidade e a proteção em uso aventureiro.

Edição limitada LXP Orioli

A LXP Orioli continua como edição limitada, sem número de unidades divulgado pela marca, e vem com um kit especial que reúne escape em titânio homologado, proteção térmica e ponteira em fibra de carbono.

MV Agusta Enduro Veloce 2026 - Edição Limitada LXP Orioli - Divulgação
MV Agusta Enduro Veloce 2026 – Edição Limitada LXP Orioli – Divulgação

Segundo a MV Agusta, o kit contribui para uma redução de peso de mais de 4 kg, e é entregue em caixa exclusiva, que inclui capa protetora e certificado de autenticidade.

Preço e disponibilidade

O preço inicial no mercado italiano da Enduro Veloce 2026 é de 23.000 euros, em torno de R$ 142 mil, e o preço da Edição Limitada LXP Orioli sobe para 30.600 euros, em torno de R$ 190 mil em conversão direta do dia, sem considerar taxas de imposto ou oscilação de mercado.

A previsão é que o modelo esteja disponível nas concessionárias europeias neste ano de 2026, não existindo expectativa de chegada confirmada para o Brasil.

Bajaj Pulsar 220F 2026 chega com visual esportivo e motor monocilíndrico de 21 cv, mas somente na Índia

0

Bajaj Pulsar 220F 2026 atualiza grafismos e cores, mantém motor 220 cc de 21 cv, ABS e painel digital com conectividade. Foco em uso diário e custo-benefício.

A nova geração da Bajaj Pulsar 220F foi apresentada na Índia com mudanças visuais e equipamentos modernos, sem alterações profundas no conjunto mecânico.

Bajaj Pulsar 220F - seria uma boa no Brasil? - Divulgação
Bajaj Pulsar 220F – seria uma boa no Brasil? – Divulgação

O modelo reforça a proposta de simplicidade e robustez, priorizando manutenção fácil, uso diário e custo-benefício, mas até o momento, somente para o mercado local.

Design, cores e equipamentos

A linha 2026 recebeu novos grafismos e um conjunto de cores renovado, mantendo a carenagem integral e retrovisores fixados na carenagem, além de proteção inferior na cor da moto. As novas cores para a linha 2026, são: Preto Cereja Vermelho (preto e vermelho), Preto Azul Tint (preto e azul), Preto Cobre Bege (preto e creme) e Verde Cobre Claro (verde e cobre).

O painel de instrumentos é totalmente digital, com conectividade e navegação curva a curva, e o pacote de segurança inclui ABS nos dois eixos, reforçando o perfil urbano e rodoviário do modelo.

Motor e desempenho

A Bajaj Pulsar 220F segue equipada com motor monocilíndrico de 220 cc, refrigerado a ar e óleo, com injeção eletrônica, câmbio manual de cinco marchas e comportamento tradicional da categoria.

De acordo com a especificação divulgada, A potência declarada é de 21 cv a 8.500 rpm, enquanto o torque máximo chega a 1,8 Kgf.m. Esse conjunto privilegia deslocamentos urbanos e viagens curtas com economia e manutenção simples.

Bajaj Pulsar 220F - detalhe do motor - Divulgação
Bajaj Pulsar 220F – detalhe do motor – Divulgação

Quer Ficar por dentro do mundo Duas Rodas?
Entre para o nosso Grupo de Whats!

Ciclística, suspensão e freios

A motocicleta usa rodas de liga leve de 17 polegadas, com pneus 90/90-17 na dianteira e 120/80-17 na traseira. A suspensão dianteira é por garfo telescópico convencional, e a traseira conta com dois amortecedores com ajuste de pré-carga.

O sistema de freios inclui disco de 280 mm na dianteira e 230 mm na traseira, ambos com ABS, combinação voltada para segurança no uso diário.

Bajaj Pulsar 220F - visual 'diferente' - Divulgação
Bajaj Pulsar 220F – visual ‘diferente’ – Divulgação

Dimensões, peso, preço e disponibilidade

Em ordem de marcha, a moto pesa 160 kg, tem tanque de 15 litros e altura do assento de 795 mm, características que mantêm conforto e autonomia compatíveis com o segmento.

Na Índia, a Bajaj Pulsar 220F 2026 é oferecida por 128.000 rúpias, valor equivalente a aproximadamente R$ 8 mil, sem considerar impostos ou taxas de importação.

Até o momento, não há previsão oficial de lançamento da Pulsar 220F 2026 no mercado brasileiro, o que indica provável exclusividade para o mercado indiano.

RD 350 Yamaha: a história da ‘Viúva Negra’ que marcou época com motor 2 tempos; preços na Tabela Fipe 2026

0

A RD 350 Yamaha é um dos modelos mais emblemáticos já produzidos pela fabricante japonesa. Lançada em um período de transição tecnológica no mercado de motos, a chamada “viúva negra” consolidou-se como referência de desempenho e comportamento esportivo, tanto no exterior quanto no Brasil.

O interesse pela RD 350 Yamaha está diretamente ligado à sua trajetória técnica, às soluções herdadas das competições e ao impacto cultural que o modelo exerceu sobre uma geração de motociclistas. No Brasil, a produção nacional e a posterior exportação reforçaram a relevância histórica da motocicleta.

RD 350 Yamaha: a história - Divulgação
RD 350 Yamaha: a história – Divulgação

Além do desempenho, a RD 350 Yamaha ficou conhecida pelo apelido “Viúva Negra”, associado às características de entrega de potência e às condições de uso da época. Um apelido injusto, diga-se de passagem.

Origem da RD 350 Yamaha e o contexto dos anos 1970

No início da década de 1970, o mercado internacional de motocicletas passou a priorizar motores de quatro tempos e maior cilindrada como sinônimo de performance. A Yamaha, no entanto, seguia obtendo resultados expressivos nas competições de motovelocidade com motores dois tempos, especialmente no campeonato mundial.

Em 1973, a fabricante lançou a RD 350 Yamaha para uso em vias públicas. O modelo rapidamente se destacou entre motociclistas jovens que buscavam desempenho elevado sem o custo de motos de 750 cilindradas. A RD 350 Yamaha trouxe para as ruas soluções técnicas inspiradas diretamente nas pistas.

RD 350 Yamaha nos anos 1970 - Reprodução redes sociais
RD 350 Yamaha nos anos 1970 – Reprodução redes sociais

Características técnicas e comportamento dinâmico

Desde as primeiras versões, a RD 350 Yamaha apresentava comportamento típico de motores dois tempos de alto desempenho. Havia menor disponibilidade de torque em baixas rotações e uma entrega de potência concentrada em regimes mais elevados, exigindo maior atenção do piloto.

Para minimizar esse comportamento, a Yamaha adotou o sistema Torque Induction. A solução utilizava uma válvula posicionada entre o carburador e a admissão, reduzindo o refluxo da mistura ar-combustível durante a compressão. O objetivo era tornar a RD 350 Yamaha mais utilizável no trânsito urbano e em condução com garupa.

Quer Ficar por dentro do mundo Duas Rodas?
Entre para o nosso Grupo de Whats!

Com esse conjunto, a RD 350 Yamaha alcançava até 39 cv a 7.500 rpm e torque máximo de 3,8 kgf.m a 7.000 rpm. O peso em ordem de marcha era de aproximadamente 162 kg, permitindo aceleração de 0 a 100 km/h em cerca de 7 segundos e velocidade máxima próxima de 170 km/h.

RD 350 Yamaha nos anos 1970 - Reprodução de propaganda de revista da época
RD 350 Yamaha nos anos 1970 – Reprodução de propaganda de revista internacional da época

A introdução do YPVS e a nova geração

Em 1983, a Yamaha deu um novo salto tecnológico ao introduzir o YPVS (Yamaha Power Valve System). O sistema utilizava uma válvula no escapamento para controlar a saída dos gases conforme o regime de rotações, priorizando torque em baixos giros e potência em altas rotações.

Painel da RD 350 - Divulgação
Painel da RD 350 – Divulgação

Na RD 350 Yamaha, o YPVS passou a ser controlado eletronicamente, diferente do acionamento mecânico utilizado nas motos de competição. O motor, derivado do projeto da TZ 250, passou a entregar até 59 cv a 9.000 rpm e torque máximo de 4,7 kgf.m a 8.500 rpm.

Essa geração também recebeu novo chassi e reforçou o posicionamento esportivo da RD 350 Yamaha, com reestilização que incluiu carenagem, semi-guidões e rabeta com lanterna integrada.

Propaganda da RD 350 no Brasil - revista impressa - Reprodução redes sociais
Propaganda da RD 350 no Brasil – revista impressa – Reprodução redes sociais

Produção nacional

A versão mais conhecida da Yamaha RD 350 no Brasil foi produzida entre 1986 e 1993, já na fábrica da Yamaha em Manaus (AM). Além do mercado interno, parte da produção foi destinada à exportação para a Europa e Japão. Era conhecida como RD 350 LC, graças ao motor com arrefecimento líquido da sigla LC (“liquid cooled”).

Em sua configuração final, a RD 350 acelerava de 0 a 100 km/h em aproximadamente 5 segundos e, equipada com carenagem, podia atingir velocidade máxima próxima de 200 km/h. Esses números colocavam o modelo entre as motocicletas mais rápidas disponíveis no país naquele período.

RD 350 anos 90 - uma das últimas edições fabricadas no Brasil - Divulgação
RD 350 LC – Divulgação

Em 1988 o nome mudou para RD 350R. Nos seus últimos modelos em produção, depois 1991, a RD ganhou faróis duplos no conjunto frontal.

O apelido “Viúva Negra” e o contexto de segurança

O apelido “Viúva Negra” associado à Yamaha RD 350 surgiu em razão da combinação entre alta potência, baixo peso e exigência técnica na pilotagem. A motocicleta entregava desempenho elevado para sua cilindrada, em um contexto em que o trânsito, a legislação e os equipamentos de segurança ainda eram limitados.

Algo relativamente injusto, já que o modelo contava com discos duplos de freio na roda dianteira e ainda disco simples na roda traseira. Em 1991, os discos eram ventilados, uma evolução tecnológica para a época. O sistema era tido como eficaz, principalmente se tratando de um modelo de 350cc. Porém, nesse período ainda não existia o ABS.

RD 350R - faróis duplos no conjunto frontal - a última versão fabricada no Brasil - Divulgação
RD 350R – faróis duplos no conjunto frontal – a última versão fabricada no Brasil – Divulgação

RD 350 Yamaha e os valores na Tabela Fipe

Atualmente, a RD 350 Yamaha segue presente no mercado de usados e colecionáveis. Os valores podem ser consultados na Tabela Fipe, variando conforme ano de fabricação, estado de conservação e originalidade do conjunto mecânico e estético. Os preços disponíveis são tanto para a versão LC quanto para a R.

RD 350 LC/ R – Preço 1990 – Preço médio Fipe atualizado:

...

RD 350 LC/ R – Preço 1991 – Preço médio Fipe atualizado:

...

RD 350 LC/ R – Preço 1992 – Preço médio Fipe atualizado:

...

RD 350 LC/ R – Preço 1993 – Preço médio Fipe atualizado:

...

 

RD 350 Yamaha no Brasil - Divulgação
RD 350 Yamaha no Brasil – Divulgação

Por se tratar de um modelo fora de linha, os preços da RD 350 Yamaha não são regulados por garantia de fábrica ou produção ativa, sendo influenciados principalmente pela oferta restrita e pela demanda entre colecionadores.

A RD 350 Yamaha permanece como um marco da engenharia dois tempos e da história do motociclismo no Brasil, mantendo relevância técnica, histórica e mercadológica mesmo décadas após o fim de sua produção.

RD 350 Yamaha no Brasil - Divulgação
RD 350 Yamaha no Brasil – Divulgação

Ficha técnica Yamaha RD 350 R

Motor
Tipo2 Tempos, 2 cilindros em linha
Cilindrada347 cc
ArrefecimentoLíquido
CombustívelGasolina
Potência Máxima55 cv a 9.000 rpm
Torque Máximo4,7 kgf.m a 8.500 rpm
AlimentaçãoCarburada
PartidaPedal
Transmissão6 velocidades
Suspensão e rodas
Suspensão dianteiraGarfo telescópico / Curso 150 mm
Suspensão traseiraMonoamortecedor / Curso 100 mm
ChassiAço
Pneu dianteiro90/90-18 51 H
Pneu traseiro110/80-18 58 H
Dimensões e capacidades
Peso a seco167 kg
Comprimento2120 mm
Largura690 mm
Altura do banco780 mm
Distância entre eixos1385 mm
Capacidade do tanque18 litros

Vespa faz 80 anos com edição comemorativa e design inspirado nos primeiros modelos com detalhes históricos

0

Vespa edição de 80 anos. Série resgata elementos estéticos de 23 de abril de 1946. Combina linhas clássicas com tecnologia atual nas Vespa Primavera e Vespa GTS.

Vespa, a tradicional fabricante italiana anunciou uma edição limitada, que marca os 80 anos do registro de patente do modelo original, datado de 23 de abril de 1946. A coleção traz versões exclusivas das linhas Primavera e GTS, com visual que remete aos primeiros modelos da marca.

Vespa GTS - edição de 80 anos - Divulgação
Vespa GTS – edição de 80 anos – Divulgação

A proposta é reinterpretar o passado sem abrir mão da tecnologia dos modelos atuais (que inclusive estão disponíveis no Brasil), mantendo sistemas modernos de freios e iluminação, e ao mesmo tempo recuperando cores e detalhes históricos.

Design e cores, homenagem ao modelo original

O destaque visual da série é a pintura exclusiva Verde Pastello, tonalidade inspirada no código de cor usado nas primeiras unidades de 1946. A cor foi recuperada dos arquivos históricos da marca, e remete ao período de reconstrução do pós-guerra.

O acabamento da carroceria recebeu tratamento especial, com detalhes pintados no mesmo tom da estrutura principal, incluindo os perfis do escudo, a alça traseira, os espelhos e os comandos. Os elementos metálicos têm acabamento acetinado, criando contraste entre brilho e textura.

Vespa Primavera - edição de 80 anos - Divulgação
Vespa Primavera – edição de 80 anos – Divulgação

Referência histórica

Entre os elementos que evocam o passado estão os novos aros das rodas, pintados em Verde Pastello e decorados com a inscrição Est. 1946 (Fundada em 1946). A série recupera ainda o canal diamantado dos aros e a grade lateral de ventilação na Vespa Primavera 80th, inspirados na Vespa 98, primeiro modelo fabricado pela Piaggio.

O assento segue a proposta clássica, em tom verde escuro, com costuras destacadas, enquanto no escudo frontal aparece a plaqueta comemorativa “80th” e, no logo retrô, o badge especial com o emblema “80 years of Vespa – Est. 1946”.

Vespa - edição de 80 anos - detalhe - Divulgação
Edição de 80 anos – detalhe – Divulgação

Tecnologia e desempenho, influência contemporânea

A série mantém o mesmo padrão tecnológico das versões atuais, incluindo o sistema de freios a disco e iluminação em LED, combinando o charme clássico com segurança e desempenho contemporâneos.

Ao longo de oito décadas, a Vespa consolidou-se como um ícone, com mais de 160 versões lançadas desde 1946, mantendo identidade visual e mecânica mesmo com as atualizações tecnológicas.

Vespa Primavera - edição de 80 anos - Divulgação
Primavera – edição de 80 anos – Divulgação

Lançamento e disponibilidade

As edições especiais Primavera 80th e GTS 80th foram apresentadas no último Salão de Milão, como parte das comemorações dos 80 anos, e o lançamento oficial antecede o evento em Roma entre 25 e 28 de junho de 2026.

Vespa comemora 80 anos em Roma - Divulgação
Vespa comemora 80 anos em Roma – Divulgação

Informações detalhadas sobre tiragem, opções de motorização e disponibilidade por país devem ser divulgadas pela Piaggio nas próximas datas próximas ao evento de celebração internacional.

A marca ainda não divulgou preços, nem confirmou chegada dos modelos comemorativos ao mercado brasileiro. Ao menos até o momento.

CFMoto 450CL-C AMT 2026: versão da custom com câmbio automático

0

A CFMoto 450CL-C AMT, está sendo apresentada pela marca chinesa com uma evolução no câmbio, ganhando transmissão automatizada e modos de pilotagem.

A nova versão da cruiser média traz uma transmissão que dispensa o acionamento manual da embreagem, mantendo a lógica de uma caixa mecânica para pilotagem mais intuitiva e prática.

CFMoto 450CL-C AMT: versão da custom com câmbio automático - Divulgação
CFMoto 450CL-C AMT: versão da custom com câmbio automático – Divulgação

O sistema automatizado foi pensado para combinar conveniência urbana com possibilidade de condução esportiva, por meio de modos selecionáveis e alavancas manuais no guidão.

Transmissão AMT e modos de pilotagem

A tecnologia AMT aplicada à nova CFMoto 450CL-C AMT mantém a estrutura de uma caixa de seis marchas, mas eliminando a necessidade de acionar a embreagem manualmente, com controle eletrônico entre ECU e TCU.

O sistema oferece três modos de pilotagem: D, DS e M, permitindo trocas suaves no modo D, respostas mais diretas no modo DS, e controle total das mudanças no modo M, além da possibilidade de intervenções manuais temporárias, mantendo a marcha selecionada por até cinco segundos.

CFMoto 450CL-C AMT: detalhe da alavanca de trocas automáticas - Divulgação
CFMoto 450CL-C AMT: detalhe da alavanca de trocas automáticas – Divulgação

Quer Ficar por dentro do mundo Duas Rodas?
Entre para o nosso Grupo de Whats!

Trocas rápidas

Segundo dados oficiais, a transmissão realiza trocas de marcha em apenas 0,12 segundo, tempo que reduz interrupções na entrega de potência e promete respostas ágeis em retomadas.

Para facilitar o uso em cidade, a motocicleta ainda conta com função de deslocamento lento, que permite avanço suave em baixa velocidade, útil em manobras, trânsito e estacionamentos.

CFMoto 450CL-C AMT: detalhe do motor com câmbio automatizado - Divulgação
CFMoto 450CL-C AMT: detalhe do motor com câmbio automatizado – Divulgação

Desempenho e motor

A versão AMT utiliza o mesmo motor bicilíndrico de 449 cm³ da linha, entregando 40,7 cavalos de potência e 4,2 kgfm de torque, sem alterações no conjunto mecânico, conforme divulgado pela marca.

A manutenção do conjunto motor e da arquitetura de seis marchas busca casar a sensação tradicional de troca com a praticidade de uma transmissão automatizada.

Segurança, ergonomia e disponibilidade

A CFMoto também fez ajustes práticos na versão, o disco de freio traseiro foi ampliado para 240 mm (na versão normal é 220 mm), e botões e alavancas foram redesenhados para melhorar ergonomia e alcance dos comandos.

A CFMoto 450CL-C AMT foi confirmada inicialmente para o mercado chinês, e, segundo a fabricante, a CFMoto 450CL-C AMT com câmbio automatizado não tem previsão de lançamento no Brasil neste primeiro momento, sem divulgação de preços ou cronograma para outros países.

Por aqui, a CFMoto 450CL-C (não automática) está confirmada para ser lançada no primeiro semestre deste ano de 2026.

Placas de trânsito: entenda os tipos, funções e lista completa prevista na legislação

0

As placas de trânsito padronizam regras, alertas e orientações nas vias brasileiras, sendo fundamentais para a segurança de motociclistas e motoristas. Mas será que você lembra quais são os tipos e o que significam? Confira nosso guia.

As placas de trânsito fazem parte da rotina de qualquer motociclista ou motorista brasileiro, mas nem sempre seus significados são plenamente lembrados após a obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

As placas de trânsito fazem parte da rotina de qualquer motociclista ou motorista brasileiro - Divulgação
As placas de trânsito fazem parte da rotina de qualquer motociclista ou motorista brasileiro – Divulgação

Espalhadas por ruas, avenidas e rodovias, essas sinalizações têm papel direto na organização do tráfego, na prevenção de acidentes e na padronização das regras de circulação em todo o país.

No Brasil, a sinalização viária segue normas definidas pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran). As placas de trânsito são divididas em categorias distintas, cada uma com função específica, cores próprias e formatos padronizados. Conhecer essas diferenças é fundamental tanto para quem está em processo de habilitação quanto para quem já circula há anos pelas vias urbanas e rodoviárias.

Padronização das placas de trânsito no Brasil

As placas de trânsito adotadas no país seguem um padrão nacional, alinhado ao Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Esse sistema permite que condutores identifiquem rapidamente ordens, advertências ou orientações, mesmo em locais desconhecidos.

De forma geral, as placas de trânsito são classificadas em três grandes grupos principais: Regulamentação, Advertência e Indicação. Além delas, há ainda a sinalização de obras e a sinalização horizontal, que complementam a comunicação visual nas vias.

Placas de trânsito - Divulgação
Placas de trânsito – Divulgação

Placas de Sinalização de Regulamentação

As placas de trânsito de regulamentação são responsáveis por informar regras obrigatórias que devem ser cumpridas pelos usuários da via. O desrespeito a essas placas caracteriza infração de trânsito, sujeita a multa, pontos na CNH e outras penalidades.

Essas placas têm formato predominantemente circular, fundo branco, borda vermelha e símbolos pretos. Ao todo, o Brasil possui 51 placas de regulamentação oficialmente reconhecidas.

Placas de trânsito de regulamentação - Divulgação
Placas de trânsito de regulamentação – Divulgação

Lista completa das placas de regulamentação:

  • R-1 – Parada obrigatória
  • R-2 – Dê a preferência
  • R-3 – Sentido proibido
  • R-4A – Proibido virar à esquerda
  • R-4B – Proibido virar à direita
  • R-5A – Proibido retornar à esquerda
  • R-5B – Proibido retornar à direita
  • R-6A – Proibido estacionar
  • R-6B – Estacionamento regulamentado
  • R-6C – Proibido parar e estacionar
  • R-7 – Proibido ultrapassar
  • R-8A – Proibido mudar de faixa da esquerda para a direita
  • R-8B – Proibido mudar de faixa da direita para a esquerda
  • R-9 – Proibido trânsito de caminhões
  • R-10 – Proibido trânsito de veículos automotores
  • R-11 – Proibido trânsito de veículos de tração animal
  • R-12 – Proibido trânsito de bicicletas
  • R-13 – Proibido trânsito de tratores e máquinas de obras
  • R-14 – Peso bruto total máximo permitido
  • R-15 – Altura máxima permitida
  • R-16 – Largura máxima permitida
  • R-17 – Peso máximo permitido por eixo
  • R-18 – Comprimento máximo permitido
  • R-19 – Velocidade máxima permitida
  • R-20 – Proibido acionar buzina
  • R-21 – Alfândega
  • R-22 – Uso obrigatório de corrente
  • R-23 – Conserve-se à direita
  • R-24A – Sentido de circulação da via
  • R-24B – Passagem obrigatória
  • R-25A – Vire à esquerda
  • R-25B – Vire à direita
  • R-25C – Siga em frente ou à esquerda
  • R-25D – Siga em frente ou à direita
  • R-26 – Siga em frente
  • R-27 – Veículos pesados à direita
  • R-28 – Duplo sentido de circulação
  • R-29 – Proibido trânsito de pedestres
  • R-30 – Pedestre, ande pela esquerda
  • R-31 – Pedestre, ande pela direita
  • R-32 – Circulação exclusiva de ônibus
  • R-33 – Sentido de circulação na rotatória
  • R-34 – Circulação exclusiva de bicicletas
  • R-35A – Ciclista, transite à esquerda
  • R-35B – Ciclista, transite à direita
  • R-36A – Ciclistas à esquerda, pedestres à direita
  • R-36B – Pedestres à esquerda, ciclistas à direita
  • R-37 – Proibido trânsito de motocicletas
  • R-38 – Proibido trânsito de ônibus
  • R-39 – Circulação exclusiva de caminhão
  • R-40 – Trânsito proibido a carros de mão

Placas de Sinalização de Advertência

As placas de trânsito de advertência têm como função alertar os condutores sobre situações de risco ou condições especiais da via à frente. Diferentemente das placas de regulamentação, elas não impõem regras, mas orientam para que o motorista redobre a atenção.

Essas placas possuem formato de losango (ou diamante), fundo amarelo e símbolos pretos. Atualmente, existem 69 placas de advertência reconhecidas oficialmente.

Placas de Sinalização de Advertência - Divulgação
Placas de trânsito de Sinalização de Advertência – Divulgação

Lista das placas de advertência:

  • A-1A – Curva acentuada à esquerda
  • A-1B – Curva acentuada à direita
  • A-2A – Curva à esquerda
  • A-2B – Curva à direita
  • A-3A – Pista sinuosa à esquerda
  • A-3B – Pista sinuosa à direita
  • A-4A – Curva acentuada em “S” à esquerda
  • A-4B – Curva acentuada em “S” à direita
  • A-5A – Curva em “S” à esquerda
  • A-5B – Curva em “S” à direita
  • A-6 – Cruzamento de vias
  • A-7A – Via lateral à esquerda
  • A-7B – Via lateral à direita
  • A-8 – Interseção em “T”
  • A-9 – Bifurcação em “Y”
  • A-10A – Entroncamento oblíquo à esquerda
  • A-10B – Entroncamento oblíquo à direita
  • A-11A – Junções sucessivas contrárias
  • A-11B – Junções sucessivas contrárias
  • A-12 – Interseção em círculo
  • A-13A – Confluência à esquerda
  • A-13B – Confluência à direita
  • A-14 – Semáforo à frente
  • A-15 – Parada obrigatória à frente
  • A-16 – Bonde
  • A-17 – Pista irregular
  • A-18 – Lombada
  • A-19 – Depressão
  • A-20A – Declive acentuado
  • A-20B – Aclive acentuado
  • A-21A – Estreitamento ao centro
  • A-22 – Ponte estreita
  • A-24 – Obras
  • A-25 – Mão dupla adiante
  • A-28 – Pista escorregadia
  • A-30A – Trânsito de ciclistas
  • A-32A – Trânsito de pedestres
  • A-33A – Área escolar
  • A-35 – Animais
  • A-36 – Animais selvagens
  • A-44 – Vento lateral
  • A-45 – Rua sem saída

Placas de Sinalização de Indicação

As placas de trânsito de indicação têm caráter informativo. Elas orientam sobre localização, destinos, serviços disponíveis e pontos turísticos. Diferentemente das demais, não impõem obrigações nem alertam riscos imediatos.

Placas de Orientação de Destino - Divulgação
Placas de Orientação de Destino – Divulgação

Esse grupo é dividido em cinco subcategorias:

  • Placas de Identificação
  • Placas de Orientação de Destino
  • Placas Educativas
  • Placas de Serviços Auxiliares
  • Placas de Atrativos Turísticos
Placas de Atrativos Turísticos - Divulgação
Placas de Atrativos Turísticos – Divulgação

Em geral, essas placas de trânsito utilizam fundo azul, verde ou marrom, dependendo da função.

Sinalização de obras e sinalização horizontal

As placas de trânsito de obras são temporárias e alertam sobre intervenções na via. Elas utilizam a cor laranja para facilitar a visualização e indicar mudanças provisórias no tráfego.

Placas de trânsito de sinalização de obras - Divulgação
Placas de trânsito de sinalização de obras – Divulgação

Já a sinalização horizontal inclui marcas pintadas diretamente no pavimento, como faixas de pedestres, linhas contínuas, linhas seccionadas e demarcações de vagas. Apesar de não estarem em postes, a sinalização horizontal têm valor legal e deve ser respeitada.

Sinalização horizontal: direto no asfalto - Divulgação
Sinalização horizontal: direto no asfalto – Divulgação

Compreender o significado das placas de trânsito é uma obrigação permanente de todos os condutores, especialmente motociclistas, que estão mais expostos a riscos. As regras e símbolos são padronizados nacionalmente e não dependem de interpretação subjetiva.

O conhecimento atualizado das placas de trânsito contribui para um tráfego mais seguro, organizado e previsível. Em caso de dúvidas, o ideal é consultar materiais oficiais do Contran e do Código de Trânsito Brasileiro.

Motos elétricas no Brasil: mercado avança em 2025, mas preço, infraestrutura e confiança ainda limitam adoção

0

As motos elétricas vêm ganhando espaço quando o assunto é mobilidade no Brasil, impulsionadas por crescimento nos emplacamentos e maior atenção à sustentabilidade. Ainda assim, o segmento enfrenta entraves que vão além dos números, envolvendo preço, desempenho, infraestrutura, regulamentação e confiança do consumidor.

Silvio Rotilli - ao centro - com a equipe da Auper
Silvio Rotilli – ao centro – com a equipe da Auper, ainda no Canadá

Falar de motos elétricas no Brasil é sempre um desafio. E as questões são muitas, desde problemas que aconteceram recentemente com Voltz, que até então era considerada uma das maiores promessas em termos de eletrificação no país, seja por conta das dúvidas em relação ao licenciamento e CNH.

Quem vai responder à diversas dúvidas a respeito das “elétricas” é Silvio Rotilli, CEO e cofundador da Auper, marca com desenvolvimento iniciado no Canadá e que já possui linha de montagem em Santa Catarina, responde a dúvidas frequentes sobre o mercado. Segundo a empresa, as primeiras motos elétricas da Auper estão previstas para entrega em 2026. Assista ao vídeo no final do artigo.

Linha de montagem das motos elétricas Auper, em Santa Catarina - Divulgação
Linha de montagem das motos elétricas Auper, em Santa Catarina – Divulgação

As motos elétricas são mais caras que as motos a combustão?

O preço das motos elétricas varia de acordo com a categoria e o nível de desempenho. No Brasil, existem modelos elétricos, desconsiderando scooters, a partir de cerca de R$ 16.000. Esses veículos costumam oferecer potência média de 3 kW (aproximadamente 4 cv), velocidade máxima de 90 km/h e autonomia em torno de 50 km por bateria, considerando o modo esportivo.

Segundo o executivo, esse tipo de configuração não tem atendido plenamente às necessidades do motociclista brasileiro, principalmente em relação a desempenho, qualidade construtiva, durabilidade e confiabilidade. Quando se observa o segmento de motos elétricas com características mais próximas das motocicletas a combustão tradicionais, os valores iniciais sobem.

Um exemplo citado é a Auper 600 CE em sua versão de entrada, com preço a partir de R$ 25.900. O modelo oferece potência de 25 kW, velocidade máxima de 140 km/h e autonomia declarada de 100 km com bateria fixa.

Auper 600 CE - Divulgação
Auper 600 CE – Divulgação

Para efeito de comparação, a Honda CG 160, modelo mais vendido do país, tem preço sugerido a partir de R$ 19.520 no site oficial da marca, podendo chegar a cerca de R$ 22.000 nas concessionárias, dependendo da região. O comparativo indica que existem motos elétricas mais baratas no mercado, mas com desempenho inferior, enquanto os modelos que buscam atender às demandas do usuário brasileiro tendem a ter preço inicial mais elevado devido ao uso de tecnologias mais avançadas.

Por outro lado, Rotilli destaca que o custo total de propriedade das motos elétricas pode ser menor ao longo do tempo, considerando economia com combustível, manutenção e outros custos operacionais.

Quer Ficar por dentro do mundo Duas Rodas?
Entre para o nosso Grupo de Whats!

O mercado de motos elétricas no Brasil está realmente crescendo?

Os dados oficiais confirmam a expansão do segmento. No primeiro trimestre de 2025, o mercado de motos elétricas registrou crescimento de 104,74% em relação ao mesmo período de 2024. Até novembro de 2025, foram emplacadas 7.643 unidades eletrificadas, número 15% superior ao registrado em todo o ano anterior.

As informações são da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) e da Abraciclo, entidade que representa as montadoras instaladas no Polo Industrial de Manaus. Apesar do avanço percentual expressivo, o volume absoluto ainda é considerado baixo quando comparado ao mercado total de motocicletas.

Existem benefícios fiscais para quem compra motos elétricas?

Os incentivos fiscais para motos elétricas variam conforme o estado e, em alguns casos, o município. No Distrito Federal, Paraná e Rio Grande do Sul, há isenção total do IPVA para veículos elétricos. Em Mato Grosso do Sul, o desconto chega a 70%, enquanto no Rio de Janeiro a redução é de 75% no imposto.

Em São Paulo, não há isenção estadual para motos elétricas, mas a prefeitura da capital permite o estorno de até 50% da parte municipal do IPVA, desde que o veículo esteja registrado no município. Esses benefícios pontuais influenciam o custo final, mas ainda não configuram uma política nacional uniforme de incentivo.

A Voltz causou uma certa "decepção" no mercado de motos elétricas - Divulgação
A Voltz causou uma certa “decepção” no mercado de motos elétricas – Divulgação

O governo oferece programas de crédito para a compra de motos elétricas?

Até o momento, não existem programas amplos de crédito governamental em vigor para a aquisição de motos elétricas por consumidores em geral. No final de junho de 2025, o Governo Federal anunciou a intenção de criar uma linha de crédito voltada a motocicletas elétricas, com foco em entregadores de aplicativo.

No entanto, o programa foi estruturado exclusivamente para uma empresa específica, a 99, deixando de fora outras plataformas e consumidores finais. Segundo o setor, a ausência de políticas mais abrangentes limita o potencial de crescimento das motos elétricas no país.

As motos elétricas já representam uma parcela relevante do mercado?

Apesar do crescimento recente, as motos elétricas ainda correspondem a menos de 0,5% do mercado total de motocicletas no Brasil. O dado reforça a avaliação de que o segmento está em fase inicial, mesmo com taxas de expansão elevadas.

A frota nacional segue amplamente dominada por modelos a combustão, especialmente de baixa e média cilindrada, utilizados tanto para deslocamento urbano quanto para trabalho.

O que impulsiona o crescimento das motos elétricas no Brasil?

Entre os principais fatores estão a busca por alternativas de mobilidade com menor custo operacional e menor impacto ambiental, sobretudo em grandes centros urbanos. A economia com combustível e a redução de ruído também são citadas como atrativos das motos elétricas.

Por outro lado, o crescimento abaixo do potencial é atribuído a entraves estruturais. Segundo Rotilli, muitos modelos disponíveis são projetados para o mercado asiático e não se adaptam plenamente ao perfil do motociclista brasileiro. Há ainda questionamentos sobre a qualidade dos componentes, confiabilidade e desempenho quando comparados às motos a combustão.

Outro ponto mencionado é a limitação da infraestrutura, especialmente em sistemas de troca de baterias, que podem acelerar a degradação do componente mais caro do veículo. Para o executivo, a transição energética só ocorre quando o consumidor percebe ganhos claros em desempenho, economia, segurança e praticidade, e não apenas no aspecto ambiental.

Modelo de troca de baterias, bastante utilizado no Brasil, também é alvo de críticas - Divulgação
Modelo de troca de baterias, bastante utilizado no Brasil, também é alvo de críticas – Divulgação

Motos elétricas são realmente mais sustentáveis?

As motos elétricas apresentam vantagens ambientais durante o uso, pois não emitem gases poluentes e, no caso brasileiro, utilizam uma matriz elétrica majoritariamente renovável. Além disso, os motores elétricos operam com maior eficiência energética do que os motores a combustão.

No entanto, há controvérsias. Uma parcela significativa do impacto ambiental ocorre antes do veículo entrar em operação, envolvendo a extração de matérias-primas, a fabricação das baterias, o transporte internacional e a durabilidade dos componentes. Esses fatores podem reduzir ou até anular parte dos benefícios ambientais.

O modelo de troca de baterias, bastante utilizado no Brasil, também é alvo de críticas. A necessidade de manter grandes estoques de baterias em circulação, muitas vezes sem rastreabilidade adequada, aumenta o impacto ambiental e dificulta a gestão do ciclo de vida do componente.

Qual é a preocupação com o descarte das baterias?

O descarte de baterias é considerado um dos pontos mais sensíveis na discussão sobre motos elétricas. As baterias de íons de lítio contêm metais como lítio, cobalto e níquel, que podem causar danos ambientais e à saúde se descartados de forma inadequada.

No Brasil, a infraestrutura de coleta e reciclagem ainda é limitada. A ausência de uma cadeia bem estruturada compromete a proposta de sustentabilidade da mobilidade elétrica. No caso do sistema de troca de baterias, a falta de responsabilidade clara sobre o componente tende a reduzir sua vida útil.

Especialistas defendem a necessidade de rastreabilidade completa, recondicionamento e reciclagem em sistemas especializados, o que exige regulamentação, tecnologia e logística adequadas.

Scooter elétrica Neo’s da Yamaha - Divulgação
Scooter elétrica Neo’s da Yamaha – Divulgação

As grandes marcas tradicionais já atuam no segmento?

Segundo a Fenabrave, entre as 15 motos elétricas mais emplacadas no início de 2025, não há modelos das duas maiores fabricantes do país, Honda e Yamaha, que juntas concentram mais de 80% do mercado de duas rodas.

A Yamaha lançou no início de 2025 a scooter elétrica Neo’s, com potência de 3,3 cv, autonomia de 71 km, velocidade máxima de 45 km/h e preço a partir de R$ 33.990. O modelo se enquadra como ciclomotor elétrico. A Honda, por sua vez, já apresentou modelos elétricos na Europa, mas ainda não iniciou operações no Brasil.

Por que o setor ainda é descrito como “engatinhando”?

Apesar do crescimento, a mídia e o próprio mercado apontam que as motos elétricas ainda representam uma fatia muito pequena da frota nacional. Também são recorrentes as críticas à qualidade, ao desempenho e à dependência de projetos importados e adaptados.

Para Rotilli, o setor ainda carece de protagonismo tecnológico capaz de resolver problemas estruturais, em vez de soluções temporárias. Segundo ele, a adoção em larga escala só ocorrerá quando as motos elétricas entregarem desempenho, qualidade e experiência superiores às opções a combustão, tornando a transição uma escolha racional e vantajosa para o consumidor brasileiro.

No atual cenário, as motos elétricas seguem em expansão no Brasil, mas ainda enfrentam desafios relevantes para se consolidarem como alternativa dominante no mercado de duas rodas.