Bajaj Pulsar 220F 2026 chega com visual esportivo e motor monocilíndrico de 21 cv, mas somente na Índia

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Bajaj Pulsar 220F 2026 atualiza grafismos e cores, mantém motor 220 cc de 21 cv, ABS e painel digital com conectividade. Foco em uso diário e custo-benefício.

A nova geração da Bajaj Pulsar 220F foi apresentada na Índia com mudanças visuais e equipamentos modernos, sem alterações profundas no conjunto mecânico.

Bajaj Pulsar 220F - seria uma boa no Brasil? - Divulgação
Bajaj Pulsar 220F – seria uma boa no Brasil? – Divulgação

O modelo reforça a proposta de simplicidade e robustez, priorizando manutenção fácil, uso diário e custo-benefício, mas até o momento, somente para o mercado local.

Design, cores e equipamentos

A linha 2026 recebeu novos grafismos e um conjunto de cores renovado, mantendo a carenagem integral e retrovisores fixados na carenagem, além de proteção inferior na cor da moto. As novas cores para a linha 2026, são: Preto Cereja Vermelho (preto e vermelho), Preto Azul Tint (preto e azul), Preto Cobre Bege (preto e creme) e Verde Cobre Claro (verde e cobre).

O painel de instrumentos é totalmente digital, com conectividade e navegação curva a curva, e o pacote de segurança inclui ABS nos dois eixos, reforçando o perfil urbano e rodoviário do modelo.

Motor e desempenho

A Bajaj Pulsar 220F segue equipada com motor monocilíndrico de 220 cc, refrigerado a ar e óleo, com injeção eletrônica, câmbio manual de cinco marchas e comportamento tradicional da categoria.

De acordo com a especificação divulgada, A potência declarada é de 21 cv a 8.500 rpm, enquanto o torque máximo chega a 1,8 Kgf.m. Esse conjunto privilegia deslocamentos urbanos e viagens curtas com economia e manutenção simples.

Bajaj Pulsar 220F - detalhe do motor - Divulgação
Bajaj Pulsar 220F – detalhe do motor – Divulgação

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Ciclística, suspensão e freios

A motocicleta usa rodas de liga leve de 17 polegadas, com pneus 90/90-17 na dianteira e 120/80-17 na traseira. A suspensão dianteira é por garfo telescópico convencional, e a traseira conta com dois amortecedores com ajuste de pré-carga.

O sistema de freios inclui disco de 280 mm na dianteira e 230 mm na traseira, ambos com ABS, combinação voltada para segurança no uso diário.

Bajaj Pulsar 220F - visual 'diferente' - Divulgação
Bajaj Pulsar 220F – visual ‘diferente’ – Divulgação

Dimensões, peso, preço e disponibilidade

Em ordem de marcha, a moto pesa 160 kg, tem tanque de 15 litros e altura do assento de 795 mm, características que mantêm conforto e autonomia compatíveis com o segmento.

Na Índia, a Bajaj Pulsar 220F 2026 é oferecida por 128.000 rúpias, valor equivalente a aproximadamente R$ 8 mil, sem considerar impostos ou taxas de importação.

Até o momento, não há previsão oficial de lançamento da Pulsar 220F 2026 no mercado brasileiro, o que indica provável exclusividade para o mercado indiano.

RD 350 Yamaha: a história da ‘Viúva Negra’ que marcou época com motor 2 tempos; preços na Tabela Fipe

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A RD 350 Yamaha é um dos modelos mais emblemáticos já produzidos pela fabricante japonesa. Lançada em um período de transição tecnológica no mercado de motos, a chamada “viúva negra” consolidou-se como referência de desempenho e comportamento esportivo, tanto no exterior quanto no Brasil.

O interesse pela RD 350 Yamaha está diretamente ligado à sua trajetória técnica, às soluções herdadas das competições e ao impacto cultural que o modelo exerceu sobre uma geração de motociclistas. No Brasil, a produção nacional e a posterior exportação reforçaram a relevância histórica da motocicleta.

RD 350 Yamaha: a história - Divulgação
RD 350 Yamaha: a história – Divulgação

Além do desempenho, a RD 350 Yamaha ficou conhecida pelo apelido “Viúva Negra”, associado às características de entrega de potência e às condições de uso da época. Um apelido injusto, diga-se de passagem.

Origem da RD 350 Yamaha e o contexto dos anos 1970

No início da década de 1970, o mercado internacional de motocicletas passou a priorizar motores de quatro tempos e maior cilindrada como sinônimo de performance. A Yamaha, no entanto, seguia obtendo resultados expressivos nas competições de motovelocidade com motores dois tempos, especialmente no campeonato mundial.

Em 1973, a fabricante lançou a RD 350 Yamaha para uso em vias públicas. O modelo rapidamente se destacou entre motociclistas jovens que buscavam desempenho elevado sem o custo de motos de 750 cilindradas. A RD 350 Yamaha trouxe para as ruas soluções técnicas inspiradas diretamente nas pistas.

RD 350 Yamaha nos anos 1970 - Reprodução redes sociais
RD 350 Yamaha nos anos 1970 – Reprodução redes sociais

Características técnicas e comportamento dinâmico

Desde as primeiras versões, a RD 350 Yamaha apresentava comportamento típico de motores dois tempos de alto desempenho. Havia menor disponibilidade de torque em baixas rotações e uma entrega de potência concentrada em regimes mais elevados, exigindo maior atenção do piloto.

Para minimizar esse comportamento, a Yamaha adotou o sistema Torque Induction. A solução utilizava uma válvula posicionada entre o carburador e a admissão, reduzindo o refluxo da mistura ar-combustível durante a compressão. O objetivo era tornar a RD 350 Yamaha mais utilizável no trânsito urbano e em condução com garupa.

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Com esse conjunto, a RD 350 Yamaha alcançava até 39 cv a 7.500 rpm e torque máximo de 3,8 kgf.m a 7.000 rpm. O peso em ordem de marcha era de aproximadamente 162 kg, permitindo aceleração de 0 a 100 km/h em cerca de 7 segundos e velocidade máxima próxima de 170 km/h.

RD 350 Yamaha nos anos 1970 - Reprodução de propaganda de revista da época
RD 350 Yamaha nos anos 1970 – Reprodução de propaganda de revista internacional da época

A introdução do YPVS e a nova geração

Em 1983, a Yamaha deu um novo salto tecnológico ao introduzir o YPVS (Yamaha Power Valve System). O sistema utilizava uma válvula no escapamento para controlar a saída dos gases conforme o regime de rotações, priorizando torque em baixos giros e potência em altas rotações.

Painel da RD 350 - Divulgação
Painel da RD 350 – Divulgação

Na RD 350 Yamaha, o YPVS passou a ser controlado eletronicamente, diferente do acionamento mecânico utilizado nas motos de competição. O motor, derivado do projeto da TZ 250, passou a entregar até 59 cv a 9.000 rpm e torque máximo de 4,7 kgf.m a 8.500 rpm.

Essa geração também recebeu novo chassi e reforçou o posicionamento esportivo da RD 350 Yamaha, com reestilização que incluiu carenagem, semi-guidões e rabeta com lanterna integrada.

Propaganda da RD 350 no Brasil - revista impressa - Reprodução redes sociais
Propaganda da RD 350 no Brasil – revista impressa – Reprodução redes sociais

Produção nacional

A versão mais conhecida da Yamaha RD 350 no Brasil foi produzida entre 1986 e 1993, já na fábrica da Yamaha em Manaus (AM). Além do mercado interno, parte da produção foi destinada à exportação para a Europa e Japão. Era conhecida como RD 350 LC, graças ao motor com arrefecimento líquido da sigla LC (“liquid cooled”).

Em sua configuração final, a RD 350 acelerava de 0 a 100 km/h em aproximadamente 5 segundos e, equipada com carenagem, podia atingir velocidade máxima próxima de 200 km/h. Esses números colocavam o modelo entre as motocicletas mais rápidas disponíveis no país naquele período.

RD 350 anos 90 - uma das últimas edições fabricadas no Brasil - Divulgação
RD 350 LC – Divulgação

Em 1988 o nome mudou para RD 350R. Nos seus últimos modelos em produção, depois 1991, a RD ganhou faróis duplos no conjunto frontal.

O apelido “Viúva Negra” e o contexto de segurança

O apelido “Viúva Negra” associado à Yamaha RD 350 surgiu em razão da combinação entre alta potência, baixo peso e exigência técnica na pilotagem. A motocicleta entregava desempenho elevado para sua cilindrada, em um contexto em que o trânsito, a legislação e os equipamentos de segurança ainda eram limitados.

Algo relativamente injusto, já que o modelo contava com discos duplos de freio na roda dianteira e ainda disco simples na roda traseira. Em 1991, os discos eram ventilados, uma evolução tecnológica para a época. O sistema era tido como eficaz, principalmente se tratando de um modelo de 350cc. Porém, nesse período ainda não existia o ABS.

RD 350R - faróis duplos no conjunto frontal - a última versão fabricada no Brasil - Divulgação
RD 350R – faróis duplos no conjunto frontal – a última versão fabricada no Brasil – Divulgação

RD 350 Yamaha e os valores na Tabela Fipe

Atualmente, a RD 350 Yamaha segue presente no mercado de usados e colecionáveis. Os valores podem ser consultados na Tabela Fipe, variando conforme ano de fabricação, estado de conservação e originalidade do conjunto mecânico e estético. Os preços disponíveis são tanto para a versão LC quanto para a R.

RD 350 LC/ R – Preço 1990

RD 350 LC/ R – Preço 1991

RD 350 LC/ R – Preço 1992

RD 350 LC/ R – Preço 1993

 

RD 350 Yamaha no Brasil - Divulgação
RD 350 Yamaha no Brasil – Divulgação

Por se tratar de um modelo fora de linha, os preços da RD 350 Yamaha não são regulados por garantia de fábrica ou produção ativa, sendo influenciados principalmente pela oferta restrita e pela demanda entre colecionadores.

A RD 350 Yamaha permanece como um marco da engenharia dois tempos e da história do motociclismo no Brasil, mantendo relevância técnica, histórica e mercadológica mesmo décadas após o fim de sua produção.

RD 350 Yamaha no Brasil - Divulgação
RD 350 Yamaha no Brasil – Divulgação

Ficha técnica Yamaha RD 350 R

Motor
Tipo2 Tempos, 2 cilindros em linha
Cilindrada347 cc
ArrefecimentoLíquido
CombustívelGasolina
Potência Máxima55 cv a 9.000 rpm
Torque Máximo4,7 kgf.m a 8.500 rpm
AlimentaçãoCarburada
PartidaPedal
Transmissão6 velocidades
Suspensão e rodas
Suspensão dianteiraGarfo telescópico / Curso 150 mm
Suspensão traseiraMonoamortecedor / Curso 100 mm
ChassiAço
Pneu dianteiro90/90-18 51 H
Pneu traseiro110/80-18 58 H
Dimensões e capacidades
Peso a seco167 kg
Comprimento2120 mm
Largura690 mm
Altura do banco780 mm
Distância entre eixos1385 mm
Capacidade do tanque18 litros

Vespa faz 80 anos com edição comemorativa e design inspirado nos primeiros modelos com detalhes históricos

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Vespa edição de 80 anos. Série resgata elementos estéticos de 23 de abril de 1946. Combina linhas clássicas com tecnologia atual nas Vespa Primavera e Vespa GTS.

Vespa, a tradicional fabricante italiana anunciou uma edição limitada, que marca os 80 anos do registro de patente do modelo original, datado de 23 de abril de 1946. A coleção traz versões exclusivas das linhas Primavera e GTS, com visual que remete aos primeiros modelos da marca.

Vespa GTS - edição de 80 anos - Divulgação
Vespa GTS – edição de 80 anos – Divulgação

A proposta é reinterpretar o passado sem abrir mão da tecnologia dos modelos atuais (que inclusive estão disponíveis no Brasil), mantendo sistemas modernos de freios e iluminação, e ao mesmo tempo recuperando cores e detalhes históricos.

Design e cores, homenagem ao modelo original

O destaque visual da série é a pintura exclusiva Verde Pastello, tonalidade inspirada no código de cor usado nas primeiras unidades de 1946. A cor foi recuperada dos arquivos históricos da marca, e remete ao período de reconstrução do pós-guerra.

O acabamento da carroceria recebeu tratamento especial, com detalhes pintados no mesmo tom da estrutura principal, incluindo os perfis do escudo, a alça traseira, os espelhos e os comandos. Os elementos metálicos têm acabamento acetinado, criando contraste entre brilho e textura.

Vespa Primavera - edição de 80 anos - Divulgação
Vespa Primavera – edição de 80 anos – Divulgação

Referência histórica

Entre os elementos que evocam o passado estão os novos aros das rodas, pintados em Verde Pastello e decorados com a inscrição Est. 1946 (Fundada em 1946). A série recupera ainda o canal diamantado dos aros e a grade lateral de ventilação na Vespa Primavera 80th, inspirados na Vespa 98, primeiro modelo fabricado pela Piaggio.

O assento segue a proposta clássica, em tom verde escuro, com costuras destacadas, enquanto no escudo frontal aparece a plaqueta comemorativa “80th” e, no logo retrô, o badge especial com o emblema “80 years of Vespa – Est. 1946”.

Vespa - edição de 80 anos - detalhe - Divulgação
Edição de 80 anos – detalhe – Divulgação

Tecnologia e desempenho, influência contemporânea

A série mantém o mesmo padrão tecnológico das versões atuais, incluindo o sistema de freios a disco e iluminação em LED, combinando o charme clássico com segurança e desempenho contemporâneos.

Ao longo de oito décadas, a Vespa consolidou-se como um ícone, com mais de 160 versões lançadas desde 1946, mantendo identidade visual e mecânica mesmo com as atualizações tecnológicas.

Vespa Primavera - edição de 80 anos - Divulgação
Primavera – edição de 80 anos – Divulgação

Lançamento e disponibilidade

As edições especiais Primavera 80th e GTS 80th foram apresentadas no último Salão de Milão, como parte das comemorações dos 80 anos, e o lançamento oficial antecede o evento em Roma entre 25 e 28 de junho de 2026.

Vespa comemora 80 anos em Roma - Divulgação
Vespa comemora 80 anos em Roma – Divulgação

Informações detalhadas sobre tiragem, opções de motorização e disponibilidade por país devem ser divulgadas pela Piaggio nas próximas datas próximas ao evento de celebração internacional.

A marca ainda não divulgou preços, nem confirmou chegada dos modelos comemorativos ao mercado brasileiro. Ao menos até o momento.

CFMoto 450CL-C AMT 2026: versão da custom com câmbio automático

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A CFMoto 450CL-C AMT, está sendo apresentada pela marca chinesa com uma evolução no câmbio, ganhando transmissão automatizada e modos de pilotagem.

A nova versão da cruiser média traz uma transmissão que dispensa o acionamento manual da embreagem, mantendo a lógica de uma caixa mecânica para pilotagem mais intuitiva e prática.

CFMoto 450CL-C AMT: versão da custom com câmbio automático - Divulgação
CFMoto 450CL-C AMT: versão da custom com câmbio automático – Divulgação

O sistema automatizado foi pensado para combinar conveniência urbana com possibilidade de condução esportiva, por meio de modos selecionáveis e alavancas manuais no guidão.

Transmissão AMT e modos de pilotagem

A tecnologia AMT aplicada à nova CFMoto 450CL-C AMT mantém a estrutura de uma caixa de seis marchas, mas eliminando a necessidade de acionar a embreagem manualmente, com controle eletrônico entre ECU e TCU.

O sistema oferece três modos de pilotagem: D, DS e M, permitindo trocas suaves no modo D, respostas mais diretas no modo DS, e controle total das mudanças no modo M, além da possibilidade de intervenções manuais temporárias, mantendo a marcha selecionada por até cinco segundos.

CFMoto 450CL-C AMT: detalhe da alavanca de trocas automáticas - Divulgação
CFMoto 450CL-C AMT: detalhe da alavanca de trocas automáticas – Divulgação

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Trocas rápidas

Segundo dados oficiais, a transmissão realiza trocas de marcha em apenas 0,12 segundo, tempo que reduz interrupções na entrega de potência e promete respostas ágeis em retomadas.

Para facilitar o uso em cidade, a motocicleta ainda conta com função de deslocamento lento, que permite avanço suave em baixa velocidade, útil em manobras, trânsito e estacionamentos.

CFMoto 450CL-C AMT: detalhe do motor com câmbio automatizado - Divulgação
CFMoto 450CL-C AMT: detalhe do motor com câmbio automatizado – Divulgação

Desempenho e motor

A versão AMT utiliza o mesmo motor bicilíndrico de 449 cm³ da linha, entregando 40,7 cavalos de potência e 4,2 kgfm de torque, sem alterações no conjunto mecânico, conforme divulgado pela marca.

A manutenção do conjunto motor e da arquitetura de seis marchas busca casar a sensação tradicional de troca com a praticidade de uma transmissão automatizada.

Segurança, ergonomia e disponibilidade

A CFMoto também fez ajustes práticos na versão, o disco de freio traseiro foi ampliado para 240 mm (na versão normal é 220 mm), e botões e alavancas foram redesenhados para melhorar ergonomia e alcance dos comandos.

A CFMoto 450CL-C AMT foi confirmada inicialmente para o mercado chinês, e, segundo a fabricante, a CFMoto 450CL-C AMT com câmbio automatizado não tem previsão de lançamento no Brasil neste primeiro momento, sem divulgação de preços ou cronograma para outros países.

Por aqui, a CFMoto 450CL-C (não automática) está confirmada para ser lançada no primeiro semestre deste ano de 2026.

Placas de trânsito: entenda os tipos, funções e lista completa prevista na legislação

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As placas de trânsito padronizam regras, alertas e orientações nas vias brasileiras, sendo fundamentais para a segurança de motociclistas e motoristas. Mas será que você lembra quais são os tipos e o que significam? Confira nosso guia.

As placas de trânsito fazem parte da rotina de qualquer motociclista ou motorista brasileiro, mas nem sempre seus significados são plenamente lembrados após a obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

As placas de trânsito fazem parte da rotina de qualquer motociclista ou motorista brasileiro - Divulgação
As placas de trânsito fazem parte da rotina de qualquer motociclista ou motorista brasileiro – Divulgação

Espalhadas por ruas, avenidas e rodovias, essas sinalizações têm papel direto na organização do tráfego, na prevenção de acidentes e na padronização das regras de circulação em todo o país.

No Brasil, a sinalização viária segue normas definidas pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran). As placas de trânsito são divididas em categorias distintas, cada uma com função específica, cores próprias e formatos padronizados. Conhecer essas diferenças é fundamental tanto para quem está em processo de habilitação quanto para quem já circula há anos pelas vias urbanas e rodoviárias.

Padronização das placas de trânsito no Brasil

As placas de trânsito adotadas no país seguem um padrão nacional, alinhado ao Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Esse sistema permite que condutores identifiquem rapidamente ordens, advertências ou orientações, mesmo em locais desconhecidos.

De forma geral, as placas de trânsito são classificadas em três grandes grupos principais: Regulamentação, Advertência e Indicação. Além delas, há ainda a sinalização de obras e a sinalização horizontal, que complementam a comunicação visual nas vias.

Placas de trânsito - Divulgação
Placas de trânsito – Divulgação

Placas de Sinalização de Regulamentação

As placas de trânsito de regulamentação são responsáveis por informar regras obrigatórias que devem ser cumpridas pelos usuários da via. O desrespeito a essas placas caracteriza infração de trânsito, sujeita a multa, pontos na CNH e outras penalidades.

Essas placas têm formato predominantemente circular, fundo branco, borda vermelha e símbolos pretos. Ao todo, o Brasil possui 51 placas de regulamentação oficialmente reconhecidas.

Placas de trânsito de regulamentação - Divulgação
Placas de trânsito de regulamentação – Divulgação

Lista completa das placas de regulamentação:

  • R-1 – Parada obrigatória
  • R-2 – Dê a preferência
  • R-3 – Sentido proibido
  • R-4A – Proibido virar à esquerda
  • R-4B – Proibido virar à direita
  • R-5A – Proibido retornar à esquerda
  • R-5B – Proibido retornar à direita
  • R-6A – Proibido estacionar
  • R-6B – Estacionamento regulamentado
  • R-6C – Proibido parar e estacionar
  • R-7 – Proibido ultrapassar
  • R-8A – Proibido mudar de faixa da esquerda para a direita
  • R-8B – Proibido mudar de faixa da direita para a esquerda
  • R-9 – Proibido trânsito de caminhões
  • R-10 – Proibido trânsito de veículos automotores
  • R-11 – Proibido trânsito de veículos de tração animal
  • R-12 – Proibido trânsito de bicicletas
  • R-13 – Proibido trânsito de tratores e máquinas de obras
  • R-14 – Peso bruto total máximo permitido
  • R-15 – Altura máxima permitida
  • R-16 – Largura máxima permitida
  • R-17 – Peso máximo permitido por eixo
  • R-18 – Comprimento máximo permitido
  • R-19 – Velocidade máxima permitida
  • R-20 – Proibido acionar buzina
  • R-21 – Alfândega
  • R-22 – Uso obrigatório de corrente
  • R-23 – Conserve-se à direita
  • R-24A – Sentido de circulação da via
  • R-24B – Passagem obrigatória
  • R-25A – Vire à esquerda
  • R-25B – Vire à direita
  • R-25C – Siga em frente ou à esquerda
  • R-25D – Siga em frente ou à direita
  • R-26 – Siga em frente
  • R-27 – Veículos pesados à direita
  • R-28 – Duplo sentido de circulação
  • R-29 – Proibido trânsito de pedestres
  • R-30 – Pedestre, ande pela esquerda
  • R-31 – Pedestre, ande pela direita
  • R-32 – Circulação exclusiva de ônibus
  • R-33 – Sentido de circulação na rotatória
  • R-34 – Circulação exclusiva de bicicletas
  • R-35A – Ciclista, transite à esquerda
  • R-35B – Ciclista, transite à direita
  • R-36A – Ciclistas à esquerda, pedestres à direita
  • R-36B – Pedestres à esquerda, ciclistas à direita
  • R-37 – Proibido trânsito de motocicletas
  • R-38 – Proibido trânsito de ônibus
  • R-39 – Circulação exclusiva de caminhão
  • R-40 – Trânsito proibido a carros de mão

Placas de Sinalização de Advertência

As placas de trânsito de advertência têm como função alertar os condutores sobre situações de risco ou condições especiais da via à frente. Diferentemente das placas de regulamentação, elas não impõem regras, mas orientam para que o motorista redobre a atenção.

Essas placas possuem formato de losango (ou diamante), fundo amarelo e símbolos pretos. Atualmente, existem 69 placas de advertência reconhecidas oficialmente.

Placas de Sinalização de Advertência - Divulgação
Placas de trânsito de Sinalização de Advertência – Divulgação

Lista das placas de advertência:

  • A-1A – Curva acentuada à esquerda
  • A-1B – Curva acentuada à direita
  • A-2A – Curva à esquerda
  • A-2B – Curva à direita
  • A-3A – Pista sinuosa à esquerda
  • A-3B – Pista sinuosa à direita
  • A-4A – Curva acentuada em “S” à esquerda
  • A-4B – Curva acentuada em “S” à direita
  • A-5A – Curva em “S” à esquerda
  • A-5B – Curva em “S” à direita
  • A-6 – Cruzamento de vias
  • A-7A – Via lateral à esquerda
  • A-7B – Via lateral à direita
  • A-8 – Interseção em “T”
  • A-9 – Bifurcação em “Y”
  • A-10A – Entroncamento oblíquo à esquerda
  • A-10B – Entroncamento oblíquo à direita
  • A-11A – Junções sucessivas contrárias
  • A-11B – Junções sucessivas contrárias
  • A-12 – Interseção em círculo
  • A-13A – Confluência à esquerda
  • A-13B – Confluência à direita
  • A-14 – Semáforo à frente
  • A-15 – Parada obrigatória à frente
  • A-16 – Bonde
  • A-17 – Pista irregular
  • A-18 – Lombada
  • A-19 – Depressão
  • A-20A – Declive acentuado
  • A-20B – Aclive acentuado
  • A-21A – Estreitamento ao centro
  • A-22 – Ponte estreita
  • A-24 – Obras
  • A-25 – Mão dupla adiante
  • A-28 – Pista escorregadia
  • A-30A – Trânsito de ciclistas
  • A-32A – Trânsito de pedestres
  • A-33A – Área escolar
  • A-35 – Animais
  • A-36 – Animais selvagens
  • A-44 – Vento lateral
  • A-45 – Rua sem saída

Placas de Sinalização de Indicação

As placas de trânsito de indicação têm caráter informativo. Elas orientam sobre localização, destinos, serviços disponíveis e pontos turísticos. Diferentemente das demais, não impõem obrigações nem alertam riscos imediatos.

Placas de Orientação de Destino - Divulgação
Placas de Orientação de Destino – Divulgação

Esse grupo é dividido em cinco subcategorias:

  • Placas de Identificação
  • Placas de Orientação de Destino
  • Placas Educativas
  • Placas de Serviços Auxiliares
  • Placas de Atrativos Turísticos
Placas de Atrativos Turísticos - Divulgação
Placas de Atrativos Turísticos – Divulgação

Em geral, essas placas de trânsito utilizam fundo azul, verde ou marrom, dependendo da função.

Sinalização de obras e sinalização horizontal

As placas de trânsito de obras são temporárias e alertam sobre intervenções na via. Elas utilizam a cor laranja para facilitar a visualização e indicar mudanças provisórias no tráfego.

Placas de trânsito de sinalização de obras - Divulgação
Placas de trânsito de sinalização de obras – Divulgação

Já a sinalização horizontal inclui marcas pintadas diretamente no pavimento, como faixas de pedestres, linhas contínuas, linhas seccionadas e demarcações de vagas. Apesar de não estarem em postes, a sinalização horizontal têm valor legal e deve ser respeitada.

Sinalização horizontal: direto no asfalto - Divulgação
Sinalização horizontal: direto no asfalto – Divulgação

Compreender o significado das placas de trânsito é uma obrigação permanente de todos os condutores, especialmente motociclistas, que estão mais expostos a riscos. As regras e símbolos são padronizados nacionalmente e não dependem de interpretação subjetiva.

O conhecimento atualizado das placas de trânsito contribui para um tráfego mais seguro, organizado e previsível. Em caso de dúvidas, o ideal é consultar materiais oficiais do Contran e do Código de Trânsito Brasileiro.

Motos elétricas no Brasil: mercado avança em 2025, mas preço, infraestrutura e confiança ainda limitam adoção

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As motos elétricas vêm ganhando espaço quando o assunto é mobilidade no Brasil, impulsionadas por crescimento nos emplacamentos e maior atenção à sustentabilidade. Ainda assim, o segmento enfrenta entraves que vão além dos números, envolvendo preço, desempenho, infraestrutura, regulamentação e confiança do consumidor.

Silvio Rotilli - ao centro - com a equipe da Auper
Silvio Rotilli – ao centro – com a equipe da Auper, ainda no Canadá

Falar de motos elétricas no Brasil é sempre um desafio. E as questões são muitas, desde problemas que aconteceram recentemente com Voltz, que até então era considerada uma das maiores promessas em termos de eletrificação no país, seja por conta das dúvidas em relação ao licenciamento e CNH.

Quem vai responder à diversas dúvidas a respeito das “elétricas” é Silvio Rotilli, CEO e cofundador da Auper, marca com desenvolvimento iniciado no Canadá e que já possui linha de montagem em Santa Catarina, responde a dúvidas frequentes sobre o mercado. Segundo a empresa, as primeiras motos elétricas da Auper estão previstas para entrega em 2026. Assista ao vídeo no final do artigo.

Linha de montagem das motos elétricas Auper, em Santa Catarina - Divulgação
Linha de montagem das motos elétricas Auper, em Santa Catarina – Divulgação

As motos elétricas são mais caras que as motos a combustão?

O preço das motos elétricas varia de acordo com a categoria e o nível de desempenho. No Brasil, existem modelos elétricos, desconsiderando scooters, a partir de cerca de R$ 16.000. Esses veículos costumam oferecer potência média de 3 kW (aproximadamente 4 cv), velocidade máxima de 90 km/h e autonomia em torno de 50 km por bateria, considerando o modo esportivo.

Segundo o executivo, esse tipo de configuração não tem atendido plenamente às necessidades do motociclista brasileiro, principalmente em relação a desempenho, qualidade construtiva, durabilidade e confiabilidade. Quando se observa o segmento de motos elétricas com características mais próximas das motocicletas a combustão tradicionais, os valores iniciais sobem.

Um exemplo citado é a Auper 600 CE em sua versão de entrada, com preço a partir de R$ 25.900. O modelo oferece potência de 25 kW, velocidade máxima de 140 km/h e autonomia declarada de 100 km com bateria fixa.

Auper 600 CE - Divulgação
Auper 600 CE – Divulgação

Para efeito de comparação, a Honda CG 160, modelo mais vendido do país, tem preço sugerido a partir de R$ 19.520 no site oficial da marca, podendo chegar a cerca de R$ 22.000 nas concessionárias, dependendo da região. O comparativo indica que existem motos elétricas mais baratas no mercado, mas com desempenho inferior, enquanto os modelos que buscam atender às demandas do usuário brasileiro tendem a ter preço inicial mais elevado devido ao uso de tecnologias mais avançadas.

Por outro lado, Rotilli destaca que o custo total de propriedade das motos elétricas pode ser menor ao longo do tempo, considerando economia com combustível, manutenção e outros custos operacionais.

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O mercado de motos elétricas no Brasil está realmente crescendo?

Os dados oficiais confirmam a expansão do segmento. No primeiro trimestre de 2025, o mercado de motos elétricas registrou crescimento de 104,74% em relação ao mesmo período de 2024. Até novembro de 2025, foram emplacadas 7.643 unidades eletrificadas, número 15% superior ao registrado em todo o ano anterior.

As informações são da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) e da Abraciclo, entidade que representa as montadoras instaladas no Polo Industrial de Manaus. Apesar do avanço percentual expressivo, o volume absoluto ainda é considerado baixo quando comparado ao mercado total de motocicletas.

Existem benefícios fiscais para quem compra motos elétricas?

Os incentivos fiscais para motos elétricas variam conforme o estado e, em alguns casos, o município. No Distrito Federal, Paraná e Rio Grande do Sul, há isenção total do IPVA para veículos elétricos. Em Mato Grosso do Sul, o desconto chega a 70%, enquanto no Rio de Janeiro a redução é de 75% no imposto.

Em São Paulo, não há isenção estadual para motos elétricas, mas a prefeitura da capital permite o estorno de até 50% da parte municipal do IPVA, desde que o veículo esteja registrado no município. Esses benefícios pontuais influenciam o custo final, mas ainda não configuram uma política nacional uniforme de incentivo.

A Voltz causou uma certa "decepção" no mercado de motos elétricas - Divulgação
A Voltz causou uma certa “decepção” no mercado de motos elétricas – Divulgação

O governo oferece programas de crédito para a compra de motos elétricas?

Até o momento, não existem programas amplos de crédito governamental em vigor para a aquisição de motos elétricas por consumidores em geral. No final de junho de 2025, o Governo Federal anunciou a intenção de criar uma linha de crédito voltada a motocicletas elétricas, com foco em entregadores de aplicativo.

No entanto, o programa foi estruturado exclusivamente para uma empresa específica, a 99, deixando de fora outras plataformas e consumidores finais. Segundo o setor, a ausência de políticas mais abrangentes limita o potencial de crescimento das motos elétricas no país.

As motos elétricas já representam uma parcela relevante do mercado?

Apesar do crescimento recente, as motos elétricas ainda correspondem a menos de 0,5% do mercado total de motocicletas no Brasil. O dado reforça a avaliação de que o segmento está em fase inicial, mesmo com taxas de expansão elevadas.

A frota nacional segue amplamente dominada por modelos a combustão, especialmente de baixa e média cilindrada, utilizados tanto para deslocamento urbano quanto para trabalho.

O que impulsiona o crescimento das motos elétricas no Brasil?

Entre os principais fatores estão a busca por alternativas de mobilidade com menor custo operacional e menor impacto ambiental, sobretudo em grandes centros urbanos. A economia com combustível e a redução de ruído também são citadas como atrativos das motos elétricas.

Por outro lado, o crescimento abaixo do potencial é atribuído a entraves estruturais. Segundo Rotilli, muitos modelos disponíveis são projetados para o mercado asiático e não se adaptam plenamente ao perfil do motociclista brasileiro. Há ainda questionamentos sobre a qualidade dos componentes, confiabilidade e desempenho quando comparados às motos a combustão.

Outro ponto mencionado é a limitação da infraestrutura, especialmente em sistemas de troca de baterias, que podem acelerar a degradação do componente mais caro do veículo. Para o executivo, a transição energética só ocorre quando o consumidor percebe ganhos claros em desempenho, economia, segurança e praticidade, e não apenas no aspecto ambiental.

Modelo de troca de baterias, bastante utilizado no Brasil, também é alvo de críticas - Divulgação
Modelo de troca de baterias, bastante utilizado no Brasil, também é alvo de críticas – Divulgação

Motos elétricas são realmente mais sustentáveis?

As motos elétricas apresentam vantagens ambientais durante o uso, pois não emitem gases poluentes e, no caso brasileiro, utilizam uma matriz elétrica majoritariamente renovável. Além disso, os motores elétricos operam com maior eficiência energética do que os motores a combustão.

No entanto, há controvérsias. Uma parcela significativa do impacto ambiental ocorre antes do veículo entrar em operação, envolvendo a extração de matérias-primas, a fabricação das baterias, o transporte internacional e a durabilidade dos componentes. Esses fatores podem reduzir ou até anular parte dos benefícios ambientais.

O modelo de troca de baterias, bastante utilizado no Brasil, também é alvo de críticas. A necessidade de manter grandes estoques de baterias em circulação, muitas vezes sem rastreabilidade adequada, aumenta o impacto ambiental e dificulta a gestão do ciclo de vida do componente.

Qual é a preocupação com o descarte das baterias?

O descarte de baterias é considerado um dos pontos mais sensíveis na discussão sobre motos elétricas. As baterias de íons de lítio contêm metais como lítio, cobalto e níquel, que podem causar danos ambientais e à saúde se descartados de forma inadequada.

No Brasil, a infraestrutura de coleta e reciclagem ainda é limitada. A ausência de uma cadeia bem estruturada compromete a proposta de sustentabilidade da mobilidade elétrica. No caso do sistema de troca de baterias, a falta de responsabilidade clara sobre o componente tende a reduzir sua vida útil.

Especialistas defendem a necessidade de rastreabilidade completa, recondicionamento e reciclagem em sistemas especializados, o que exige regulamentação, tecnologia e logística adequadas.

Scooter elétrica Neo’s da Yamaha - Divulgação
Scooter elétrica Neo’s da Yamaha – Divulgação

As grandes marcas tradicionais já atuam no segmento?

Segundo a Fenabrave, entre as 15 motos elétricas mais emplacadas no início de 2025, não há modelos das duas maiores fabricantes do país, Honda e Yamaha, que juntas concentram mais de 80% do mercado de duas rodas.

A Yamaha lançou no início de 2025 a scooter elétrica Neo’s, com potência de 3,3 cv, autonomia de 71 km, velocidade máxima de 45 km/h e preço a partir de R$ 33.990. O modelo se enquadra como ciclomotor elétrico. A Honda, por sua vez, já apresentou modelos elétricos na Europa, mas ainda não iniciou operações no Brasil.

Por que o setor ainda é descrito como “engatinhando”?

Apesar do crescimento, a mídia e o próprio mercado apontam que as motos elétricas ainda representam uma fatia muito pequena da frota nacional. Também são recorrentes as críticas à qualidade, ao desempenho e à dependência de projetos importados e adaptados.

Para Rotilli, o setor ainda carece de protagonismo tecnológico capaz de resolver problemas estruturais, em vez de soluções temporárias. Segundo ele, a adoção em larga escala só ocorrerá quando as motos elétricas entregarem desempenho, qualidade e experiência superiores às opções a combustão, tornando a transição uma escolha racional e vantajosa para o consumidor brasileiro.

No atual cenário, as motos elétricas seguem em expansão no Brasil, mas ainda enfrentam desafios relevantes para se consolidarem como alternativa dominante no mercado de duas rodas.

NX 350 Sahara, como a Honda transformou o êxito do Rally Paris-Dakar em uma trail icônica no Brasil dos anos 90

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No início dos anos 90, a Honda lançou a NX 350 Sahara com carenagem robusta, partida elétrica e versatilidade. Virou sonho de muitos brasileiros. O nome “Sahara” tem história!

A Honda aproveitou o prestígio das vitórias no Rally Paris-Dakar para criar uma moto com cara de deserto, porém pensada para o dia a dia brasileiro.

Honda NX 350 Sahara - Divulgação
Honda NX 350 Sahara – Divulgação

A NX 350 Sahara nasceu com base técnica da XLX 350R, mas ganhou uma carenagem volumosa que lembrava o modelo que venceu o Dakar nos anos anteriores.

O lançamento ocorreu em 1990, mas as vendas só ganharam força alguns anos depois.

Origem e inspiração das pistas de areia

No final dos anos 1980 a Honda dominou o Rally Paris-Dakar, vencendo quatro edições seguidas, 1986, 1987, 1988 e 1989, com o protótipo NXR 750V. O impacto dessas conquistas inspirou a criação da NX 350 Sahara no Brasil, lançada na metade de 1990.

A proposta era aproveitar a aura das ralis-raids e oferecer ao público uma trail com visual de competição, ao mesmo tempo que mantinha a mecânica conhecida e confiável de modelos anteriores.

Honda NXR 750V inspiração para a NX 350 Sahara - Divulgação
Honda NXR 750V inspiração para a NX 350 Sahara – Divulgação

Design, técnica e a pequena grande novidade

Tecnicamente a NX 350 Sahara compartilhava motor e parte ciclística com a XLX 350R, porém foi “vestida” com uma carenagem que abraçava as laterais do tanque, criando uma estética mais imponente e oferecendo proteção aerodinâmica.

Uma inovação decisiva apareceu no punho direito, a tão aguardada partida elétrica, que solucionou a única crítica frequente à XLX 350R, modelo que exigia mais que habilidade, exigia “força” para ser ligado no pedal.

Painel da Honda NX 350 Sahara - Divulgação
Painel da Honda NX 350 Sahara – Divulgação

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Esteticamente foi mantida simplicidade mecânica, com atualizações discretas ao longo dos anos, como a mudança da ponteira de escape da versão inicial, preta, para um revestimento em aço inox.

Honda NX 350 Sahara - Divulgação
Honda NX 350 Sahara – Divulgação

Produção, mercado e legado

Sobre números, de julho de 1990 até setembro de 1999 exatamente 42.381 NX 350 Sahara foram produzidas, conforme informação divulgada diretamente pela Honda Brasil.

A chegada em um período de instabilidade econômica limitou o alcance inicial da moto, e só com a estabilização trazida pelo Plano Real as vendas realmente decolaram, com recordes em 1996 e 1997.

Honda NX 350 Sahara - Divulgação
Honda NX 350 Sahara – Divulgação

Razoavelmente potente, robusta, confortável e versátil, a NX 350 Sahara ocupou o imaginário de muitos brasileiros, mesmo de quem não pôde comprá-la na época.

A substituição veio com a NX4 Falcon, que herdou a mecânica da Sahara, trazendo um visual “menos deserto”, adequado às tendências dos anos 2000.

No final de 2023, a Honda lançou a XRE 300 Sahara, modelo que atualizou e substituiu a XRE 300. O nome Sahara retornando como uma homenagem a um dos modelos que marcaram parte da história da marca no Brasil.

Yamaha convoca recall da R15 2025 por possível falha no ABS; inspeção e troca gratuita da unidade hidráulica

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Convocação abrange esportiva R15 2025 para verificação e eventual substituição gratuita da unidade hidráulica do sistema de freios ABS. Troca deverá ser agendada.

A Yamaha Brasil anunciou um recall envolvendo a esportiva carenada R15 2025 vendida no país, por risco de falha na unidade hidráulica do sistema antitravamento, o ABS.

Yamaha convoca recall da R15 2025 - Divulgação
Yamaha convoca recall da R15 2025 – Divulgação

O objetivo é inspecionar as motos afetadas e, se necessário, substituir a peça sem custo para o proprietário, com atendimento em concessionárias autorizadas.

A convocação vale para chassis não sequenciais dentro da faixa informada, e o serviço tem tempo médio estimado de 1 hora e 30 minutos, conforme informação divulgada pela Yamaha Brasil.

Qual é o problema identificado?

A empresa informou que algumas motocicletas foram montadas com a unidade hidráulica do ABS fora da especificação adotada para o mercado brasileiro, condição que pode impedir o funcionamento adequado do sistema antitravamento.

Segundo a marca, apesar de o sistema de freios continuar operando de forma convencional, a função ABS pode não atuar em situações de frenagem brusca, o que pode resultar no travamento das rodas e perda de estabilidade.

Yamaha convoca recall da R15 2025 - Divulgação
Yamaha convoca recall da R15 2025 – Divulgação

Em nota, a Yamaha alerta que, nessas circunstâncias, há risco de derrapagem da motocicleta e possibilidade de acidentes com lesões graves ou fatais aos condutores, passageiros e terceiros, destacando a necessidade da intervenção preventiva.

Chassis foram convocados

O recall abrange motocicletas R15 2025 com numeração de chassi compreendida entre 9C6RG8310S0014203 e 9C6RG8310S0016897. A empresa esclareceu que a relação é válida para chassis não sequenciais, por isso proprietários devem checar o número exato do veículo.

InformaçãoDetalhes
ModeloYamaha R15
Ano-modelo2025
ChassisDe 9C6RG8310S0014203 até 9C6RG8310S0016897 (não sequenciais)
Sistema afetadoUnidade hidráulica do freio ABS
Tempo médio de reparo1h30min

 

Proprietários podem verificar o chassi no documento do veículo e, em caso de dúvida, procurar uma concessionária autorizada Yamaha para confirmação.

Yamaha convoca recall da R15 2025 - Divulgação
Yamaha convoca recall da R15 2025 – Divulgação

O que o proprietário deve fazer

Os donos das unidades envolvidas devem agendar atendimento em concessionária autorizada Yamaha para a realização da inspeção e, se necessário, a substituição da peça, sem qualquer custo ao consumidor.

Para agendar ou obter mais informações, a Yamaha orienta os consumidores a acessar o site oficial da marca ou entrar em contato com o Serviço de Atendimento ao Cliente pelo telefone 0800 774 3738, disponível em horário comercial.

O serviço de inspeção e troca, quando indicado, tem tempo médio estimado de 1 hora e 30 minutos por motocicleta, conforme informado pela fabricante.

Kanguro 300, uma trail compacta da Moto Morini com motor 300cc de 34 cv e versão Rally, que pode chegar ao Brasil

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A Moto Morini Kanguro 300 foi apresentada em duas versões, Standard e Rally, com rodas 21/18, suspensões de longo curso, ABS desligável e vocação off‑road leve e versátil. Vem para o Brasil?

A Moto Morini apresentou neste EICMA 2025, em Milão, uma nova trail compacta. A moto busca unir leveza e capacidade fora de estrada, com soluções que facilitam a pilotagem em trilhas e no dia a dia.

Moto Morini Kanguro 300 : duas versões - Foto: Divulgação EICMA
Moto Morini Kanguro 300 : duas versões – Foto: Divulgação EICMA

A proposta revive um nome clássico dos anos 1980, mantendo proporções esguias e um desenho funcional, pensado para ser porta de entrada ao universo aventureiro da marca italiana.

O modelo tem duas configurações, com diferenças claras entre uso urbano e off‑road, e traz detalhes técnicos pensados para centralizar massas e melhorar a estabilidade, conforme informação divulgada pela marca durante o EICMA 2025, que aconteceu no mês passado.

Moto Morini Kanguro 300 - versão off-road - Foto: Divulgação EICMA
Moto Morini Kanguro 300 – versão off-road – Foto: Divulgação EICMA

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Design e versões

A Kanguro 300 foi apresentada em duas versões, Standard e Rally. A Standard tem para‑lama baixo e visual mais urbano, enquanto a Rally aposta em para‑lama alto e proposta mais voltada ao uso fora de estrada.

O design, assinado pelo centro de estilo da Moto Morini na Itália, presta homenagem à Kanguro original, com linhas limpas e proporções esguias. Um detalhe funcional é o tanque de combustível sob o assento, que ajuda na centralização de massas e melhora a estabilidade em trilhas.

Moto Morini Kanguro 300 - versão para emplacamento - Foto: Divulgação EICMA
Moto Morini Kanguro 300 – versão para emplacamento – Foto: Divulgação EICMA

O chassi combina aço com balança e subquadro em alumínio, buscando equilíbrio entre robustez e leveza.

Motor, suspensão e especificações

A Kanguro 300 usa um motor monocilíndrico de 300 cc que entrega cerca de 34 cv de potência e 2,8 m.kgf de torque, acoplado a câmbio de seis marchas.

Para enfrentar trilhas, as suspensões têm curso longo, com garfo de 41 mm de diâmetro e amortecedor traseiro com link progressivo, oferecendo até 250 mm de curso.

Moto Morini Kanguro 300 - versão para emplacamento - Foto: Divulgação EICMA
Moto Morini Kanguro 300 – versão para emplacamento – Foto: Divulgação EICMA

As rodas são de 21 polegadas na dianteira e 18 polegadas na traseira, reforçando a vocação off‑road. O sistema de frenagem traz ABS que pode ser desligado para uso em terra.

Possível chegada ao Brasil

A Moto Morini já comercializa modelos no Brasil, como Seiemmezzo STR e SCR, X‑Cape 650 e Calibro, e tem lançamentos confirmados para 2026, entre eles Allthrike 450 e X‑Cape 1200.

Moto Morini Kanguro 300 - versão off-road - Foto: Divulgação EICMA
Moto Morini Kanguro 300 – versão off-road – Foto: Divulgação EICMA

Segundo Fabricio Morini, presidente da Moto Morini Brasil, a empresa fará esforços para trazer a Kanguro 300 ao País. Ele afirmou que a moto tem “tudo para conquistar o motociclista brasileiro: é leve, versátil e autêntica“.

Se confirmada, a Kanguro 300 se posicionaria como uma porta de entrada para a linha aventureira da marca no Brasil, oferecendo uma opção compacta para quem quer começar no mundo trail sem abrir mão de capacidade fora de estrada. O preço não foi revelado, nem durante o EICMA, nem em consulta recente no site europeu da marca.

Moto Morini Kanguro 300 : duas versões - Foto: Divulgação EICMA
Moto Morini Kanguro 300 : duas versões – Foto: Divulgação EICMA

Atualmente, a Moto Morini tem 7 lojas no Brasil e pretende chegar 16, ao final de 2026.

Começa dia 03! Rali Dakar 2026 terá 13 etapas, quase 8 mil km na Arábia Saudita e principais nomes do Rali mundial

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O Rali Dakar 2026 ou somente Dakar 2026, marca a 48ª edição da mais tradicional prova do off-road mundial e volta a ser disputado integralmente na Arábia Saudita, entre os dias 3 e 17 de janeiro de 2026. Confira os principais nomes nas motos.

Sob organização da A.S.O. e direção esportiva de David Castera, o evento reunirá pilotos e equipes das principais categorias do Rally Raid em um percurso que privilegia resistência, navegação e estratégia.

Rali Dakar 2026: a maior competição off-road do mundo - Divulgação
Rali Dakar 2026: a maior competição off-road do mundo – Divulgação

O Rali Dakar 2026 será realizado entre os dias 3 e 17 de janeiro, com largada e chegada na cidade de Yanbu. O percurso terá formato de circuito fechado, com 13 etapas mais um Prólogo, totalizando cerca de 8.000 quilômetros. Desse total, aproximadamente 5.000 km serão cronometrados para a categoria de motos.

Mesmo sendo a sétima edição consecutiva disputada na Arábia Saudita, o Rali Dakar 2026 traz mudanças importantes no desenho do trajeto. A principal delas é a retirada do deserto do Empty Quarter, o maior deserto contínuo do mundo, sem que isso represente redução no nível de dificuldade da competição.

Rali Dakar 2026 - Divulgação
Rali Dakar 2026 – Divulgação

Estrutura da prova e calendário oficial

O Rali Dakar 2026 começa oficialmente no dia 3 de janeiro com o Prólogo, etapa curta que define a ordem de largada para a primeira especial. A partir daí, os competidores enfrentam duas semanas de disputa intensa, com apenas um dia de descanso, programado para 10 de janeiro, em Riade.

Ao longo do percurso, os pilotos de moto enfrentarão terrenos variados, incluindo areia fofa, trechos de pedra, cascalho, desfiladeiros e regiões montanhosas. A diversidade de pisos exige atenção constante à navegação e capacidade de adaptação da pilotagem.

Rali Dakar 2026 - acampamentos refúgio Bivouacs - Divulgação
Rali Dakar 2026 – acampamentos refúgio Bivouacs – Divulgação

A edição de 2026 contará ainda com duas etapas maratona. Nessas etapas, os pilotos não poderão contar com apoio mecânico das equipes e terão acesso apenas a um conjunto limitado de ferramentas. O pernoite será realizado nos chamados “Bivouacs Refúgio”, com estrutura reduzida e foco na autonomia dos competidores.

Trajeto mais técnico e impacto na mecânica

Segundo a direção da prova, o Rali Dakar 2026 foi planejado para reduzir a influência da velocidade máxima como fator decisivo. O objetivo é aumentar a complexidade da navegação e o nível técnico das especiais, tornando a disputa mais equilibrada.

O australiano Daniel Sanders é o favorito mais uma vez - Divulgação
O australiano Daniel Sanders é o favorito mais uma vez – Divulgação

Essa abordagem afeta diretamente a durabilidade das motos. Mesmo com velocidades médias menores, o desgaste de componentes como suspensão, pneus e motor tende a ser elevado. A capacidade de gerenciamento mecânico será decisiva para quem busca completar o Rali Dakar 2026 com bom desempenho.

Esta será a edição com maior distância total desde que a prova passou a ser realizada na Arábia Saudita. O aumento da quilometragem reforça o caráter de resistência do evento e amplia os desafios para pilotos e equipes.

Favoritos ao título e principais equipes

O nome mais observado no Rali Dakar 2026 é o do australiano Daniel “Chucky” Sanders. Atual campeão mundial de Rally Raid e vencedor da última edição do Dakar, ele alinhará com o número 1 na KTM 450 Rally, condição reservada ao atual campeão da prova.

Caso vença novamente, Sanders se tornará o primeiro piloto a conquistar títulos consecutivos do Dakar em dez anos, feito alcançado pela última vez por Marc Coma, em 2014 e 2015. A missão, no entanto, será desafiadora diante do nível do grid.

Na equipe Red Bull KTM Factory Racing, além de Sanders, estão confirmados Luciano Benavides (#71) e o espanhol Edgar Canet (#73), que sobe da categoria Rally2 para a classe principal RallyGP no Rali Dakar 2026.

A principal adversária segue sendo a Monster Energy Honda HRC. A equipe japonesa contará com Ricky Brabec (#9), Skyler Howes (#10), Adrien Van Beveren (#42) e Tosha Schareina (#68), vencedor do Rally do Marrocos, última etapa da temporada de Rally Raid antes do Dakar.

Rali Dakar 2026 - mapa do trajeto - Divulgação
Rali Dakar 2026 – mapa do trajeto – Divulgação

Outros pilotos e diversidade de fabricantes

Além das equipes oficiais, o Rali Dakar 2026 terá uma lista extensa de pilotos capazes de disputar vitórias em etapas. Entre eles estão Bradley Cox (#7, Sherco), Nacho Cornejo (#11, Hero), Mason Klein (#98, Hoto) e Ross Branch (#46, Hero).

Na categoria de motos, a edição contará com representantes de onze fabricantes: KTM, Honda, Hero, Sherco, Husqvarna, Kove, Hoto, GasGas, Yamaha e Rieju. A variedade de marcas reforça o caráter técnico e internacional do Rali Dakar 2026.

França e Espanha são as nacionalidades mais representadas no grid, somando mais de um terço dos pilotos inscritos, seguidas pela Itália. Não haverá representantes do Brasil na categoria de motos. O brasileiro Lucas Moraes, atual campeão mundial de Rally-Raid, deverá competir numa pick-up.

Equipe Honda preparada para o Rali Dakar 2026 - Divulgação
Equipe Honda preparada para o Rali Dakar 2026 – Divulgação

Etapas do Rali Dakar 2026

  • 3 de janeiro – Prólogo – Yanbu / Yanbu – Especial: 23 km – Total: 98 km
  • 4 de janeiro – 1ª etapa – Yanbu / Yanbu – Especial: 305 km – Total: 518 km
  • 5 de janeiro – 2ª etapa – Yanbu / Alula – Especial: 400 km – Total: 504 km
  • 6 de janeiro – 3ª etapa – Alula / Alula – Especial: 422 km – Total: 666 km
  • 7 de janeiro – 4ª etapa – Alula / Bivouac Refúgio – Especial: 417 km – Total: 492 km
  • 8 de janeiro – 5ª etapa – Bivouac Refúgio / Hail – Especial: 356 km – Total: 417 km
  • 9 de janeiro – 6ª etapa – Hail / Riade – Especial: 331 km – Total: 920 km
  • 10 de janeiro – Dia de descanso – Riade
  • 11 de janeiro – 7ª etapa – Riade / Wadi Ad-Dawasir – Especial: 462 km – Total: 876 km
  • 12 de janeiro – 8ª etapa – Wadi Ad-Dawasir / Wadi Ad-Dawasir – Especial: 481 km – Total: 717 km
  • 13 de janeiro – 9ª etapa – Wadi Ad-Dawasir / Bivouac Refúgio – Especial: 418 km – Total: 540 km
  • 14 de janeiro – 10ª etapa – Bivouac Refúgio / Bisha – Especial: 371 km – Total: 417 km
  • 15 de janeiro – 11ª etapa – Bisha / Al Henakiyah – Especial: 347 km – Total: 882 km
  • 16 de janeiro – 12ª etapa – Al Henakiyah / Yanbu – Especial: 310 km – Total: 718 km
  • 17 de janeiro – 13ª etapa – Yanbu / Yanbu – Especial: 105 km – Total: 141 km