Fim do mistério: Kawasaki Z1100 2027 é confirmada no Brasil; veja preços

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Nova Kawasaki Z1100 2027 desembarca com motor quatro cilindros 1.099 cm³, pacote eletrônico com IMU, duas versões e preço sugerido a partir de R$ 74.990

A chegada da Z1100 ao Brasil foi confirmada oficialmente pela Kawasaki, com lançamento marcado para 24 de fevereiro e chegada às concessionárias ainda neste mês de fevereiro. A previsão era para a segunda quinzena de março, mas foi antecipada pela Kawasaki.

Kawasaki Z1100 2027 é confirmada no Brasil - Divulgação
Kawasaki Z1100 2027 é confirmada no Brasil – Divulgação

O modelo assume o topo da linha Z no país, trazendo um conjunto que mistura motor de grande capacidade, chassi em alumínio e um pacote eletrônico pensado para controle em curvas e mais segurança em diferentes superfícies.

Os preços públicos sugeridos são de R$ 74.990 para a versão padrão e R$ 84.990 para a versão SE, ambos acrescidos de frete, conforme informação divulgada pela Kawasaki.

Kawasaki Z1100 2027 é confirmada no Brasil - Divulgação
Kawasaki Z1100 2027 é confirmada no Brasil – Divulgação

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Motor quatro cilindros de 1.099 cm³

O principal destaque técnico da Kawasaki Z1100 2027 é o novo propulsor de quatro cilindros em linha, com 1.099 cm³ de deslocamento.

De acordo com os dados divulgados para a versão europeia, a potência máxima é de 136 cavalos a 9.000 rpm, enquanto o torque máximo atinge 11,5 kgfm a 7.600 rpm. A expectativa é que os números da configuração brasileira sejam mantidos.

Motor da Z1100 2027 - Divulgação
Motor da Z1100 2027 – Divulgação

A fabricante informa ainda que as relações de transmissão foram revisadas, com foco na entrega de torque em baixas e médias rotações. Com essa configuração, a Kawasaki Z1100 2027 se torna o modelo de maior deslocamento já produzido pela marca dentro da linha Z aspirada.

Chassi em alumínio e conjunto ciclístico

A estrutura da supernaked utiliza quadro de alumínio do tipo twin-tube, desenvolvido para equilibrar rigidez estrutural e flexibilidade controlada.

Na dianteira, a motocicleta conta com suspensão SFF-BP. Na traseira, o sistema adota o conjunto Horizontal Back-link.

Z1100 2027 - Divulgação
Z1100 2027 – Divulgação

Versão SE

Além da versão padrão, a Kawasaki Z1100 2027 será comercializada na configuração SE, que incorpora componentes voltados a uma condução mais esportiva.

Entre as diferenças está o amortecedor traseiro Öhlins, com maior capacidade de ajuste. O sistema de freios dianteiro também recebe atualização, com discos, pastilhas e pinças Brembo.

Kawasaki Z1100 SE 2027 - Divulgação
Kawasaki Z1100 SE 2027 – Divulgação

Pacote eletrônico baseado em IMU

A Kawasaki Z1100 2027 incorpora um pacote eletrônico integrado que opera por meio de uma IMU (Unidade de Medição Inercial). O sistema monitora continuamente a orientação do chassi.

Entre os recursos está o KCMF (Kawasaki Cornering Management Function), que coordena motor e chassi durante curvas. O modelo também oferece KTRC, controle de tração com três níveis selecionáveis e possibilidade de desligamento.

O KIBS, sistema inteligente de freios, ajusta a pressão de frenagem conforme múltiplas variáveis de pilotagem. A motocicleta conta ainda com modos de potência Full e Low, permitindo adaptar a entrega de força às condições de uso.

Kawasaki Z1100 2027 é confirmada no Brasil - Divulgação
Kawasaki Z1100 2027 é confirmada no Brasil – Divulgação

Outro recurso disponível é o controle de cruzeiro eletrônico. O modelo também oferece Quick Shifter bidirecional (KQS), que possibilita trocas de marcha ascendentes e descendentes sem acionamento da embreagem.

Painel TFT e conectividade

O painel da Kawasaki Z1100 2027 é composto por tela TFT colorida de 5 polegadas, com ajuste automático de brilho.

Detalhe do painel da Z1100 2027 - Divulgação
Detalhe do painel da Z1100 2027 – Divulgação

A motocicleta oferece conectividade com smartphone por meio do aplicativo RIDEOLOGY, que permite acesso a dados de pilotagem, registros de uso e personalização das telas.

O conjunto inclui ainda iluminação full LED, integrando os recursos tecnológicos apresentados para a linha 2027.

Kawasaki Z1100 2027 é confirmada no Brasil - Divulgação
Kawasaki Z1100 2027 é confirmada no Brasil – Divulgação

Lançamento e disponibilidade

O lançamento oficial da Kawasaki Z1100 2027 está marcado para 24 de fevereiro. As vendas terão início nas concessionárias autorizadas a no final de fevereiro – a Kawasaki antecipou a chegada.

Os preços públicos sugeridos são de R$ 74.990 para a versão padrão e R$ 84.990 para a versão SE, ambos acrescidos de frete.

KTM fecha 2025 dívida líquida cortada para 798 milhões e primeiros indícios de recuperação

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Após ajustes operacionais e corte de custos, a KTM encerra 2025 com receita de 1 bilhão de euros, vendas de 209.704 motocicletas e dívida líquida de 798 milhões

A KTM registrou queda de 46% no faturamento em 2025, mas apresenta sinais de estabilização após um ano de reestruturação intensa.

KTM mostra os primeiros indícios de recuperação com balanço divulgado pela Bajaj - Divulgação
KTM mostra os primeiros indícios de recuperação com balanço divulgado pela Bajaj – Divulgação

A empresa reportou ajustes no portfólio, corte de custos e redução de quadros, medidas que impactaram produção e vendas ao longo do exercício.

No balanço preliminar, a controladora – agora Bajaj Mobility AG –  destaca desalavancagem e normalização da cadeia de suprimentos como passos chave para a recuperação.

Redução da dívida - Divulgação
Redução da dívida – Divulgação

Redução da dívida e fluxo de caixa

Um dos principais pontos do balanço foi a queda significativa da dívida líquida. Em 31 de dezembro de 2025, o endividamento da KTM estava em 798 milhões de euros, menos da metade do valor registrado no encerramento de 2024.

De acordo com a Bajaj Mobility, o fluxo de caixa diário tornou-se positivo no segundo semestre de 2025. A controladora atribui esse resultado à implementação das medidas de ajuste financeiro e operacional ao longo do ano.

O quadro de funcionários da KTM passou de 5.310 para 3.782 empregados - Divulgação
O quadro de funcionários da KTM passou de 5.310 para 3.782 empregados em 2025 – Divulgação

A melhora nos indicadores patrimoniais é apontada como parte do processo de estabilização econômica iniciado após o período de maior pressão no início do exercício.

Reestruturação e ajustes internos

O processo de reestruturação da KTM envolveu cortes em custos fixos, revisão da estrutura administrativa e redução do portfólio de negócios considerados não centrais.

O quadro de funcionários passou de 5.310 para 3.782 empregados ao longo de 2025. Em janeiro de 2026, foi anunciada uma nova etapa do plano, com o desligamento de aproximadamente 500 funcionários adicionais.

Outro ponto destacado foi a normalização da cadeia de suprimentos e dos níveis de estoque. Ao longo de 2025, o volume total de motocicletas armazenadas foi reduzido em 101.153 unidades.

KTM dá indícios de recuperação - Divulgação
KTM dá indícios de recuperação – Divulgação

No fim de 2024, o grupo mantinha 248.580 motocicletas em estoque. Ao final de 2025, esse número caiu para 147.427 unidades, refletindo ajuste na produção e na distribuição.

Como parte do realinhamento estratégico, foram descontinuadas operações consideradas fora do foco principal. Entre elas estão as atividades da KTM Sportcar/X-BOW, o cancelamento da participação na MV Agusta e o encerramento do segmento de bicicletas.

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Resultados nas competições

Mesmo em um ano de reestruturação, o comunicado destacou desempenho esportivo expressivo. Ao todo, foram conquistados 29 títulos de campeonatos em diferentes categorias ao longo de 2025.

A temporada de 2026 também começou com resultados relevantes. Luciano Benavides venceu o Rally Dakar 2026 pela equipe Red Bull KTM Factory Racing. Lukas Höllbacher conquistou o título mundial de Supermoto no início do calendário.

Luciano Benavides da KTM comemora o título do Dakar 2026 - Divulgação
Luciano Benavides da KTM comemora o título do Dakar 2026 – Divulgação

Foco estratégico

Segundo a Bajaj Mobility AG, a estratégia passa a concentrar esforços no segmento de motocicletas premium. A definição de foco ocorre após a revisão das áreas de negócio e ajustes operacionais realizados ao longo de 2025.

O balanço divulgado é preliminar e integra o processo de reorganização iniciado no ano passado. A empresa não detalhou projeções futuras no comunicado.

Triumph Brasil lança campanha com desconto de até R$ 6.200 e primeira parcela em até 90 dias

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Triumph Brasil inicia uma nova campanha comercial que combina redução de preços em diversos modelos e condições especiais de financiamento. A ação é realizada em parceria com o banco Santander e prevê entrada mínima de 30%, saldo parcelado em até 48 vezes e primeira parcela com vencimento em até 90 dias.

A iniciativa contempla motocicletas das linhas 400cc, Modern Classics, adventure e naked esportiva. O desconto chega a R$ 6.200 no caso da Speed Twin 1200 RS, ampliando as opções para diferentes perfis de consumidores.

Scrambler 400 X - parte das promoções pela Triumph Brasil - Divulgação
Scrambler 400 X – parte das promoções pela Triumph Brasil – Divulgação

De acordo com a Triumph Brasil, a campanha é válida por tempo determinado e está sujeita à disponibilidade nas concessionárias participantes. Todas as condições estão vinculadas à aprovação de crédito pela instituição financeira parceira.

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Linha 400cc

Na linha de entrada, a Speed 400 tem preço sugerido de R$ 29.990. A Scrambler 400 X parte de R$ 33.990, enquanto a Scrambler 400 XC tem preço sugerido de R$ 37.990. Os valores não incluem frete.

Os três modelos contam com as duas primeiras revisões pelo valor de R$ 100 cada. A condição de financiamento segue o padrão da campanha, com entrada mínima de 30% e primeira parcela em até 90 dias.

Triumph Speed 400 linha 2026 na cor branca - Pearl Metallic White - Divulgação
Triumph Speed 400 linha 2026 na cor branca – Pearl Metallic White – Divulgação

No caso da Scrambler 400 XC, apresentada recentemente, a fabricante informa intervalos de manutenção a cada 16 mil quilômetros. O modelo oferece garantia de dois anos, sem limite de quilometragem, e custo total de R$ 200 em revisões até 32 mil quilômetros.

Tiger 900 Rally Pro

A Tiger 900 Rally Pro também participa da campanha. O modelo pode ser adquirido com as mesmas condições de financiamento, incluindo a possibilidade de pagar a primeira parcela após 90 dias.

Nova Tiger 900 GT 2024 - Versão Rally Pro
Nova Tiger 900 GT – Versão Rally Pro

Segundo a fabricante, a motocicleta é posicionada para uso urbano, viagens e trajetos fora de estrada. A campanha não altera as especificações técnicas do modelo.

Família Bonneville 1200 tem redução de até R$ 6.200

Entre os modelos da linha Modern Classics, a Speed Twin 1200 teve o preço reduzido de R$ 78.190 para R$ 74.990. Já a Speed Twin 1200 RS passou de R$ 91.190 para R$ 84.990, o que representa redução de R$ 6.200.

Speed Twin 1200 RS e Speed Twin 1200 - redução de preço pela Triumph Brasil - Divulgação
Speed Twin 1200 RS e Speed Twin 1200 – redução de preço pela Triumph Brasil – Divulgação

Ambos os modelos podem ser financiados com entrada mínima de 30% e pagamento da primeira parcela em até 90 dias, conforme as regras da campanha vigente.

Bonneville 900 e Street Triple 765 RS

Na família 900, a Scrambler 900 e a Bonneville T100 também tiveram os preços reduzidos de R$ 57.190 para R$ 54.990.

Street Triple 765 RS - Divulgação
Street Triple 765 RS – Divulgação

A Street Triple 765 RS também integra a ação comercial e conta com carência de até 90 dias para o início do pagamento, seguindo as mesmas condições de entrada e parcelamento.

A Triumph Brasil informa que o financiamento pode ser feito em até 48 parcelas, com entrada mínima de 30% e aprovação de crédito. A disponibilidade depende do estoque das concessionárias participantes. Ao final do período promocional, as condições comerciais poderão ser alteradas pela Triumph Brasil.

MV Agusta: a lenda italiana que já fez aviões, retorna enfim à estabilidade em 2026

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Após décadas de trocas de controle e crises, a história da MV Agusta se renova sendo “devolvida” pela KTM e com planos de expansão técnica, desde o fim de 2025.

A MV Agusta encerrou em julho de 2025 mais um capítulo de sua trajetória empresarial, com o retorno oficial ao controle da Art of Mobility S.A., ligada à família russa Sardarov.

A mudança ocorreu após a saída da Pierer Mobility (atualmente Bajaj Mobility), controladora da KTM, que havia adquirido 25,1% em novembro de 2022 e assumido a gestão integral no ano seguinte.

Giovanni Agusta S.A - fabricante de aeronaves - Divulgação
Giovanni Agusta S.A – fabricante de aeronaves – Divulgação

Origem ligada à aviação no pós-guerra

A história da MV Agusta começa em janeiro de 1945, na Itália, fundada pelo Conde Domenico Agusta sob o nome Meccanica Verghera Agusta. A empresa surgiu como ramificação da Costruzioni Aeronautiche Giovanni Agusta S.A., fabricante de aeronaves próxima a Milão.

Com o fim da Segunda Guerra Mundial, a Itália foi proibida de produzir aviões. Diante do novo cenário, Domenico Agusta (filho de Giovanni Agusta – já no controle) direcionou a estrutura industrial para a fabricação de motocicletas, atendendo à necessidade de mobilidade em um país em reconstrução.

MV Agusta - MV 98 de 1945 - Divulgação
MV Agusta – MV 98 de 1945 – Divulgação

O primeiro protótipo utilizava motor monocilíndrico de 98 cm³ e foi montado com peças contrabandeadas, em razão da escassez de componentes no período. O modelo tinha estrutura tubular, rodas de 19 polegadas e tanque com as letras “M” e “V”.

Inicialmente batizada de “Vespa 98”, a moto teve o nome alterado para “MV 98” após disputa comercial com a Piaggio. A produção em série começou em 1946, com duas versões: uma com caixa de duas marchas e outra, de perfil mais esportivo, com três velocidades. Cerca de 50 unidades foram produzidas naquele primeiro ano.

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Foco nas pistas e expansão industrial

Desde os primeiros anos, a MV Agusta direcionou parte significativa de seus recursos para as competições. As vendas das motos de rua ajudavam a financiar o desenvolvimento das máquinas de corrida.

Em 1947, a marca participou de sua primeira prova oficial, com o piloto Franco Bertoni. A partir daí, consolidou presença no cenário esportivo internacional.

MV Agusta: foco em competições - Divulgação
MV Agusta: foco em competições – Divulgação

Na década de 1950, a empresa retomou atividades na aviação. Em 1955, adquiriu da norte-americana Bell os direitos de produção de helicópteros na Itália. O conhecimento técnico aplicado na fabricação de aeronaves passou a influenciar também o desenvolvimento das motocicletas, especialmente nas áreas de fundição, forjamento e usinagem.

Paralelamente, a companhia produziu caminhões leves e triciclos de carga, ampliando seu portfólio industrial. No segmento de duas rodas, os motores dois tempos evoluíram para atender principalmente regiões montanhosas do norte da Itália. Em 1952, foi lançado o MV Agusta 175, primeiro modelo quatro tempos da marca.

MV Agusta 175 de 1952 - Divulgação
MV Agusta 175 de 1952 – Divulgação

DNA esportivo e títulos mundiais

Nos anos seguintes, as versões esportivas ganharam protagonismo e ajudaram a definir o posicionamento da marca no mercado. A chamada posição de pilotagem “de sapo”, com pedaleiras recuadas e joelhos projetados para fora, tornou-se característica das motos da fabricante.

Em 1965, o piloto Giacomo Agostini venceu o Tourist Trophy com uma MV Agusta de 500 cm³ equipada com motor de quatro cilindros, um dos primeiros da marca nessa configuração.

Giacomo Agostini: lenda do motociclismo mundial - Divulgação
Giacomo Agostini: lenda do motociclismo mundial – Divulgação

Ao longo de sua trajetória com a equipe, Agostini conquistou 311 vitórias, 13 campeonatos mundiais e 18 títulos italianos. A MV Agusta acumulou 37 campeonatos mundiais de construtores.

Crise, encerramento e renascimento

Com a morte de Domenico Agusta, em 1971, a empresa enfrentou dificuldades financeiras crescentes. Após vender mais de 260 mil motocicletas ao longo de sua primeira fase, a fabricante deixou o mercado de motos em 1980.

Claudio Castiglioni ressuscitou a MV Agusta nos anos 1990 - Divulgação
Claudio Castiglioni ressuscitou a MV Agusta nos anos 1990 – Divulgação

O renascimento ocorreu na década de 1990. Claudio Castiglioni e seu irmão Giovanni, fundadores da Cagiva em 1978, demonstraram interesse na marca ainda nos anos 1980. A aquisição foi concluída apenas em 1992, permitindo a retomada das atividades no setor de motocicletas.

Na época, o grupo também controlava marcas como Ducati, Moto Morini e Husqvarna, além da operação italiana da Harley-Davidson. Em 1999, a MV Agusta tornou-se a principal marca do grupo, com Cagiva e Husqvarna assumindo papel subsidiário.

Mudanças de controle: da Harley à KTM

A partir dos anos 2000, novas crises financeiras resultaram em mudanças societárias sucessivas. Em 2008, a marca foi vendida à Harley-Davidson. Dois anos depois, em 2010, retornou ao controle da família Castiglioni.

Timur Sardarov: atual controle da marca italiana - Divulgação
Timur Sardarov: atual controle da marca italiana – Divulgação

Em 2018, a empresa passou para a família russa Sardarov. Em novembro de 2022, a Pierer Mobility, controladora da KTM, adquiriu participação de 25,1% na MV Agusta e assumiu o controle integral no ano seguinte.

A permanência sob a gestão da Pierer Mobility foi breve. Em 31 de janeiro, a KTM anunciou oficialmente a venda da marca. O processo foi concluído em julho de 2025, quando a propriedade retornou à Art of Mobility S.A., ligada à família Sardarov.

Novos projetos e perspectivas

Ao que tudo indica, aparentemente a MV Agusta atualmente parece ter conseguido se estabilizar.

MV Agusta Rush Titanio 2026 – Divulgação
MV Agusta Rush Titanio 2026 – Divulgação

Após a reorganização societária, a empresa anunciou o lançamento da Rush Titanio, modelo de luxo em edição limitada apresentado em janeiro de 2026.

Além disso, foi revelado o projeto de um motor de cinco cilindros, com potência estimada de até 240 cv. O motor foi um dos destaques do EICMA 2025, em novembro de 2025.

Motor "cinquecilindri" da MV Agusta - Divulgação
Motor “cinquecilindri” da MV Agusta – Divulgação

As informações indicam um momento de estabilização administrativa após anos de reestruturações. A produção segue concentrada na Itália, mantendo o foco em modelos de alto desempenho e séries limitadas.

No Brasil, o Grupo Lelis (Lelis MotoSport), de Campinas (SP), chegou a representar a marca em 2022. Mas ao que acompanhamos pelas redes, o grupo deixou a representação. Ficamos na expectativa, quem sabe com a nova estabilidade conquistada, a MV Agusta, volte ao mercado brasileiro.

Shineray New Jet 2026 é lançada como uma versão atualizada do modelo mais vendido da marca

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A Shineray New Jet 2026 é a nova versão da cub no Brasil, com preço sugerido de R$ 11.490,00, além de R$ 880,99 referentes a frete e seguro de frete.

O modelo já aparece no site oficial da Shineray do Brasil e vem sendo divulgado nas redes sociais da marca. A atualização mantém a base mecânica conhecida, mas incorpora mudanças visuais e novos equipamentos.

Shineray New Jet 2026 - Divulgação
Shineray New Jet 2026 – Divulgação

O valor anunciado é inferior ao da Jet 125SS EFI, atualmente oferecida por R$ 12.990,00, também acrescida de R$ 880,99 de frete e seguro de frete.

Iluminação e atualização visual

A Shineray New Jet 2026 passa a contar com conjunto óptico full LED. O farol, as setas e a lanterna traseira adotam a nova tecnologia.

O modelo também recebeu alterações no desenho frontal e na parte traseira. O banco foi redesenhado e deixa de ser liso. A nova cor bege é, até o momento, a única disponível no site oficial.

Shineray New Jet 2026 - Divulgação
Shineray New Jet 2026 – Divulgação

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Motorização e especificações técnicas

A Shineray New Jet 2026 mantém motor monocilíndrico, 4 tempos, 2 válvulas, OHC, com 123,67 cm³ de cilindrada.

De acordo com os dados divulgados, a potência máxima declarada é de 7,2 cv a 7.500 rpm. O torque máximo informado é de 0,8 kgf.m a 6.000 rpm.

Shineray New Jet 2026 - Divulgação
Shineray New Jet 2026 – Divulgação

Painel digital e conectividade

Entre as atualizações, a Shineray New Jet 2026 incorpora painel 100% digital. O display reúne informações como nível de combustível, marcha engatada, indicador de farol alto, velocímetro e odômetro.

O modelo também passa a oferecer controlador de mídia no punho. O sistema permite trocar músicas e atender ou recusar chamadas sem retirar as mãos do guidão. Isso, segundo informações no site oficial.

Shineray New Jet 2026 - Divulgação
Shineray New Jet 2026 – Divulgação

A lista de equipamentos inclui ainda porta USB de 5V para carregamento de dispositivos, gancho para bolsa, protetor de escapamento, cavalete central e descanso lateral.

Rodas, freios e dimensões

A New Jet 2026 utiliza rodas de liga leve com aro 17 polegadas na dianteira e aro 14 polegadas na traseira. O freio dianteiro é a disco.

O compartimento sob o banco oferece espaço para documentos, objetos pessoais e capacete, embora a capacidade em litros não tenha sido informada oficialmente.

Shineray New Jet 2026 - Divulgação
Shineray New Jet 2026 – Divulgação

Preço e disponibilidade

O preço sugerido da New Jet 2026 parte de R$ 11.490,00, com acréscimo de R$ 880,99 referentes a frete e seguro de frete.

De acordo com a divulgação nas redes sociais da marca, o modelo começa a chegar às concessionárias da Shineray em diferentes regiões do país.

As condições de comercialização, prazos de entrega e disponibilidade podem variar conforme a localidade.

Minimoto CFMoto XO Papio Racer ganha visual de Moto2, carenagem integral e mini winglets e potência 9,53 cv

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CFMoto atualiza a minimoto XO Papio Racer com carenagem completa, grafismo inspirado nas motos da MotoGP com mini winglets integrados

A CFMoto revelou a nova configuração de sua minimoto, que adota um visual mais esportivo e elementos estéticos herdados das motos da marca no Campeonato Mundial de Motovelocidade.

CFMoto atualiza a minimoto XO Papio Racer - Divulgação
CFMoto atualiza a minimoto XO Papio Racer – Divulgação

A XO Papio Racer passa a contar com carenagem integral e mini winglets, mantendo a base técnica já conhecida da família Papio, voltada ao uso urbano.

As mudanças reforçam a proposta de imagem de competição, sem alterar motor, chassi ou os sistemas de segurança, conforme informação divulgada pela CFMoto.

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Visual e inspiração das pistas

A principal novidade da versão Racer é o conjunto estético, com carenagem completa que aproxima a minimoto das motos que a CFMoto leva ao Mundial, nas categorias Moto2 e Moto3, com a equipe Aspar.

Moto da equipe Aspar CFMoto - Divulgação
Moto da equipe Aspar CFMoto – Divulgação

O grafismo segue o padrão empregado pela equipe oficial em competições, e a fabricante incorporou mini winglets integrados à carenagem para acentuar a identidade esportiva do modelo.

Na prática, a aparência ficou mais próxima das pistas, com pneus pensados para uso predominantemente em asfalto, diferenciando-se da proposta da versão Trail.

Minimoto XO Papio Racer - Divulgação
Minimoto XO Papio Racer – Divulgação

Motor, desempenho e medidas

A atualização estética não alterou a mecânica, a XO Papio Racer mantém o motor monocilíndrico de 126 cc já conhecido na linha.

A potência declarada é de 9,53 cv a 8.250 rpm, com torque máximo de 0,92 kgf.m a 6.500 rpm, dados fornecidos pela própria fabricante.

O peso em ordem de marcha é de 114 kg, e o tanque tem capacidade para 7 litros, preservando a proposta de deslocamentos curtos e uso urbano.

Minimoto XO Papio Racer - Divulgação
Minimoto XO Papio Racer – Divulgação

Ciclística, freios e eletrônica

No conjunto ciclístico, a Racer adota garfos invertidos na dianteira e monoamortecedor na traseira, mantendo a base estruturada da família Papio.

Os freios usam pinças de dois pistões nas duas rodas, com disco dianteiro de 210 mm e traseiro de 190 mm. O modelo vem equipado com ABS de dois canais e controle de tração.

Minimoto XO Papio Racer - painel - Divulgação
Minimoto XO Papio Racer – painel – Divulgação

O painel combina uma tela digital de três polegadas com um ponteiro mecânico, seguindo o padrão técnico já visto nas minimotos da marca.

Preço e disponibilidade

A XO Papio Racer tem preço base informado equivalente a 1.900 euros, valor que, em conversão direta, corresponde a aproximadamente R$ 11.700, sem considerar taxas ou impostos.

Minimoto XO Papio Racer - Divulgação
Minimoto XO Papio Racer – Divulgação

As minimotos da família Papio já chegaram a ser incluídas em uma consulta pública promovida pela CFMoto no Brasil no ano passado, e o link de votação permanece ativo no site da fabricante.

A marca não confirmou oficialmente a minimoto XO Papio Racer, nem a XO Papio Trail para o mercado brasileiro. Os modelos confirmados são a Ibex 450, CL-C 450, CL-C 450 Bobber e Ibex 700. Os lançamentos deverão acontecer ainda no primeiro semestre de 2026.

Lançamento: Ducati Formula 73 revive ícone café racer em série limitada

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A Ducati Formula 73 foi lançada como uma edição limitada criada para marcar o centenário da fabricante italiana. Inspirada na 750 Super Sport Desmo de 1973, a nova café racer terá produção restrita a 873 unidades numeradas, com chegada às concessionárias europeias prevista para o primeiro semestre de 2026.

Ducati Formula 73 - Divulgação
Ducati Formula 73 – Divulgação

A proposta da cafe racer Ducati Formula 73 é reinterpretar um dos modelos históricos da marca, combinando referências visuais da década de 1970 com soluções técnicas atuais. A iniciativa também resgata o legado da primeira motocicleta de rua da fabricante equipada com sistema de distribuição desmodrômica.

Inspiração histórica e contexto esportivo

A Ducati Formula 73 remete diretamente à 750 Super Sport Desmo lançada após a vitória de Paul Smart e Bruno Spaggiari nas 200 Milhas de Imola de 1972. A competição foi a primeira na Europa dedicada a motocicletas derivadas de produção, formato que influenciou posteriormente o surgimento do Superbike.

Ducati 750 Super Sport Desmo - 1973 - Divulgação
Ducati 750 Super Sport Desmo – 1973 – Divulgação

A conquista em Imola marcou o início de uma trajetória consistente da fabricante em competições com motos de produção. Desde então, a marca acumula mais de 400 vitórias, 16 títulos de pilotos e 21 títulos de construtores em campeonatos mundiais.

Segundo a Ducati, a Ducati Formula 73 busca reinterpretar esse período histórico sob uma perspectiva contemporânea, mantendo elementos visuais clássicos, mas adaptando o conjunto às exigências atuais de segurança e desempenho.

Ducati Formula 73 - Divulgação
Ducati Formula 73 – Divulgação

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Design com referências à década de 1970

O projeto visual da Ducati Formula 73 adota carenagem curta, rabeta afilada e guidões do tipo clip-on com espelhos nas extremidades, reforçando o conceito Urban Café Racer.

A pintura em prata e verde água foi desenvolvida a partir de pesquisas no acervo histórico da fabricante. A faixa dourada vertical no tanque faz referência à área sem pintura da 750 Imola Desmo original, que permitia visualizar o nível de combustível.

Formula 73 - edição limitada - Divulgação
Formula 73 – edição limitada – Divulgação

O modelo Formula 73 utiliza rodas raiadas de 17 polegadas combinadas com pneus Pirelli Diablo Rosso IV. O chassi treliçado em aço, pintado em verde água, integra o conjunto estrutural e estético.

Componentes usinados em alumínio incluem manetes de freio e embreagem com reservatórios integrados, pedaleiras e tampa de combustível fornecida pela Rizoma. Cada Formula 73 traz o nome do modelo e o número de série gravados na mesa de direção.

Formula 73 - numeração - Divulgação
Formula 73 – numeração – Divulgação

Todas as unidades acompanham certificado de autenticidade e uma caixa especial com imagens e esboços históricos produzidos pelo Centro Stile Ducati.

Motor Desmodue de 803 cc e 73 cv

A Ducati Formula 73 é equipada com o motor Desmodue de 803 cc, configuração L-twin com duas válvulas e distribuição desmodrômica. A potência declarada é de 73 cv a 8.250 rpm.

Ducati Formula 73 - Divulgação
Ducati Formula 73 – Divulgação

De acordo com a fabricante, o conjunto prioriza entrega progressiva de potência e mantém a característica mecânica associada aos modelos clássicos da marca.

O modelo é equipado com sistema Ride-by-Wire. O escapamento foi desenvolvido em parceria com a Termignoni e recebeu acabamento específico para esta edição limitada.

Pacote eletrônico e ciclística

Apesar da inspiração na década de 1970, a Ducati Formula 73 incorpora recursos eletrônicos atuais. Entre eles estão controle de tração Ducati Traction Control (DTC), ABS Cornering e sistema Ducati Quick Shift.

Detalhe Formula 73 - Divulgação
Detalhe Formula 73 – Divulgação

A motocicleta oferece dois modos de pilotagem, permitindo ajustar parâmetros conforme o tipo de uso, seja em deslocamentos urbanos ou em trajetos rodoviários.

O conjunto ciclístico combina o chassi treliçado em aço com rodas de 17 polegadas, solução que busca equilibrar estabilidade e dirigibilidade dentro da proposta café racer.

Formula 73 - Divulgação
Formula 73 – Divulgação

Produção e preço

A Ducati Formula 73 será produzida em série limitada de 873 unidades numeradas. Cada exemplar terá identificação individual gravada na mesa de direção.

O preço anunciado no Reino Unido é de 15.095 libras. Em conversão direta, o valor corresponde a aproximadamente R$ 107.100, sem considerar impostos, taxas de importação ou variações cambiais.

A Ducati Brasil não informou se teremos essa nova café racer no mercado nacional.

Rua das Motos em Curitiba: aprovada a criação de Polo Motociclista

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A rua João Negrão é aprovada pela Câmara de Vereadores da capital, como Polo Motociclista de Curitiba, com isenção de EstaR para motos um sábado por mês e previsão de melhorias urbanas. Ou seja, poderá se tornar a Rua das Motos de Curitiba.

A rua João Negrão em Curitiba foi oficialmente aprovada pela Câmara Municipal como Polo Motociclista da capital. O projeto de lei delimita o trecho da Rua João Negrão entre as ruas Engenheiros Rebouças e Chile e prevê medidas para organizar o espaço e incentivar o setor.

Rua João Negrão, a nova rua das motos de Curitiba - Divulgação
Rua João Negrão, a nova rua das motos de Curitiba – Jr Rodrigues – Tudo de Motos

A proposta estabelece ações voltadas ao turismo, à cultura e ao comércio ligados ao motociclismo. Entre os pontos previstos estão melhorias na iluminação pública, organização do trânsito e medidas para combater poluição sonora e visual na área central.

Outro ponto aprovado é a isenção do Estacionamento Regulamentado (EstaR) para motocicletas em um sábado por mês. A medida busca estimular encontros, eventos e ampliar a circulação de público na região aos fins de semana.

Segundo a autora do projeto, vereadora Delegada Tathiana Guzella (União), a iniciativa envolve aspectos de mobilidade, cultura e desenvolvimento econômico relacionados ao motociclismo.

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Delimitação do Polo Motociclista

A rua das motos ficará concentrada no trecho da Rua João Negrão entre as ruas Engenheiros Rebouças e Chile, no centro da cidade. O texto aprovado reconhece a vocação já existente da região, que reúne bares e estabelecimentos frequentados por motociclistas.

De acordo com a justificativa apresentada, o objetivo é organizar o uso do espaço urbano diante do fluxo constante de motociclistas e visitantes. A proposta também busca criar condições para realização de eventos e encontros de motoclubes de forma estruturada.

A votação em plenário contou com a presença do deputado estadual Tito Barichello (União), além de representantes de motoclubes, comerciantes e empresários ligados aos setores motociclístico, turístico e cultural.

Rua João Negrão, a nova rua das motos de Curitiba - Jr Rodrigues - Tudo de Motos
Rua João Negrão, a nova rua das motos de Curitiba – Jr Rodrigues – Tudo de Motos

Isenção de EstaR e medidas previstas

Um dos principais pontos da nova regulamentação da rua das motos é a isenção do EstaR para motocicletas em um sábado por mês. A regra valerá exclusivamente para motos e tem como foco incentivar a presença do público na região em datas específicas.

Além da questão do estacionamento, o projeto prevê melhorias na infraestrutura urbana. Entre elas estão reforço na iluminação pública, organização do tráfego e ações para reduzir poluição sonora e visual.

A intenção, conforme o texto aprovado, é adequar a área ao grande fluxo de motociclistas e frequentadores, promovendo equilíbrio entre atividade comercial, convivência urbana e mobilidade.

 Criação do Polo Motociclista de Curitiba visa valorizar e fomentar o comércio local. (Foto: Rodrigo Fonseca/CMC)
Criação do Polo Motociclista de Curitiba visa valorizar e fomentar o comércio local. (Foto: Rodrigo Fonseca/CMC)

Tramitação e próximos passos

O projeto que cria o Polo Motociclista de Curitiba recebeu parecer favorável da Procuradoria Jurídica da Câmara Municipal. Também passou pelas comissões de Constituição e Justiça, Economia e Urbanismo.

Com a aprovação legislativa, a proposta segue agora para sanção do prefeito da cidade, Eduardo Pimentel. Caso seja sancionada, a lei entrará em vigor formalizando a “rua das motos” na João Negrão e estabelecendo as regras previstas para funcionamento do novo polo na região central da capital paranaense.

Viagem de moto no feriado: revisão, equipamentos e direção defensiva; confira as dicas

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Para uma boa viagem de moto durante o feriadão, as dicas são: cuidados com a motocicleta, atenção aos equipamentos de proteção e direção defensiva diante do aumento do tráfego e do consumo de álcool nas rodovias.

A sua viagem de moto demanda planejamento e atenção diante do aumento do fluxo nas rodovias durante o feriado. A Yamaha Brasil orienta motociclistas a realizarem inspeção completa da motocicleta e adotarem conduta responsável para reduzir riscos de acidentes.

Viagem de moto no feriado - Divulgação
Viagem de moto no feriado – Divulgação

O período é marcado por deslocamentos mais longos e maior circulação de veículos nas estradas. Segundo a fabricante, a combinação entre tráfego intenso e consumo de bebidas alcoólicas amplia as situações de risco.

De acordo com Cintia Faccin, gerente da Universidade Yamaha, o Carnaval em específico, é um momento de lazer, mas também de maior exposição a ocorrências no trânsito. A orientação é que a viagem comece com a motocicleta em boas condições e seja conduzida com responsabilidade do início ao fim.

Orientações da Universidade Yamaha - Divulgação
Orientações da Universidade Yamaha – Divulgação

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O que verificar antes de sair para a viagem

Antes de iniciar a viagem de moto, a recomendação é realizar uma inspeção pré-pilotagem completa. Entre os itens que devem ser checados estão a pressão e o estado dos pneus, observando desgastes, cortes ou deformações.

Também é necessário verificar o funcionamento dos freios, incluindo manetes e pedal, além de acelerador e embreagem. O sistema de iluminação deve estar em pleno funcionamento, com farol, lanterna, luz de freio, setas e buzina operando corretamente.

Verifique a pressão e o estado dos pneus - Divulgação
Verifique a pressão e o estado dos pneus – Divulgação

A conferência dos níveis de óleo e demais fluidos é outro ponto indicado, assegurando que não haja vazamentos. Corrente, chassi e suspensão devem ser avaliados quanto à lubrificação, tensão e fixações. A leitura do manual do proprietário é recomendada para seguir as especificações de cada modelo.

Conduta do piloto

Durante a viagem de moto, o comportamento do condutor é apontado como fator determinante para a segurança. O uso de equipamentos de proteção completos é considerado essencial. Capacete certificado, jaqueta, luvas, calça, botas e protetor de coluna ajudam a reduzir lesões em caso de queda.

Dicas de segurança: Equipamentos - Divulgação
Dicas de segurança: Equipamentos – Divulgação

Manter postura defensiva e atenção constante ao entorno são práticas indicadas para lidar com o tráfego mais intenso. O uso correto dos retrovisores contribui para antecipar situações de risco, assim como evitar distrações, especialmente o uso de celular durante a pilotagem.

Outra orientação é trafegar com o farol aceso, inclusive durante o dia, para ampliar a visibilidade da motocicleta. Ao circular próximo a veículos de grande porte, é necessário cautela redobrada devido aos pontos cegos mais amplos.

Viagem de moto - Divulgação
Viagem de moto – Divulgação

Respeitar os limites de velocidade, manter distância segura do veículo à frente e ter atenção especial em cruzamentos e ultrapassagens aumentam o tempo de reação e o espaço para frenagens de emergência.

Orientações da Universidade Yamaha - Divulgação
Orientações da Universidade Yamaha – Divulgação

Álcool só como combustível!

Entre as recomendações, a principal é não realizar a viagem de moto após o consumo de bebida alcoólica. A combinação compromete reflexos, percepção de risco e capacidade de tomada de decisão.

A adoção das medidas indicadas pode contribuir para uma viagem de moto mais segura ao longo do feriado.

Shineray é investigada no Ministério da Justiça após denúncia da Abraciclo

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A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) notificou a Shineray a prestar esclarecimentos em 20 dias, com base em artigo do Código de Defesa do Consumidor.

A Shineray é alvo de um processo administrativo no Ministério da Justiça e Segurança Pública, após representação formal apresentada pela Abraciclo – Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares, entidade que representa fabricantes do setor de duas rodas no país, localizada em Manaus.

Shineray - atualmente a 3ª marca de motos mais vendida no Brasil - Divulgação
Shineray – atualmente a 3ª marca de motos mais vendida no Brasil – Divulgação

O procedimento foi instaurado em novembro de 2025, mas o caso só se tornou público neste fevereiro de 2026, quando a associação divulgou comunicado confirmando a representação contra a fabricante.

A apuração foi instaurada com fundamento no artigo 55, §4º, do Código de Defesa do Consumidor (Lei nº 8.078/1990), no Decreto nº 2.181/1997 e na Portaria MJ nº 905/2017, que tratam da atuação administrativa em defesa do consumidor.

Fabrica da Shineray na Região Metropolitana do Recife - Divulgação
Fabrica da Shineray na Região Metropolitana do Recife – Divulgação

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O que a Abraciclo alega

No documento encaminhado às autoridades, a Abraciclo afirma ter recebido alertas de associadas sobre possíveis irregularidades em motocicletas comercializadas no mercado brasileiro.

De acordo com a denúncia, as supostas falhas poderiam envolver riscos ao consumidor, impactos ao meio ambiente, prejuízo à concorrência leal e reflexos na segurança viária.

A entidade destaca três pontos centrais na representação contra a Shineray:

  • Possível ausência de catalisador;
  • Possível ausência de cânister;
  • Possível ausência de sistema de ventilação do cárter.
Denúncia da Abraciclo: possível ausência de catalisador - Divulgação
Denúncia da Abraciclo: possível ausência de catalisador – Divulgação

Segundo a Abraciclo, o catalisador é componente relacionado ao controle de emissões de poluentes, enquanto o cânister atua na retenção de vapores de combustível. Já a ventilação do cárter está ligada ao controle de gases internos do motor.

Na avaliação apresentada na denúncia, a eventual ausência desses dispositivos poderia representar descumprimento de normas ambientais e exposição a compostos potencialmente nocivos.

JET 125 SS EFI - Divulgação
JET 125 SS EFI – Divulgação

Notificação e requisitos de esclarecimento

A Secretaria Nacional do Consumidor, Senacon, notificou a Shineray para prestar esclarecimentos técnicos, concedendo prazo de 20 dias corridos a partir do recebimento da intimação.

Entre os pontos que a empresa deverá abordar estão a existência ou não de riscos à saúde e à segurança dos consumidores, o cumprimento dos limites de emissões de poluentes e ruído, a conformidade dos modelos com normas técnicas e ambientais vigentes e a precisão das informações fornecidas ao mercado.

O processo segue em fase inicial, e a apuração depende da análise das informações técnicas que serão apresentadas pela fabricante, cabendo à Senacon determinar diligências adicionais ou solicitar documentos complementares.

Fabrica da Shineray - Divulgação
Fabrica da Shineray – Divulgação

Posicionamento da Shineray

Em contato com a reportagem, a assessoria da Shineray informou que a marca “não irá se manifestar publicamente neste momento sobre os questionamentos apresentados”.

Em um e-mail à imprensa, a empresa declarou que “seus produtos seguem os padrões técnicos, normativos e legais exigidos pelos órgãos competentes e que estão plenamente regulares” e que as informações sobre os modelos comercializados e respectivas especificações técnicas estão disponíveis ao público em seu site oficial.

SBM: parceria com a QJ Motor - Divulgação
SBM: parceria com a QJ Motor – Divulgação

Veja a nota na íntegra:

“Informamos que a Shineray opta por não se manifestar sobre os questionamentos.

Reforçamos que os produtos da Shineray do Brasil seguem rigorosamente os padrões técnicos, normativos e legais exigidos pelos órgãos competentes, estando plenamente regulares.

Esclarecemos que todas as informações oficiais relativas ao portfólio da marca, incluindo modelos comercializados e respectivas especificações técnicas, encontram-se publicamente disponíveis e atualizadas no site oficial da montadora.”

Não há, por enquanto, decisão final nem sanções aplicadas à marca chinesa. Neste momento, a Shineray ocupa a 3ª posição no ranking de vendas de motos no país, só atrás de Honda e Yamaha.