Voge inicia sua produção em Manaus; abertura das primeiras concessionárias já a partir de junho

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A marca chinesa Voge deu início à montagem de motocicletas no Polo Industrial de Manaus, em parceria com a Dafra. A operação envolve quatro modelos e marca a entrada oficial da fabricante chinesa no mercado brasileiro, com concessionárias previstas entre junho e agosto de 2026.

A Voge anunciou nesta semana o início oficial de sua produção de motocicletas no Brasil. A operação industrial começou no Polo Industrial de Manaus (AM), em parceria com a Dafra, marcando a entrada efetiva da empresa no mercado nacional.

Voge inicia sua produção em Manaus - Divulgação/ Redes Sociais
Voge inicia sua produção em Manaus – Divulgação/ Redes Sociais

O anúncio foi feito por meio das redes sociais da marca. Na publicação, a empresa informou que a montagem nacional já está em andamento e destacou que o próximo passo será colocar os modelos nas ruas brasileiras.

A divulgação mostra a imagem da scooter SR4 Max na linha de montagem, confirmando o cronograma já apresentado pela fabricante, que prevê o início das operações comerciais ainda no primeiro semestre de 2026.

Produção nacional em Manaus

A montagem acontece na estrutura fabril da Dafra, no Polo Industrial de Manaus. A parceria entre as empresas já havia sido anunciada anteriormente e agora entra em sua fase operacional.

Voge inicia sua produção em Manaus - Divulgação/ Redes Sociais
Voge inicia sua produção em Manaus – Divulgação/ Redes Sociais

Segundo a fabricante, a produção nacional representa uma etapa importante para a consolidação da marca no Brasil e deve acelerar a distribuição dos primeiros modelos.

A operação inicial contará com quatro motocicletas já confirmadas: DS525X, DS900X, SR4 Max e SR3.

Voge DS525X

A DS525X será a representante da marca no segmento adventure de média cilindrada.

DS525X - Divulgação
DS525X – Divulgação

O modelo utiliza motor bicilíndrico de 494 cm³, capaz de entregar 53,8 cv e torque de 5,14 kgf.m. O conjunto inclui câmbio de seis marchas com embreagem deslizante.

Entre os equipamentos confirmados estão suspensão KYB, freios Nissin, ABS Bosch, controle de tração e painel de 7 polegadas com conectividade e navegação integrada.

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Voge DS900X

A DS900X chega para disputar espaço entre as big trails.

DS900X - Divulgação
DS900X – Divulgação

Equipada com motor bicilíndrico de 895 cm³, a motocicleta entrega 95 cv e 9,6 kgf.m de torque.

O modelo traz quatro modos de pilotagem e um pacote tecnológico que inclui quick shifter, radar traseiro de alerta de colisão e câmera frontal em HD.

Voge SR4 Max

A SR4 Max será a scooter de maior porte da linha nacional.

SR4 Max - Divulgação
SR4 Max – Divulgação

Seu motor monocilíndrico de 349,8 cm³ desenvolve 34 cv e 3,5 kgf.m de torque. Segundo a fabricante, o modelo acelera de 0 a 50 km/h em 3,1 segundos.

Entre os itens de série estão para-brisa elétrico, freios com ABS, controle de tração, câmera frontal e aquecimento para assento e manoplas.

Voge SR3

A SR3 amplia a atuação da marca no segmento urbano.

SR3 - Divulgação
SR3 – Divulgação

O modelo utiliza motor monocilíndrico de 244,3 cm³ com potência de 25,5 cv, associado à transmissão automática CVT.

O pacote inclui ABS de duplo canal, controle de tração, monitoramento da pressão dos pneus e painel TFT de 7 polegadas com conectividade Bluetooth.

Primeiras concessionárias abrem em junho

A Voge também confirmou a abertura das primeiras concessionárias no Brasil a partir de junho de 2026.

As inaugurações iniciais devem ocorrer entre junho e agosto, com unidades previstas para Curitiba, São Paulo e Rio de Janeiro.

Neste primeiro momento, a atuação comercial ficará concentrada nas regiões Sul e Sudeste.

Bajaj cresce 60% em emplacamentos no quadrimestre, entra no top 5 nacional

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Com 12.106 motocicletas emplacadas entre janeiro e abril de 2026, a Bajaj registrou crescimento de 60% no Brasil, alcançou pela primeira vez a quinta posição entre as marcas mais vendidas e ampliou em 44% sua produção nacional.

A Bajaj encerrou o primeiro quadrimestre de 2026 com crescimento no mercado brasileiro de motocicletas. Entre janeiro e abril, a fabricante somou 12.106 unidades emplacadas no país, avanço de 60% na comparação com o mesmo período de 2025, quando havia registrado 7.549 motocicletas.

Bajaj entra no top 5 nacional - Divulgação
Bajaj entra no top 5 nacional – Divulgação

O resultado representa um marco para a operação nacional da empresa. Pela primeira vez desde o início das atividades no Brasil, a marca alcançou a quinta posição entre as fabricantes com maior volume de emplacamentos no mercado nacional.

Além do avanço comercial, a fabricante também ampliou sua operação industrial. A produção na fábrica de Manaus, no Amazonas, chegou a 13.770 motocicletas no quadrimestre, alta de 44% em relação às 9.594 unidades fabricadas nos quatro primeiros meses de 2025.

Entre as cinco maiores

O mês de abril consolidou o melhor momento da Bajaj desde sua chegada ao Brasil.

Somente no quarto mês de 2026, a empresa registrou 3.190 unidades emplacadas, desempenho que garantiu à fabricante a entrada inédita no grupo das cinco marcas de motocicletas mais vendidas no país. O ranking é da Fenabrave.

Dominar 400 - Divulgação
Dominar 400 – Divulgação

Na produção industrial, abril também apresentou avanço relevante. Foram 3.305 motocicletas fabricadas em Manaus, crescimento de 32% na comparação com o mesmo mês do ano passado.

Segundo a empresa, o desempenho reflete a expansão gradual da capacidade produtiva nacional, o fortalecimento da rede de concessionárias e a ampliação do portfólio disponível no mercado brasileiro.

Família Dominar 400

A linha formada por Dominar 400 e Dominar NS400Z, voltada ao segmento de média cilindrada e uso misto entre deslocamento urbano e viagens, somou 4.764 unidades emplacadas no quadrimestre.

Dominar NS400Z - Divulgação
Bajaj Dominar NS400Z – Divulgação

Pulsar N150

Posicionada como modelo de entrada da marca no Brasil, com foco em mobilidade urbana, a Pulsar N150 alcançou 2.690 unidades emplacadas entre janeiro e abril.

Pulsar N150 - Divulgação
Pulsar N150 – Divulgação

Dominar NS160

Voltada ao público que busca uma motocicleta street de baixa cilindrada para uso diário, a NS160 registrou 1.864 unidades emplacadas no período.

Dominar NS200 e 160 - Divulgação
Dominar NS200 e 160 – Divulgação

Dominar NS200

A NS200, inserida na faixa intermediária da linha e com proposta urbana de maior desempenho, somou 1.502 emplacamentos.

Dominar 250

Modelo que ocupa a transição entre as versões de entrada e a família 400 cc, a Dominar 250 registrou 1.286 unidades.

Dominar 250 - Divulgação
Dominar 250 – Divulgação

Expansão industrial

O avanço da produção nacional tem sido apontado como um dos pilares da expansão da Bajaj no Brasil.

Com a fábrica instalada em Manaus, a empresa vem ampliando gradualmente sua capacidade operacional para atender ao crescimento da demanda.

Fábrica da Bajaj em Manaus - Divulgação
Fábrica da Bajaj em Manaus – Divulgação

Os 13.770 veículos produzidos entre janeiro e abril mostram a evolução da estrutura industrial da marca no país.

A fabricante também atribui os resultados à ampliação da rede de concessionárias e ao fortalecimento da cobertura comercial em diferentes regiões brasileiras.

Não é IA! Moto com motor Ferrari V8 foi vendida por mais de meio milhão de dólares

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A HF355, motocicleta artesanal criada por Max Hazan com motor Ferrari V8 aspirado de 400 cv, foi vendida por mais de US$ 500 mil. O valor, convertido pela cotação de hoje, supera R$ 2,45 milhões.

Já falamos dela por aqui. A HF355, motocicleta personalizada criada pelo construtor norte-americano Max Hazan, voltou a chamar atenção no mercado internacional após ser vendida por mais de 500 mil dólares, o valor equivale a aproximadamente R$ 2,45 milhões em conversão direta, na cotação do dia.

HF355: moto artesanal com motor Ferrari V8 - Foto: Shaik Ridzwan/Hazan Motorworks
HF355: moto artesanal com motor Ferrari V8 – Foto: Shaik Ridzwan/Hazan Motorworks

O modelo é uma peça única desenvolvida artesanalmente em Los Angeles, nos Estados Unidos, e ganhou notoriedade por utilizar um motor Ferrari V8 aspirado derivado da Ferrari F355 de 1999.

Mais do que uma customização extrema, a motocicleta é considerada um exercício técnico e conceitual de engenharia. O projeto levou cerca de 18 meses para ser concluído e reúne soluções pouco usuais até mesmo entre motos artesanais de altíssimo padrão.

Projeto nasceu a partir de um motor encontrado por acaso

A origem da HF355 começou de forma improvável. Max Hazan procurava peças para outro projeto quando encontrou, em uma plataforma de vendas online, o motor Ferrari que serviria de base para a motocicleta.

HF355 - Foto: Shaik Ridzwan/Hazan Motorworks
HF355 – Foto: Shaik Ridzwan/Hazan Motorworks

Ao avaliar pessoalmente o conjunto mecânico, percebeu que o propulsor era mais compacto do que imaginava inicialmente. Isso tornou viável a construção da moto ao redor do V8, transformando a ideia em um projeto concreto.

A proposta exigiu uma reinterpretação completa da arquitetura tradicional de motocicletas.

Sem utilizar um quadro convencional, Hazan projetou a estrutura de modo que o próprio motor atuasse como elemento estrutural principal. Um chassi dianteiro em chromoly foi fixado diretamente ao bloco, enquanto transmissão e suspensão traseira foram integradas à parte posterior.

HF355 - Foto: Shaik Ridzwan/Hazan Motorworks
HF355 – Foto: Shaik Ridzwan/Hazan Motorworks

Motor Ferrari entrega 400 cv

O grande destaque da HF355 é seu motor 3.5 V8 aspirado, derivado da Ferrari F355.

Segundo as especificações divulgadas, o conjunto entrega cerca de 400 cv e trabalha em rotações de até 8.500 rpm.

A moto foi projetada para alcançar aproximadamente 301 km/h.

Com peso seco de cerca de 265 kg, a relação peso-potência coloca a motocicleta em um patamar comparável ao de hipercarros modernos.

A distribuição de peso próxima de 50/50 também contribui para o comportamento dinâmico, algo essencial em uma máquina tão fora dos padrões convencionais.

Engenharia artesanal

Hazan desenvolveu praticamente todos os componentes manualmente, utilizando tornos e fresadoras convencionais, sem recorrer a máquinas CNC.

Entre os maiores desafios esteve a criação de eixos estriados personalizados capazes de conectar o virabrequim Ferrari a uma transmissão sequencial de seis marchas da Motus MSTR.

Os componentes passaram por diversos testes até suportarem a exigência mecânica do V8 em altas rotações.

O sistema original Ferrari foi substituído por uma configuração desenvolvida especificamente para a motocicleta, com gerenciamento via ECU AMP EFI MS3Pro, responsável por controlar injeção, ignição e monitoramento em tempo real.

HF355 - Foto: Shaik Ridzwan/Hazan Motorworks
HF355 – Foto: Shaik Ridzwan/Hazan Motorworks

Soluções exclusivas

A carroceria da HF355 é composta por 16 peças exclusivas em fibra de carbono, moldadas manualmente.

O processo de fabricação utilizou técnica de infusão de resina, geralmente aplicada na indústria aeroespacial.

Para garantir precisão estrutural, Hazan contou com orientação técnica de um especialista em compósitos com atuação em projetos ligados à SpaceX.

HF355 - Foto: Shaik Ridzwan/Hazan Motorworks
HF355 – Foto: Shaik Ridzwan/Hazan Motorworks

Para preservar o protagonismo visual do motor Ferrari, os radiadores foram posicionados em formato de “V” sob a moto, criando uma área de refrigeração de 196 polegadas quadradas, auxiliada por ventoinhas elétricas e bomba d’água.

Nos componentes de ciclística, a motocicleta recebeu itens de alto desempenho como pinças Brembo GP4X, suspensão Öhlins FGR dianteira, amortecedor traseiro TTX e rodas Marchesini.

HF355 - Foto: Shaik Ridzwan/Hazan Motorworks
HF355 – Foto: Shaik Ridzwan/Hazan Motorworks

Venda milionária

A comercialização por mais de US$ 500 mil reforça o interesse crescente de colecionadores por construções exclusivas de altíssimo nível técnico.

O valor coloca a HF355 entre as motocicletas customizadas mais caras já negociadas. A identidade do comprador permaneceu em sigilo.

A motocicleta permanece como um marco técnico na trajetória de Max Hazan e um dos exemplos mais radicais de adaptação automotiva já aplicada ao universo das duas rodas.

Honda NX 500 supera Himalayan 450 e muda disputa entre trails médias

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Levantamento da Fenabrave aponta mudança no ranking das trails médias em abril de 2026. Com 680 unidades emplacadas, a Honda NX 500 ultrapassou a Royal Enfield Himalayan 450, que fechou o mês com 624 registros no mercado brasileiro.

A disputa entre dois dos modelos mais observados do segmento trail médio no Brasil teve uma mudança importante em abril de 2026. Dados divulgados pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) mostram que a Honda NX 500 ultrapassou a Royal Enfield Himalayan 450 no número de emplacamentos do mês.

Honda NX 500 - Divulgação
Honda NX 500 – Divulgação

Segundo o levantamento oficial, o modelo da Honda encerrou abril com 680 unidades registradas em todo o país. No mesmo período, a Royal Enfield Himalayan 450 somou 624 emplacamentos. A diferença foi de 56 motocicletas.

O resultado altera a configuração recente de um dos segmentos mais competitivos do mercado nacional de duas rodas. Até então, a Himalayan 450 vinha sustentando a liderança entre os modelos da categoria, consolidando espaço desde sua chegada ao Brasil.

Mudança no ranking

A inversão nos números marca um novo capítulo na concorrência entre os dois modelos, que disputam consumidores interessados em motocicletas voltadas ao uso misto entre cidade, estrada e percursos fora de asfalto.

Himalayan 450 - divulgação
Himalayan 450 – divulgação

Desde o lançamento nacional, a Royal Enfield Himalayan 450 vinha apresentando desempenho consistente nos emplacamentos mensais. O modelo chamou atenção por estrear uma nova plataforma global da fabricante indiana, com atualização completa de projeto e equipamentos.

Já a Honda NX 500 chegou ao mercado brasileiro em junho de 2025 e teve crescimento gradual. O avanço mensal foi consolidado em março deste ano, quando a motocicleta superou a marca de 600 unidades comercializadas.

Trilhas leves - Divulgação
Trilhas leves – Divulgação

O desempenho de abril representa, até aqui, o melhor resultado mensal da crossover japonesa no país e demonstra reação direta dentro de um nicho que tem apresentado crescimento.

Diferença de preços

Além das características técnicas, o posicionamento comercial das duas motocicletas evidencia propostas distintas.

A Honda NX 500 tem preço público sugerido de R$ 45.800, sem inclusão de frete.

Já a Royal Enfield Himalayan 450 parte de R$ 29.990 nas versões Slate Poppy e Slate Salt. As configurações Hanle Black e Kamet White, equipadas com pneus sem câmara, têm preço sugerido de R$ 31.990.

Royal Enfield Himalayan 450 Slate Poppy Blue
Royal Enfield Himalayan 450 Slate Poppy Blue

Segundo a Royal Enfield, os valores incluem frete para todo o território nacional.

A diferença de preço entre as versões de entrada chega a R$ 15.810, valor que posiciona os modelos em faixas distintas dentro do mercado, embora ambos disputem perfis semelhantes de consumidor.

Honda NX 500

A Honda NX 500 aposta em uma proposta orientada principalmente ao uso rodoviário, com capacidade para encarar trajetos leves fora de estrada.

Motor bicilíndrico paralelo DOHC de 471 cilindradas - Divulgação
Motor bicilíndrico paralelo DOHC de 471 cilindradas – Divulgação

O modelo utiliza motor bicilíndrico paralelo DOHC de 471 cilindradas. O conjunto entrega 49,6 cv de potência a 8.500 rpm e torque de 4,5 kgf.m a 7.000 rpm.

Entre os equipamentos disponíveis estão painel TFT de 5 polegadas, controle de tração HSTC (Honda Selectable Torque Control) e iluminação full-LED.

Na suspensão, a motocicleta conta com garfo dianteiro invertido Showa de 41 mm e sistema traseiro Pro-Link com ajuste de pré-carga. Os freios possuem sistema ABS de série.

Himalayan 450

A Royal Enfield Himalayan 450 chegou ao Brasil com novo projeto estrutural e introduziu o motor Sherpa de 452 cilindradas.

O propulsor monocilíndrico entrega 40 cv de potência e torque de 4,0 kgf.m. O conjunto é associado a câmbio de seis marchas e acelerador eletrônico Ride-by-Wire.

Motor Sherpa de 452 cilindradas - Divulgação
Motor Sherpa de 452 cilindradas – Divulgação

O modelo também traz painel TFT digital e iluminação full LED.

Na ciclística, utiliza suspensão dianteira invertida Showa, monoamortecedor traseiro ajustável e sistema ABS de dois canais. Entre os diferenciais está a possibilidade de desativação do ABS traseiro, recurso voltado ao uso em trechos off-road.

Próximos meses

Apesar da mudança observada em abril, os dados ainda não indicam definição consolidada no segmento.

A diferença de apenas 56 unidades mostra que o mercado permanece aberto, com espaço para alternância entre os modelos nos próximos levantamentos mensais da Fenabrave.

Honda NX 500 - Divulgação
Honda NX 500 – Divulgação

Capital Moto Week 2026: o que você precisa saber sobre o festival

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Com estrutura ampliada, atrações internacionais confirmadas e expectativa de 800 mil visitantes, o Capital Moto Week 2026 já tem datas definidas e ingressos disponíveis para o público.

O Capital Moto Week 2026 teve detalhes oficialmente anunciados pela organização, que confirmou mudanças estruturais, atrações internacionais e a manutenção das regras de gratuidade para parte do público. O festival ocorrerá entre os dias 23 de julho e 1º de agosto, no Parque de Exposições da Granja do Torto, em Brasília (DF).

Capital Moto Week 2026 - Divulgação
Capital Moto Week 2026 – Divulgação

A expectativa divulgada é de que o evento reúna aproximadamente 800 mil visitantes ao longo dos dez dias de programação, além de 300 mil motocicletas e cerca de 1,8 mil motoclubes de diferentes regiões do Brasil e também do exterior.

Reconhecido como um dos principais encontros voltados ao motociclismo e à música na América Latina, o Capital Moto Week 2026 chega à nova edição com o conceito “Velocidade e Movimento”, ampliando sua área total e incorporando novas experiências voltadas ao público participante.

Estrutura ampliada

Uma das principais mudanças confirmadas para esta edição está na expansão física do espaço do festival.

A chamada Cidade da Moto terá 400 mil metros quadrados em 2026. Na edição anterior, o complexo ocupava 320 mil metros quadrados. O aumento de 80 mil m² representa uma ampliação de 25% na área total destinada ao evento.

Capital Moto Week - Divulgação
Capital Moto Week – Divulgação

Segundo a organização, a expansão tem como objetivo melhorar a circulação interna, ampliar áreas de convivência e acomodar novas ativações de marcas parceiras.

A estrutura seguirá com cinco palcos temáticos distribuídos pelo complexo, mantendo a proposta de oferecer atrações simultâneas ao longo da programação.

Também estão confirmadas atividades de aventura que já fazem parte da identidade do evento, como:

  • Tirolesa
  • Bungee jump
  • Roda-gigante
Capital Moto Week - Divulgação
Capital Moto Week – Divulgação

A expectativa operacional para o Capital Moto Week 2026 inclui:

  • 800 mil visitantes
  • 300 mil motocicletas
  • 1,8 mil motoclubes

Os números reforçam a dimensão do festival dentro do calendário nacional de eventos voltados à cultura motociclística.

Atrações internacionais já foram confirmadas

A programação musical começou a ser divulgada e quatro atrações internacionais já estão confirmadas.

A abertura do festival, em 23 de julho, contará com apresentação da banda Nazareth.

No dia 24 de julho, sobem ao palco Masters of Voice e Velvet Chain.

Já em 26 de julho, a programação terá show de Eagle-Eye Cherry.

Barão Vermelho com Roberto Frejat - Divulgação
Barão Vermelho com Roberto Frejat – Divulgação

Para o encerramento, em 1º de agosto, a organização anunciou uma das principais atrações nacionais desta edição: o Barão Vermelho Encontro Formação Original, com Roberto Frejat nos vocais.

A organização informou que outros nomes de destaque ainda serão anunciados nas próximas semanas.

Ao todo, o Capital Moto Week 2026 prevê mais de 100 apresentações musicais ao longo dos dez dias de programação.

Rock Saloon antecipa programação do festival

Antes mesmo da abertura oficial, o público poderá acompanhar uma programação preparatória.

O Rock Saloon funcionará entre 7 de maio e 14 de junho, no complexo da Arena do Estádio Nacional, em Brasília.

A proposta é antecipar a atmosfera do festival por meio de um espaço temático inspirado no western contemporâneo.

Rock Saloon - Divulgação
Rock Saloon – Divulgação

A estrutura contará com:

  • Shows ao vivo
  • Gastronomia temática
  • Bares
  • Programação com DJs
  • Experiências premium

A operação prevê 24 noites de funcionamento ao longo de seis semanas.

Segundo a organização, a iniciativa busca ampliar a presença do festival na capital federal e oferecer experiências antecipadas ao público.

Capacete oficial do Capital Moto Week 2026 - Divulgação
Capacete oficial do Capital Moto Week 2026 – Divulgação

Capacete oficial terá edição limitada

Outra novidade anunciada envolve o lançamento do capacete oficial do Capital Moto Week 2026, desenvolvido em parceria com a LS2.

O modelo exclusivo LS2 Stream II CMW 2026 será disponibilizado em edição limitada de 300 unidades.

O produto será comercializado em duas versões:

Titanium com detalhes em laranja

Preto fosco com elementos brilhantes

A pré-venda terá início em 18 de maio, por meio do site oficial da fabricante.

Durante o festival, o capacete também estará disponível na loja oficial do evento e no estande da LS2 instalado dentro do complexo.

Capital Moto Week - Divulgação
Capital Moto Week – Divulgação

Festival projeta impacto econômico superior a R$ 60 milhões

De acordo com dados divulgados pela organização, o Capital Moto Week 2026 deve repetir o impacto econômico registrado em edições anteriores.

A movimentação financeira anual associada ao evento supera R$ 60 milhões.

O festival também atrai cerca de 150 mil turistas e gera aproximadamente 17 mil postos de trabalho temporários.

O impacto se distribui por diferentes setores da economia local, incluindo:

  • Rede hoteleira
  • Restaurantes
  • Transporte por aplicativo
  • Comércio local

Segundo a organização, a ocupação hoteleira de Brasília pode alcançar 98% durante o período de realização.

Capital Moto Week - Divulgação
Capital Moto Week – Divulgação

Sustentabilidade e ações sociais ganham reforço

A edição 2026 também reforça iniciativas ambientais e sociais.

Entre as medidas anunciadas está a adesão ao Pacto Global da ONU, iniciativa voltada à promoção de boas práticas em sustentabilidade, direitos humanos e governança.

O festival também apresentou o projeto “CMW na Granja”, voltado ao desenvolvimento de ações sociais estruturantes.

Outra frente mantida é a certificação Lixo Zero.

Dados da edição anterior mostram que foram geradas 43 toneladas de resíduos, com índice de 91,35% de destinação correta.

A manutenção dessas ações integra a estratégia da organização para ampliar práticas sustentáveis dentro do evento.

Capital Moto Week - Divulgação
Capital Moto Week – Divulgação

Regras de gratuidade e benefícios

A organização confirmou que não haverá alterações nas regras de acesso gratuito.

Entram gratuitamente no Capital Moto Week 2026:

Motociclistas sem garupa e pilotando
Acesso liberado durante todo o evento.

Motos com garupa
Entrada gratuita:

  • De segunda a sexta até as 18h
  • Aos sábados e domingos até as 15h

Crianças de até 12 anos
Entrada gratuita quando acompanhadas por responsável.

Pessoas com deficiência (PCD)
Têm acesso gratuito. Caso haja necessidade de acompanhante, será concedido direito à meia-entrada.

Capital Moto Week - Divulgação
Capital Moto Week – Divulgação

Outras regras incluem:

Menores de 16 anos
Somente acompanhados por responsável legal.

Pessoas com 60 anos ou mais
Direito à meia-entrada.

Ingresso solidário
Concede desconto mediante entrega de:

  • 1 kg de alimento não perecível
    ou
  • Lixo eletrônico

A apresentação de documentação comprobatória será obrigatória para benefícios legais.

Juliana Jacinto e Pedro Franco - organizadores do Capital Moto Week
Juliana Jacinto e Pedro Franco – organizadores do Capital Moto Week

Ingressos para o Capital Moto Week 2026 já estão disponíveis

As vendas para o Capital Moto Week 2026 já estão abertas por meio da plataforma Bilheteria Digital.

A organização informou que novas atrações e a programação detalhada serão divulgadas gradualmente pelos canais oficiais nas próximas semanas.

O festival será realizado entre 23 de julho e 1º de agosto, no Parque de Exposições da Granja do Torto, em Brasília.

Yamaha lança edições limitadas da R3 e R15 no Brasil em comemoração aos 70 anos da marca; saiba os preços

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A Yamaha anunciou no Brasil a série limitada R-Series 70 anos. Ao todo, serão 1.800 unidades das versões especiais da R15 ABS e R3 ABS Connected, com visual inspirado na história esportiva da marca e chegada prevista às concessionárias nacionais a partir de junho.

A Yamaha confirmou o lançamento no mercado brasileiro da série limitada R-Series 70 anos, edição comemorativa que celebra as sete décadas globais de atuação da fabricante japonesa. A linha especial reúne versões exclusivas da R15 ABS e da R3 ABS Connected, que chegam às concessionárias brasileiras a partir de junho de 2026.

Yamaha R15 ABS 70th Anniversary - Divulgação
Yamaha R15 ABS 70th Anniversary – Divulgação

Os preços sugeridos ficaram em  R$ 24.090, sem frete para a R15 ABS 70th Anniversary e R$ 37.790, também sem frete para a R3 ABS Connected 70th Anniversary.

Ao todo, serão disponibilizadas 1.800 motocicletas no país. Deste total, 1.200 unidades correspondem à R15 ABS 70th Anniversary e outras 600 unidades à R3 ABS Connected 70th Anniversary. A distribuição será feita pela rede nacional de concessionárias da marca, sujeita à disponibilidade.

R3 ABS Connected 70th Anniversary
R3 ABS Connected 70th Anniversary

A ação dá sequência às comemorações iniciadas em 2025, ano em que a Yamaha Motor Company completou 70 anos. A série especial já havia sido apresentada em outros mercados, como Europa e Japão, e agora chega oficialmente ao Brasil com configuração voltada ao mercado nacional.

Visual Speed Block

As motocicletas receberam uma identidade visual exclusiva baseada nas motos esportivas utilizadas pela Yamaha durante os anos 1990. A combinação de cores em branco, vermelho e preto remete à tradição da fabricante em competições internacionais.

Entre os principais elementos gráficos estão o padrão “Speed Block” aplicado às carenagens, o logotipo alusivo aos 70 anos da marca e o tradicional emblema dourado com o diapasão.

R3 ABS Connected 70th Anniversary - Divulgação
R3 ABS Connected 70th Anniversary – Divulgação

No caso da R3 ABS Connected 70th Anniversary, o acabamento inclui ainda bengalas dianteiras douradas, reforçando a diferenciação estética em relação à versão convencional comercializada atualmente.

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Sobre a R15 ABS 70th Anniversary

A Yamaha informou que a R15 ABS 70th Anniversary preserva a mesma configuração mecânica já disponível no mercado brasileiro.

O modelo segue equipado com motor monocilíndrico de 155 cilindradas, refrigeração líquida e sistema de atuação de válvulas variável (VVA). Segundo a fabricante, o propulsor entrega 18,8 cavalos de potência a 10.000 rpm e torque máximo de 1,5 kgf.m a 8.500 rpm.

R15 ABS 70th Anniversary - Divulgação
R15 ABS 70th Anniversary – Divulgação

A motocicleta conta ainda com embreagem assistida e deslizante, quadro Deltabox, suspensão traseira monocross em alumínio e sistema de freios ABS nas duas rodas.

O conjunto é complementado por rodas e pneus com perfil esportivo, mantendo a proposta de entrada da linha carenada da fabricante.

R15 ABS 70th Anniversary - Divulgação
R15 ABS 70th Anniversary – Divulgação

Sobre a R3 ABS Connected 70th Anniversary

Já a R3 ABS Connected 70th Anniversary mantém o conjunto técnico da versão convencional, com motor bicilíndrico de 321 cc, quatro tempos, oito válvulas e refrigeração líquida.

R3 ABS Connected 70th Anniversary - Divulgação
R3 ABS Connected 70th Anniversary – Divulgação

O propulsor desenvolve 41,3 cavalos a 10.750 rpm e torque máximo de 3 kgf.m a 9.000 rpm.

Entre os destaques técnicos está a tecnologia DiASil, empregada pela Yamaha para aprimorar a dissipação térmica e contribuir para a redução de vibrações no funcionamento do motor.

A motocicleta também traz embreagem assistida e deslizante associada ao câmbio de seis marchas, configuração já conhecida da linha.

R3 ABS Connected 70th Anniversary - Divulgação
R3 ABS Connected 70th Anniversary – Divulgação

Preços e garantias

Como já antecipamos ficarão assim os preços públicos sugeridos para a série especial, sem considerar o valor do frete:

A R15 ABS 70th Anniversary terá preço sugerido de R$ 24.090.

Já a R3 ABS Connected 70th Anniversary será comercializada por R$ 37.790.

R15 ABS 70th Anniversary - Divulgação
R15 ABS 70th Anniversary – Divulgação

Em relação à cobertura de fábrica, a R15 será oferecida com garantia de três anos, enquanto a R3 contará com quatro anos de garantia.

Ambos os modelos também participam do programa de Revisão Preço Fixo da fabricante.

Série limitada integra calendário comemorativo da marca

A chegada da linha especial ao Brasil reforça a programação comemorativa da Yamaha pelos 70 anos globais da empresa.

A operação brasileira da fabricante teve início na década de 1970, com a instalação da unidade de Guarulhos, em São Paulo. Atualmente, a empresa mantém 615 pontos de venda autorizados em território nacional.

R3 ABS Connected 70th Anniversary - Divulgação
R3 ABS Connected 70th Anniversary – Divulgação

Em 2024, a marca ultrapassou a produção acumulada de cinco milhões de motocicletas no mercado brasileiro.

As vendas da série limitada começam em junho de 2026, com comercialização restrita ao número de unidades disponíveis em cada concessionária da rede autorizada.

Inspiração na 883: Harley-Davidson confirma nova fase com motos mais ‘acessíveis’

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A Harley-Davidson anunciou uma nova etapa de sua estratégia global com foco em ampliar o acesso à marca por meio de motocicletas mais acessíveis. O plano inclui o retorno de uma Sportster com características que remetem à antiga 883 e o desenvolvimento de um novo modelo de entrada previsto para chegar ao mercado internacional até 2027.

A movimentação faz parte do programa corporativo “Back to the Bricks” (algo como “De volta às origens” em tradução livre), apresentado pela Harley-Davidson como a principal diretriz da empresa para os próximos anos. A iniciativa estabelece metas financeiras, mudanças no portfólio e ações voltadas à recuperação da presença da fabricante em segmentos estratégicos.

Harley-Davidson XL883N 2022 - Divulgação
Harley-Davidson XL883N 2022 – Divulgação

Entre os anúncios, dois chamaram atenção por indicarem uma mudança no posicionamento comercial da Harley-Davidson. A fabricante confirmou o desenvolvimento de uma nova motocicleta média com motorização refrigerada a ar e também revelou o projeto Sprint, modelo que deve ocupar a faixa de entrada da marca.

O anúncio reforça a tentativa da Harley-Davidson de recuperar competitividade em um mercado cada vez mais diversificado, especialmente em faixas de preço consideradas mais acessíveis ao consumidor.

Anuncio oficial do "retorno" da Sporster - Divulgação
Anuncio oficial do “retorno” da Sportster – apenas uma silhueta da nova versão – Divulgação

Nova Sportster inspirada na 883

Um dos principais destaques da nova estratégia da Harley-Davidson é a confirmação de uma motocicleta que resgata o conceito clássico da linha Sportster.

Embora a fabricante não tenha oficializado o nome comercial do modelo, a apresentação feita durante o evento indica forte inspiração na antiga Iron 883, descontinuada em 2022.

A Harley-Davidson divulgou apenas a silhueta da nova moto, prevista para lançamento em 2027. Mesmo com poucas informações oficiais, diversos elementos visuais remetem diretamente à tradicional configuração da linha.

Comparativo da antiga Iron 883 com a futura Sportster - Divulgação
Comparativo da antiga Iron 883 com a futura Sportster – Divulgação

A imagem revela proporções semelhantes às da antiga Harley-Davidson Sportster, incluindo um conjunto mecânico que aparenta manter a arquitetura V-Twin a 45 graus.

Também é possível identificar varetas de comando aparentes e caixa de ar circular, componentes que marcaram gerações anteriores da Harley-Davidson.

Outro detalhe observado está na posição de pilotagem. O guidão e os comandos lembram a ergonomia da Iron 883, enquanto o assento duplo aparece como uma das principais diferenças em relação a versões anteriores.

Silhueta da a futura Sportster - Divulgação
Silhueta da a futura Sportster – Divulgação

Segundo Artie Starrs, CEO da Harley-Davidson, a nova motocicleta representa uma das materializações práticas da proposta “Back to the Bricks”, que busca resgatar características históricas da marca.

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Preço mais acessível

Outro ponto que chamou atenção no anúncio foi o posicionamento de preço informado pela Harley-Davidson. Segundo a fabricante, a nova Sportster deverá ter preço inicial estimado em US$ 10 mil.

Na conversão direta, o valor corresponde a aproximadamente R$ 50 mil, sem considerar impostos, taxas de importação ou oscilações cambiais. O dado é relevante porque posiciona a Harley-Davidson em uma faixa semelhante à praticada pela antiga Sportster antes de sua saída de linha.

Harley-Davidson XL883N 2022 - Divulgação
Harley-Davidson XL883N 2022 – Divulgação

Mesmo considerando o intervalo de quase cinco anos entre os modelos, a estratégia indica uma tentativa da Harley-Davidson de manter competitividade em um segmento historicamente importante para a marca.

Chamamos de acessível, considerando os preços da Harley. Atualmente a Street Bob e a Low Rider S, são os modelos mais acessíveis da marca no Brasil, com preços partindo de R$ 119.950 – sem frete.

A definição de uma faixa de entrada mais acessível também dialoga com a necessidade de atrair novos consumidores. Nos últimos anos, a Harley-Davidson concentrou boa parte de sua atuação em modelos premium de maior valor. Com a nova estratégia, a fabricante sinaliza um reposicionamento.

Sobre a Harley-Davidson Iron 883

A antiga Harley-Davidson Iron 883 foi um dos modelos mais conhecidos da fabricante. A motocicleta utilizava motor Evolution V-Twin de 883 cm³, refrigerado a ar. O conjunto entregava cerca de 51 cavalos de potência e torque aproximado de 7,4 kgfm.

XL883N 2022 - Divulgação
XL883N 2022 – Divulgação

O câmbio era de cinco marchas, com transmissão final por correia. A Harley-Davidson também apostava em uma proposta visual minimalista. O modelo trazia acabamento escurecido, rodas de liga leve, guidão baixo e escapamento curto duplo.

Outro diferencial era a altura reduzida do assento, próxima de 760 mm. Na ciclística, a Harley-Davidson utilizava suspensão telescópica convencional na dianteira e dois amortecedores traseiros. Os freios contavam com discos nas duas rodas e ABS de série. O tanque de combustível tinha capacidade aproximada de 12,5 litros.

Projeto Sprint para ampliar acesso à marca

Além da nova Sportster, a Harley-Davidson também confirmou o desenvolvimento da Sprint. O modelo foi apresentado como futura motocicleta global de entrada. O nome resgata um modelo antigo da marca, desenvolvido nos anos 1960, com motor entre 250 e 300 cc.

Segundo a Harley-Davidson, a Sprint terá preço inferior a US$ 10 mil. A fabricante informou ainda que o projeto prevê estrutura leve, motorização refrigerada a óleo e ampla possibilidade de customização.

Material de apresentação da futura Sprint - Divulgação
Material de apresentação da futura Sprint – Divulgação

Até o momento, não foram divulgados dados como cilindrada, potência ou cronograma definitivo de lançamento. A Harley-Davidson também não informou quais mercados receberão a novidade inicialmente.

Os elementos apresentados indicam que a Sprint está sendo desenvolvida como uma plataforma inédita. A proposta amplia a presença da Harley-Davidson em faixas de preço historicamente pouco exploradas pela empresa.

Back to the Bricks – cinco pilares estratégicos até 2027

A nova fase da marca está estruturada em cinco frentes principais.

Back to the Bricks - HD Divulgação
Back to the Bricks – HD Divulgação

Resgate das origens

A Harley-Davidson pretende reforçar sua identidade histórica.

Rede de concessionárias

A meta é ampliar a rentabilidade da rede e dobrar resultados até 2026.

Atuação em segmentos tradicionais

A Harley-Davidson vai concentrar esforços em motos novas, seminovas, peças, acessórios e vestuário.

Eficiência financeira

O plano prevê redução de custos operacionais e melhora das margens.

Reestruturação administrativa

Mudanças recentes na liderança integram o processo de reorganização.

Back to the Bricks - HD Divulgação
Back to the Bricks – HD Divulgação

O que esperar

Apesar dos anúncios, a Harley ainda não revelou detalhes técnicos completos nem confirmou datas exatas de comercialização.

A fabricante também não informou se os novos modelos serão lançados simultaneamente no Brasil.

Mottu confirma novos lançamentos e amplia produção para 2026

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Mottu confirma novos modelos até agosto e aumento de produção no Polo Industrial de Manaus, com investimentos em modernização e logística

A Mottu confirmou que prepara novos lançamentos de motos durante este ano de 2026 e ampliará sua operação industrial no Polo Industrial de Manaus. O anúncio foi feito durante visita técnica de representantes da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) à unidade fabril da empresa na capital amazonense.

Mottu anunciou novos lançamentos previstos para 2026 - Divulgação
Mottu anunciou novos lançamentos previstos para 2026 – Divulgação

A informação reforça o avanço da estratégia industrial da marca de locação, que vem ampliando sua estrutura produtiva desde o início das atividades na região, em 2022. Embora a fabricante tenha confirmado a chegada de novos modelos, ainda não foram divulgados detalhes técnicos, quantidade de lançamentos ou segmentos que serão contemplados.

Além da ampliação do portfólio, a Mottu também apresentou projeções de crescimento industrial e operacional para os próximos meses, incluindo investimentos em modernização da planta e expansão da capacidade produtiva.

Fábrica da Mottu em Manaus - Imagem: Melissa Mota/ Suframa
Fábrica da Mottu em Manaus – Imagem: Melissa Mota/ Suframa

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Novos modelos

Segundo informações apresentadas durante o encontro com representantes da Suframa, a Mottu deverá incorporar novos modelos ao seu portfólio produtivo até agosto de 2026.

Até o momento, a empresa não revelou especificações sobre motorização, cilindrada ou características técnicas das futuras motocicletas. Também não foi informado quantos modelos serão lançados.

Mottu Sport ESD 2026 - Divulgação
Mottu Sport ESD 2026 – Divulgação

Atualmente, o principal modelo utilizado pela operação é a Sport 110i, motocicleta de origem indiana produzida pela TVS. O modelo é voltado principalmente ao serviço de locação para entregadores e profissionais que atuam com mobilidade urbana.

O anúncio chama atenção porque a marca consolidou presença nacional com um modelo de negócios diferente do praticado pelas montadoras tradicionais instaladas no Brasil. A empresa concentra suas atividades no aluguel de motocicletas, sem comercialização direta ao consumidor final.

Produção deve alcançar 110 mil unidades

Quando iniciou suas operações no Polo Industrial de Manaus, em 2022, a empresa gerava 70 empregos. Atualmente, a estrutura conta com 513 colaboradores diretos e indiretos, sendo 385 postos diretos.

Fábrica da Mottu em Manaus - Imagem: Divulgação Suframa
Fábrica da Mottu em Manaus – Divulgação Suframa

Os números acompanham a expansão produtiva. No primeiro ano de operação, foram montadas 8 mil motocicletas.

Para 2026, a projeção é encerrar o período com aproximadamente 110 mil unidades produzidas.

O avanço mostra um crescimento acelerado da operação industrial da Mottu, que praticamente dobrou sua capacidade de produção a cada ano desde sua instalação no Amazonas.

Frota nacional: 198 mil motos alugadas

O gerente de Controladoria Financeira, Rogério Avezum, destacou que o foco principal da empresa segue concentrado na locação de motocicletas.

Hoje, a frota da Mottu soma 198 mil motos alugadas em circulação pelo Brasil.

A operação está presente em todas as capitais brasileiras e também em grandes centros urbanos, atendendo principalmente profissionais de aplicativos e serviços de entrega.

Mottu: 198 mil motos alugadas em circulação pelo Brasil - Divulgação
Mottu: 198 mil motos alugadas em circulação pelo Brasil – Divulgação

Mesmo sem vendas diretas ao consumidor, a presença da Mottu também aparece entre os números do mercado nacional de emplacamentos.

Levantamento da Fenabrave mostra que a empresa emplacou 9.764 unidades da Sport 110i em abril de 2026, resultado que garantiu ao modelo a quinta colocação entre as motocicletas mais vendidas do país no período.

Expansão em Manaus

A visita institucional contou com a presença do superintendente da Suframa, Leopoldo Montenegro, acompanhado por integrantes da autarquia federal.

Durante o encontro, a empresa apresentou detalhes sobre investimentos em modernização operacional, expansão logística e metas industriais.

Apesar da confirmação dos lançamentos, a Mottu ainda não informou quando divulgará especificações completas dos novos modelos. A expectativa é que novas informações sejam apresentadas ao mercado nos próximos meses, à medida que a fabricante avance no cronograma previsto.

Shineray Denver 250 aparece renovada com nova cor ‘all black’ e emblema SBM no tanque e no motor

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Nova versão all black da Shineray Denver 250 traz acabamento preto fosco no tanque e peças, exibe emblema da linha SBM; sem mudanças mecânicas aparentes

A Shineray Denver 250 surge com uma nova opção totalmente preta, que as concessionárias têm chamado de all black, trocando detalhes cromados por preto fosco.

Shineray Denver 250 - 'all black' nas lojas da marca - Divulgação Redes Sociais
Shineray Denver 250 – ‘all black’ nas lojas da marca – Divulgação Redes Sociais

Além da cor, o modelo passou a apresentar o emblema da linha SBM no tanque e na tampa do motor, sinalizando associação com o segmento premium da marca.

As alterações já aparecem no site oficial da fabricante, e chamaram atenção porque a Shineray não divulgou comunicado sobre a mudança, mas fez publicações em suas redes sociais.

Detalhe do motor: pintura preto fosco no lugar do cromado - Divulgação
Detalhe do motor: pintura preto fosco no lugar do cromado – Divulgação

All Black

A principal novidade visual é o acabamento inteiro em preto, com tanque, paralamas e componentes em preto fosco no lugar do cromado tradicional.

Denver 250: oficialmente como SBM? - Divulgação
Denver 250: oficialmente como SBM? – Divulgação

O visual reforça um aspecto mais agressivo e sóbrio, preservando as linhas da família custom em que a Denver 250 está posicionada, ao lado dos modelos Iron 250, Titanium 250 e SHI 400sc.

Linha SBM?

O tanque da Denver 250 agora exibe o emblema da linha SBM, que é o segmento premium da Shineray, e a mesma alteração no emblema foi observada nas versões mais recentes da Iron e da Titanium.

A fabricante, no entanto, não publicou nota oficial explicando o motim da mudança, o que indica que a novidade foi implementada silenciosamente no site e em algumas lojas.

Painel aparentemente sem mudanças - Divulgação
Painel aparentemente sem mudanças – Divulgação

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Motor, freios e equipamentos

Em termos mecânicos, a página da marca não mostra alterações para a nova versão, portanto a motorização permanece a mesma.

A Denver 250 utiliza motor bicilíndrico em V, com 248,92 cm³, que entrega 19 cavalos de potência a 8.000 rpm e torque de 1,88 kgfm a 6.000 rpm, com câmbio de cinco marchas e transmissão por corrente.

O sistema de freios é ABS de dois canais, com disco dianteiro de 320 mm e traseiro de 260 mm, mantendo o pacote de segurança já conhecido do modelo.

Detalhe da iluminação dianteira - Divulgação
Detalhe da iluminação dianteira – Divulgação

Preço e disponibilidade

No site da Shineray, o valor informado para a Denver 250 é de R$25.490,00 + R$ 1.499,00 de frete e seguro de frete, e a versão all black aparece listada entre as opções oferecidas pelas concessionárias.

Por ora, a mudança de cor e a presença do emblema SBM parecem ser atualizações estéticas e de identidade visual, sem impacto nas especificações técnicas, segundo a ficha disponível no site oficial da marca.

Ranking: as 20 motos mais vendidas em abril de 2026 no Brasil segundo a Fenabrave

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Quais foram elas? As 20 motos mais vendidas em abril de 2026 no Brasil segundo a Fenabrave. O que se deve ressaltar é que o setor de motocicletas no Brasil apresentou uma pequena retração no desempenho de abril. Ao longo do mês, foram registrados 210.649 emplacamentos, resultado que representa queda de 4,9% em comparação com março, quando 221.650 unidades foram licenciadas no país.

Apesar da desaceleração pontual, a expectativa da indústria segue positiva. A projeção do segmento permanece voltada para um possível recorde em 2026, com a estimativa de aproximadamente 2 milhões de motocicletas emplacadas até o encerramento do ano.

Honda Pop: firme entre as 20 motos mais vendidas em abril de 2026 - Divulgação
Honda Pop: firme entre as 20 motos mais vendidas em abril de 2026 – Divulgação

Os números acumulados das motos mais vendidas reforçam esse cenário. Entre janeiro e abril, o mercado somou 782.527 unidades comercializadas, desempenho 19,1% superior ao registrado no mesmo intervalo do ano anterior, quando foram contabilizados 656.587 emplacamentos.

Desempenho do mercado

Em abril foram emplacadas 210.649 motos no país, um crescimento de 15,32% na comparação com abril de 2025, quando foram registradas 182.668 unidades, segundo a Fenabrave.

Na comparação com março de 2026, que teve 221.650 motocicletas licenciadas, houve recuo de 4,96%, movimento explicado principalmente pelo menor número de dias úteis no período, de acordo com a entidade.

Factor: entre as 20 motos mais vendidas em abril de 2026 - a mais emplacada da Yamaha - Divulgação
Factor: entre as 20 motos mais vendidas em abril de 2026 – a mais emplacada da Yamaha – Divulgação

Segundo o presidente da Fenabrave, Arcelio Junior, “Ela (motocicleta) tem se consolidado como segundo veículo em muitas famílias brasileiras”, ressaltando o papel da motocicleta na mobilidade individual e no uso profissional.

As 20 motos mais vendidas em abril de 2026

A seguir, a lista completa com as 20 motos mais emplacadas no Brasil em abril de 2026, conforme a Fenabrave:

Honda CG 160: 46.949 unidades

Honda CG 160: primeiro lugar entre 20 motos mais vendidas em abril de 2026 - Divulgação
Honda CG 160: primeiro lugar entre 20 motos mais vendidas em abril de 2026 – Divulgação

2º Honda Biz: 23.449 unidades
3º Honda Pop 110i ES: 23.372 unidades
4º Honda NXR160 Bros: 17.429 unidades
5º Mottu Sport 110i: 9.764 unidades
6º Yamaha Factor 150: 6.758 unidades
7º Honda CB 300F Twister: 5.913 unidades
8º Honda XRE 190: 5.064 unidades
9º Honda PCX 160: 4.814 unidades
10º Yamaha Fazer 250: 3.967 unidades

Yamaha Fazer 250 (FZ 25) - entre 20 motos mais vendidas em abril de 2026 - Divulgação
Yamaha Fazer 250 (FZ 25) – entre 20 motos mais vendidas em abril de 2026 – Divulgação

11º Yamaha Lander 250: 3.900 unidades
12º Honda XRE 300 Sahara: 3.883 unidades
13º Shineray SHI 125: 3.864 unidades
14º Yamaha FZ15: 3.376 unidades
15º Honda Elite 125: 2.664 unidades
16º Shineray SHI 175: 2.556 unidades
17º Yamaha Crosser 150: 2.439 unidades
18º Yamaha Aerox 160: 2.243 unidades
19º Yamaha NMAX: 1.944 unidades
20º Honda ADV 160: 1.764 unidades

A ADV 160 fecha a lista das 20 motos mais vendidas em abril de 2026 - Divulgação
A ADV 160 fecha a lista das 20 motos mais vendidas em abril de 2026 – Divulgação

Segmentos, marcas e tendências

Entre os segmentos, a categoria City segue dominante, respondendo por 38,83% dos emplacamentos em abril, seguida por Scooter/CUB com 35,06% e Trail com 19,30%, segundo a Fenabrave.

Na disputa por marcas, a Honda seguiu isolada na liderança, com 138.660 unidades emplacadas em abril e 65,83% de participação. A Yamaha ficou em segundo, com 29.402 motos e 13,96% de market share.

Na sequência aparecem Shineray, com 12.507 unidades e 5,94%, Mottu com 9.764 unidades e 4,64%, e a Bajaj, que entra pela primeira vez no top 5, com 3.190 unidades e 1,51% de participação, conforme a associação.

Bajaj entra pela primeira vez no top 5 das marcas mais vendidas - Divulgação
Bajaj entra pela primeira vez no top 5 das marcas mais vendidas – Divulgação

No acumulado do ano, o cenário se mantém semelhante, com Honda, Yamaha, Shineray e Mottu nas quatro primeiras posições, Avelloz em quinto lugar e a Bajaj logo atrás, consolidando sua presença crescente no mercado brasileiro.