Vendas de motos: o mercado brasileiro de motocicletas registrou 199.181 emplacamentos em julho de 2026 e chegou a 1.373.640 unidades no ano. Dados da Fenabrave mostram alta mensal e anual, com avanço da Yamaha, liderança da Honda e crescimento de categorias urbanas.
Os emplacamentos de motocicletas no Brasil somaram 199.181 unidades em julho de 2026, segundo levantamento divulgado pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores, a Fenabrave.
O resultado representou crescimento de 2,55% em relação a junho. Na comparação com julho de 2025, o mercado de duas rodas teve expansão de 3,11%, mantendo o desempenho positivo observado ao longo do ano.

De janeiro a julho, foram licenciadas 1.373.640 motocicletas no país. O volume acumulado é 12,37% maior do que o registrado nos primeiros sete meses de 2025.


Financiamento e consórcios
Para o presidente da Fenabrave, Arcelio Junior, o programa de financiamento federal lançado recentemente já passou a contribuir para o resultado apresentado pelo mercado de motocicletas.
A entidade também destacou a relevância dos consórcios nas vendas nacionais. Essa modalidade responde, em média, por 28% das comercializações de motos no Brasil, conforme os dados informados.

Em algumas cidades do Nordeste, a participação dos consórcios é ainda mais elevada. Nesses mercados, o índice pode alcançar 80% das vendas, de acordo com a federação.
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Honda reduz fatia em julho
A Honda continuou como líder isolada do mercado brasileiro em julho, com 127.399 motocicletas emplacadas. O número permaneceu praticamente estável frente ao volume contabilizado em junho.
Apesar da estabilidade nas unidades registradas, a participação da fabricante caiu de 65,64%, em junho, para 63,96% no fechamento de julho.

No acumulado de 2026, a Honda soma 899.355 unidades emplacadas. Com esse volume, a marca detém 65,47% de participação no mercado nacional de motocicletas entre janeiro e julho.
A Yamaha foi a marca com o maior crescimento mensal entre as fabricantes de maior volume. Seus emplacamentos passaram de 25.569 unidades em junho para 28.622 em julho.
A variação corresponde a uma alta de 11,94% no mês. A participação da marca no mercado também avançou, saindo de 13,17% para 14,37% entre os dois períodos.
Nos sete primeiros meses do ano, a Yamaha contabilizou 189.556 motocicletas. Esse total representa 13,80% de todos os emplacamentos de motos registrados no país em 2026.

Shineray e Mottu
A disputa pela terceira posição do ranking nacional continuou concentrada entre Shineray e Mottu. Em julho, a Shineray obteve vantagem de apenas 79 motocicletas sobre a concorrente.
A Shineray registrou 11.476 unidades no mês e alcançou 5,76% de participação. A Mottu apareceu logo em seguida, com 11.397 emplacamentos e uma fatia de 5,72%.

Embora a diferença de julho tenha sido pequena, ela foi superior à observada em junho. No mês anterior, somente duas unidades separavam as duas fabricantes no levantamento da Fenabrave.
No acumulado de janeiro a julho, a Shineray soma 85.145 motocicletas emplacadas. A Mottu, por sua vez, registra 66.987 unidades no mesmo intervalo de 2026.
Bajaj supera Avelloz
A Bajaj ocupou a quinta colocação no ranking de julho. A fabricante indiana emplacou 3.371 motocicletas, resultado que corresponde a um crescimento de 16,44% ante junho.
Com esse desempenho, a marca ficou à frente da Avelloz, que contabilizou 3.184 unidades durante julho. A Avelloz também cresceu no mês, com uma variação de 12,47%.

A Royal Enfield terminou o período na sétima posição, com 3.024 motocicletas registradas. A Haojue apareceu em oitavo lugar no mercado brasileiro, ao somar 2.273 unidades.
CFMoto soma 921 unidades
A CFMoto, que iniciou suas atividades no mercado brasileiro no fim de maio, emplacou 402 motocicletas em julho. No ranking mensal, a marca ficou na décima quinta posição.
Considerando o período acumulado em 2026, a fabricante alcançou 921 unidades. Com esse resultado, ocupa a décima nona colocação entre as marcas no ano.

Segmentos
Na divisão por segmentos, o conjunto City e Street, contabilizado pela Fenabrave junto das categorias Scooter e Cub na classificação de subsegmentos, alcançou sua maior participação de 2026.
Em julho, essa categoria representou 41,17% dos emplacamentos, acima dos 40,95% verificados em junho. No acumulado anual, sua participação chegou a 39,42%.
O índice acumulado de City e Street também ficou acima daquele observado no mesmo período de 2025, quando o segmento detinha 38,84% do mercado de motos.

O segmento Scooter e Cub também aumentou sua participação entre junho e julho. A fatia passou de 32,46% para 32,71% dos emplacamentos mensais.
No resultado acumulado, porém, a categoria permanece abaixo do percentual registrado no ano anterior. Em 2026, Scooter e Cub correspondem a 34,46% do mercado, ante 35,92% em 2025.
O segmento Trail teve movimento inverso na comparação mensal. Sua participação recuou de 19,70% em junho para 19,03% no levantamento referente a julho.
Na soma de janeiro a julho, as motos Trail respondem por 19,36% dos registros. No mesmo intervalo de 2025, a participação da categoria era de 19,46%.

As motocicletas Naked e Roadster elevaram sua presença mensal de 2,49% para 2,70%. No acumulado de 2026, a participação atingiu 2,65%, contra 2,12% no ano anterior.
O segmento Sport passou de 0,79% em junho para 0,86% em julho. Entre janeiro e julho, a categoria avançou de 0,75%, em 2025, para 0,87% neste ano.
Já o Maxtrail registrou leve queda no comparativo mensal, de 2,08% para 2,07%. Ainda assim, seu percentual acumulado em 2026 é de 1,78%, superior aos 1,41% apurados no mesmo período de 2025.

