A Royal Enfield atualizou o plano de revisões das motos zero-quilômetro no Brasil. A medida reduz de sete para seis visitas programadas nos três primeiros anos, adia a primeira revisão para 1.000 km ou seis meses e corta custos em até 34%, conforme o modelo.
A nova política de pós-venda começou a ser aplicada às motocicletas Royal Enfield entregues a partir de 27 de julho de 2026. A fabricante informou que a garantia continua válida por três anos, sem limite de quilometragem.

A principal alteração está na primeira revisão. Antes prevista para 500 km ou 45 dias, ela passa a ser realizada aos 1.000 km ou seis meses, considerando sempre o prazo que ocorrer primeiro.
O cronograma de manutenção preventiva também deixa de ter sete revisões durante a garantia e passa a contar com seis serviços programados. Segundo a empresa, a redução acumulada pode chegar a 34%.

Primeira revisão ganha novo prazo
No plano anterior, o proprietário precisava levar a moto à concessionária aos 500 km ou em até 45 dias após a entrega. Com a atualização, esse primeiro atendimento foi transferido para 1.000 km ou seis meses.

A referência para os intervalos de tempo será a data em que a motocicleta for entregue ao cliente. Assim, o prazo de seis meses da primeira revisão não será contado a partir da compra, caso a entrega ocorra em outro momento.
As demais revisões seguem previstas em intervalos de 5.000 km ou a cada seis meses adicionais. O novo calendário termina aos 25.000 km ou 36 meses, sem a revisão antes programada para 30.000 km ou três anos.
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Como fica o calendário de manutenção
- 1ª revisão: de 500 km ou 45 dias para 1.000 km ou 6 meses.
- 2ª revisão: permanece aos 5.000 km, mas passa de 6 para 12 meses.
- 3ª revisão: 10.000 km ou 18 meses, ante 10.000 km ou 12 meses.
- 4ª revisão: 15.000 km ou 24 meses, ante 15.000 km ou 18 meses.
- 5ª revisão: 20.000 km ou 30 meses, ante 20.000 km ou 24 meses.
- 6ª revisão: 25.000 km ou 36 meses, ante 25.000 km ou 30 meses.
- 7ª revisão: a etapa de 30.000 km ou 36 meses deixa de constar no novo plano.
De acordo com a Royal Enfield, a mudança foi definida após ajustes nos serviços previstos em cada etapa, na duração da mão de obra da primeira revisão e nas recomendações de troca de peças e lubrificantes.
Gabriel Patini, diretor executivo da Royal Enfield Brasil, afirmou que a atualização atende a uma solicitação feita pelos clientes da marca ao longo do tempo.

Redução varia conforme a plataforma da moto
As maiores reduções percentuais são destinadas à Super Meteor 650, Shotgun 650 e Classic 650. Para esses modelos, a fabricante informa queda de 34% no valor total das revisões programadas durante o período.
As Himalayan 450 e Guerrilla 450, equipadas com motor de 450 cm³, recebem redução de 32%. Já Classic 350, Meteor 350 e Hunter 350 passam a ter redução acumulada de 30% nos custos de manutenção.

A tabela divulgada também inclui as famílias Interceptor 650 e Continental GT, além da Bear 650. Os descontos em valores absolutos informados pela empresa variam de R$ 1.431,67 a R$ 2.271,10, conforme a motocicleta.
Valores totais previstos para as seis revisões
Para Classic 350, Meteor 350 e Hunter 350, o custo total informado é de R$ 3.289,99. Desse valor, R$ 1.708,74 correspondem a peças e R$ 1.581,25 à mão de obra.
Interceptor 650 e Continental GT têm custo total de R$ 4.465,91, formado por R$ 2.884,66 em peças e R$ 1.581,25 em mão de obra. A redução indicada para a dupla é de R$ 2.271,10, equivalente a 32%.

Na tabela da fabricante, Super Meteor 650, Shotgun 650 e Classic 650 aparecem com total de R$ 4.395,62, sendo R$ 2.814,37 em peças e R$ 1.581,25 em serviços. A redução apontada é de R$ 2.271,10, ou 34%.
Para Himalayan 450 e Guerrilla 450, o plano passa a custar R$ 3.246,36, com R$ 1.665,11 destinados a peças e R$ 1.581,25 à mão de obra. A economia indicada é de R$ 1.527,78.
A Bear 650 tem custo total divulgado de R$ 4.413,71, composto por R$ 2.832,46 em peças e R$ 1.581,25 em mão de obra. A redução prevista é de R$ 2.168,07, correspondente a 33%.

Garantia e atendimento internacional
A Royal Enfield informou que o novo cronograma não altera as condições da garantia de três anos sem limite de quilometragem para motos zero-quilômetro comercializadas no país.
O programa Borderless Warranty também permanece sem mudanças. A iniciativa permite que os serviços sejam realizados em concessionárias autorizadas participantes localizadas em diferentes países.
Além das motos entregues a partir de 27 de julho, o novo plano será aplicado a unidades entregues desde 1º de julho de 2026, desde que ainda não tenham passado pela primeira revisão prevista no calendário antigo, aos 500 km ou 45 dias.


