O campeonato de 2019 da Superbike Brasil ainda está dando o que falar. Cesar Barros, irmão de Alexandre Barros diz que o documento atribuído ao SENAI e apresentado junto ao STJD era falso.

Cesar Barros soltou o verbo. No último programa Supermotor do canal Band Sports, Cesar disse que se sente triste pois segundo ele: “o esporte que eu gosto está morto no Brasil”.

Cesar Barros deu entrevista no programa Supermotor da Band Sports. Na foto, o apresentador Celso Miranda - de camisa azul - Foto: reprodução Facebook
Cesar Barros deu entrevista no programa Supermotor da Band Sports. Na foto, o apresentador Celso Miranda – de camisa azul – Foto: reprodução Facebook

Cesar disse ao apresentador Celso Miranda que peças que deveriam permanecer intactas na moto de Eric Granado (vistoria solicitada após a 7ª etapa da temporada 2019), na verdade estavam além da tolerância. No caso, as bielas.

Nós citamos essa parte do regulamento no artigo Alexandre Barros anuncia o fim das participações no Superbike Brasil” – inclusive como resposta do Superbike Brasil, juntamente com a CBM.

Cesar postou em várias redes sociais o valor padrão do regulamento e logo abaixo resultado, que ele diz ter sido atestado pelo SENAI. Veja:
Superbike Brasil: Cesar Barros diz que CBM apresentou documento falso

Cesar diz que em todas as 4 bielas, o valor de comprimento da peça é maior que o tamanho do regulamento do Superbike Brasil.

A respeito do documento falso, segundo Cesar, a CBM (Confederação Brasileira de Motociclismo) anexou (durante sua defesa no STJD) uma declaração técnica do SENAI dizendo que “apesar da pequena diferença no tamanho da peça, isso em nada alteraria a potência da moto”. Ele entrou em contato então com o SENAI que, segundo ele, disse desconhecer a existência de tal declaração.

Além disso, durante a entrevista, Cesar diz que independentemente de ganhar ou perder potência, o tamanho da biela estaria errado e portanto, fora do regulamento.

Confira a entrevista completa:

O que dizem os envolvidos

O Superbike Brasil já havia soltado um comunicado no dia 12/12 dizendo que “documentos podem ter sido anexados ao processo indevidamente”. Porém ressaltando que faltaria apenas a assinatura dos responsáveis pelos laudos, não sendo por esse motivo, falsos. Veja a íntegra da nota, assinada por Bruno Corano:

“A CBM – Confederação Brasileira de Motociclismo

Ref.: Em resposta à solicitação de esclarecimentos em relação ao conhecimento de documentos relacionados ao processo envolvendo os pilotos Eric Granado e Alexandre Barros, a Organização do SuperBike Brasil esclarece.

Como já é sabido, na 7ª etapa da temporada 2019, ocorrida na cidade de Goiânia (GO), a Organização de Prova recebeu a solicitação recursal por parte do piloto Alexandre Barros para que a moto de Eric Granado fosse vistoriada.

Seguindo o regulamento técnico, todos os procedimentos descritos foram cumpridos, e o corpo técnico do SuperBike Brasil, em conjunto com comissários da CBM e membros das partes envolvidas, acompanhou todas as etapas do processo, sendo elas: a retenção da motocicleta; transporte monitorado e vistoria no SENAI (SP).

Após a publicação do relatório de vistoria pelo SENAI, a CBM elaborou seu relatório final amparado pelo relatório do SENAI, o qual dava perda de causa ao piloto protestante Alexandre Barros. Fazendo uso de seus direitos, Alexandre Barros ingressou com uma ação no STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva), com o objetivo de questionar a decisão da Confederação.

Após novo julgamento, mais uma vez a parte proponente não teve ganho de causa, tendo em vista a consistência e detalhamento de ambos relatórios emitidos e assinados pelo SENAI e CBM, e amparados por inúmeras fichas técnicas da FIM – Federação Internacional de Motociclismo.

Cumprindo seu papel de promotor, a Organização do SuperBike Brasil registra ter participado em diversas etapas deste processo, provendo informações e esclarecimentos, por meio de seu grupo técnico de trabalho, aproximando partes envolvidas e elaborando inclusive diversas sugestões de textos técnicos, prática comum entre as partes envolvidas. Porém, ressalta que a organização do SuperBike Brasil não era parte (autora ou ré) da ação em discussão, não estando diretamente ligada à elaboração e defesa da causa ou contratação de advogados.

Dos documentos que foram tomados conhecimento, reconhecemos a possibilidade de que no trânsito de demandas e documentos entre as inúmeras partes envolvidas — SENAI (SP), CBM, advogados, SuperBike Brasil —, algum documento elaborado em caráter de sugestão/rascunho a ser avaliado pelas partes envolvidas para compor a defesa, possa ter sido anexado ao processo indevidamente, já que não tinham sido colhidas as assinaturas.

Entretanto, isso não faz com que o documento seja falso. A falta de assinatura apenas determina que o texto ali proposto não havia sido “ainda” chancelado pelas partes envolvidas. Não obstante, acreditamos que esses documentos em questão em nada interferiu no curso do julgamento.

Por fim, a Organização registra que as custas recursais não foram pagas pela parte protestante, o que conforme condições regulamentares do campeonato, homologadas pela CBM, anula e cancela a vistoria, seus desdobramentos, assim como qualquer propositura, questionamento ou reinvindicação em relação ao tema.

São Paulo, 12 de dezembro de 2019.
Bruno Corano – SuperBike Brasil”

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Deixamos claro que o espaço de tudodemotos.com.br está aberto à CBM, Superbike Brasil ou Eric Granado, caso tenha qualquer esclarecimento ou declaração a respeito desse assunto.

Esperamos que as coisas sejam resolvidas da melhor forma possível para o bem do esporte.

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