A KTM do Brasil colocou em operação sua fábrica própria em Manaus, destinada também à Husqvarna, com capacidade anual de 20 mil motos, investimento de R$ 20 milhões e dez modelos previstos para a linha nacional de motocross, enduro e adventure.
A KTM inaugurou oficialmente sua nova fábrica em Manaus, no Amazonas. A unidade já está em funcionamento e representa uma estrutura industrial independente destinada exclusivamente às marcas KTM e Husqvarna.
A planta começa as atividades com 100 profissionais, entre empregados diretos e indiretos. A capacidade instalada é de 20 mil motocicletas por ano, embora a produção inicial ocorra em um volume gradual.

Segundo a empresa, a expectativa é fabricar 3.500 unidades até o fim de 2026. A operação deverá ampliar seu ritmo em 2027, acompanhando os planos de expansão da produção e da rede de concessionárias no Brasil.


Operação em Manaus
A nova fábrica recebeu investimentos de aproximadamente R$ 20 milhões em equipamentos e infraestrutura. A inauguração faz parte da reorganização das atividades da KTM e da Husqvarna no mercado brasileiro.
A unidade opera em regime CKD, sigla para Completely Knocked Down, sistema em que as motos chegam completamente desmontadas para serem montadas localmente.

Entre as etapas executadas em Manaus estão a preparação dos kits, a montagem dos motores e das motocicletas, os procedimentos de controle de qualidade, a embalagem e a expedição das unidades produzidas.
Antes da fábrica própria, a KTM iniciou a montagem de motocicletas em Manaus em 2016, por meio de uma parceria com a Dafra Motos. Com a nova estrutura, as duas marcas passam a contar com uma operação dedicada.
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Planos industriais
Fabian Steinbacher, Vice President Operations da KTM AG, afirmou que a produção brasileira seguirá parâmetros técnicos e de qualidade aplicados pela companhia em sua origem. “Cada motocicleta produzida em Manaus carrega a promessa da KTM: desempenho, inovação, qualidade e prazer de pilotar.”

O executivo acrescentou que “os processos, os padrões de qualidade e as exigências técnicas aqui são os mesmos da Áustria”. Segundo ele, o início da operação resulta do trabalho da equipe brasileira e da cooperação com profissionais da Áustria.
Petra Preining, CFO da Bajaj Mobility AG e da KTM AG, declarou que o começo da produção em Manaus evidencia a possibilidade de ampliar a operação local. A executiva afirmou que a fábrica foi planejada para evoluir em capacidade produtiva e em variedade de modelos.

De acordo com a KTM, a operação própria pode contribuir para maior disponibilidade de motocicletas no mercado brasileiro e para o suporte à expansão da rede autorizada, atualmente com 12 endereços no País.
Dez modelos nacionais
A linha de produção em Manaus reunirá dez modelos das marcas KTM e Husqvarna. O conjunto abrange motos dos segmentos de motocross, enduro e adventure, categorias que orientam o início da operação da fábrica.
No motocross, a produção nacional contempla as KTM 250 SX-F e KTM 450 SX-F. Os dois modelos são destinados à utilização em competições e na pilotagem fora de estrada.

O portfólio de enduro terá quatro motocicletas: 250 EXC-F, 350 EXC-F 6DAYS, 300 EXC e 300 EXC 6DAYS. A seleção reúne modelos associados à atuação da fabricante austríaca no off-road.
A Husqvarna também integrará a produção local com duas motos voltadas ao enduro: FE 350 e TE 300 PRO. Dessa forma, a unidade de Manaus será responsável por produtos das duas marcas do grupo.
Linha adventure
Além das motocicletas off-road, a fábrica produzirá as novas KTM 390 ADVENTURE R e KTM 390 ADVENTURE X. Os dois modelos foram apresentados ao mercado brasileiro em agosto.

A chegada das versões adventure às concessionárias está prevista para este mês de outubro. O preço público sugerido para a 390 ADVENTURE R é de R$ 37.990.
Já a 390 ADVENTURE X tem preço público sugerido de R$ 33.990. As duas motocicletas fazem parte da estratégia de produção nacional da nova planta inaugurada em Manaus.
A rede autorizada das marcas conta atualmente com 12 pontos no Brasil. A previsão divulgada pela empresa é alcançar 30 unidades até 2027, período em que a fábrica também deverá avançar no escalonamento de sua produção.

