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Mulheres motociclistas ampliam presença nas estradas, cursos e competições no país

Mulheres motociclistas ampliam presença no cenário brasileiro em duas rodas e passam a ocupar cada vez mais espaço em um ambiente que historicamente foi dominado por homens. Nos últimos anos, o crescimento desse público tem sido observado tanto nas ruas quanto em eventos, cursos de pilotagem e competições.

Esse movimento também é percebido por empresas do setor. Na Kawasaki do Brasil, a diretora comercial e de marketing Sonia Harue Ando acompanha essa evolução ao longo de sua trajetória na empresa. Em 2024, ela completou 16 anos de atuação na companhia justamente no Dia Internacional da Mulher.

Sonia Harue Ando completa 16 anos de Kawasaki - Divulgação
Sonia Harue Ando completa 16 anos de Kawasaki – Divulgação

Segundo a executiva, mulheres motociclistas têm demonstrado maior interesse em estudar os modelos, participar de treinamentos e experimentar diferentes categorias de motocicletas, o que reflete um avanço no perfil das pilotas brasileiras.

Mulheres no motociclismo brasileiro

O aumento do número de mulheres motociclistas no país acompanha uma mudança cultural dentro do próprio universo das duas rodas. Cada vez mais mulheres buscam habilitação, cursos de aperfeiçoamento e participação em atividades relacionadas ao motociclismo.

De acordo com Sonia Harue Ando, o comportamento das novas motociclistas demonstra maior preparo e interesse técnico. Muitas passam a frequentar cursos de pilotagem e track days para aprimorar habilidades e conhecer melhor as motos que pilotam.

Mulheres motociclistas - Geise Pinheiro - Divulgação
Mulheres motociclistas – Geise Pinheiro – Divulgação

Esse cenário também reflete a diversidade de categorias exploradas pelas mulheres motociclistas, que hoje pilotam desde modelos urbanos até motocicletas esportivas e de alta cilindrada.

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Histórias pessoais

Entre os exemplos desse crescimento está a trajetória de Geise Pinheiro Gobatto, de 42 anos. Moradora de José Bonifácio, no interior de São Paulo, ela teve os primeiros contatos com motos ainda na adolescência, quando pilotava escondido a motocicleta do pai ao lado da irmã.

Habilitada desde 2009, Geise realizou em 2022 o objetivo de adquirir uma motocicleta da marca Kawasaki. O primeiro modelo foi uma Ninja 400. Com o passar do tempo e a evolução na pilotagem, ela passou a conduzir uma Ninja ZX-4R.

A experiência com motocicletas se transformou em um estilo de vida. Ao lado do marido, que pilota uma ZX-6R 636, Geise participa de cursos de pilotagem e eventos de pista. Segundo ela, o envolvimento com o universo das motos aumentou à medida que se aproximava da prática.

Juliana Crepaldi, motociclista - Divulgação
Juliana Crepaldi, motociclista – Divulgação

Da garupa ao guidão

Outra trajetória que ilustra o crescimento das mulheres motociclistas é a da empresária Juliana Crepaldi, moradora de Jundiaí, no interior de São Paulo.

Durante anos, Juliana acompanhou o marido em viagens de motocicleta como passageira. As viagens eram realizadas em uma Kawasaki Vulcan 900. A mudança ocorreu após uma reflexão durante um desses trajetos.

A empresária decidiu que precisava aprender a pilotar para ter autonomia nas viagens. Depois de se habilitar, passou a conduzir a própria motocicleta, ampliando sua participação no motociclismo.

Casos como esse se tornaram mais comuns entre mulheres motociclistas, que muitas vezes iniciam o contato com o universo das motos como passageiras e posteriormente passam a assumir o guidão.

As Gurias da Kawa - Divulgação
As Gurias da Kawa – Divulgação

Grupos e redes de apoio entre motociclistas

O crescimento das mulheres motociclistas também ocorre por meio de iniciativas coletivas. Em diferentes regiões do país, grupos formados por pilotas têm incentivado a participação feminina no motociclismo.

Um exemplo é o grupo Gurias da Kawa, criado em 2021 no Rio Grande do Sul por Rebeca Flores, então com 24 anos. A proposta da iniciativa é reunir mulheres que pilotam motocicletas da marca e criar um ambiente de apoio entre as participantes.

Essas redes permitem a troca de experiências sobre pilotagem, manutenção das motos e participação em eventos. Além disso, contribuem para aumentar a visibilidade das mulheres motociclistas dentro do setor.

Stephany “Fany” - Divulgação
Stephany “Fany” – Divulgação

Presença feminina também cresce nas competições

A participação das mulheres motociclistas também se destaca em competições e eventos esportivos. Algumas atletas têm se tornado referência dentro do motociclismo nacional.

Entre elas está Moara Sacilotti, que em 2025 alcançou a marca de 25 anos competindo no Rally dos Sertões, uma das principais provas off-road do país. A trajetória consolidou seu nome como uma das representantes femininas do esporte.

Outra piloto que ganhou visibilidade é Stephany “Fany”, conhecida por atuações no wheeling e por participações em competições da modalidade. Ela também tem presença em eventos de motovelocidade ligados ao campeonato SuperBike.

Moara Sacilotti - 25 anos competindo no Rally dos Sertões - Divulgação
Moara Sacilotti – 25 anos competindo no Rally dos Sertões – Divulgação

Transformação gradual no setor

Para profissionais do setor, o aumento das mulheres motociclistas representa uma transformação estrutural no motociclismo brasileiro. O público feminino passou a ocupar diferentes espaços dentro desse universo, desde a pilotagem cotidiana até atividades esportivas e comunitárias.

A presença crescente também se reflete na diversidade de modelos pilotados. Hoje é possível encontrar mulheres motociclistas conduzindo desde motos clássicas e custom até esportivas de maior desempenho.

Esse cenário indica que a participação feminina nas duas rodas tende a se consolidar cada vez mais nos próximos anos, ampliando a diversidade do motociclismo no país e reforçando o papel das mulheres motociclistas.


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Junior Rodrigues
Junior Rodrigueshttps://tudodemotos.com.br
Um cidadão que luta para vencer. Jornalista, web designer, desenvolvedor web e editor ao mesmo. Já fui radialista, publicitário e até metalúrgico metaleiro. Acabei entrando e abraçando o mundo 2 rodas por influencia do meu irmão mais velho.
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